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🎙️ No CRP Comenta desta semana, vamos falar sobre o Teste de Rorschach.

🎬 A série “Tremembé”, produção disponível no Prime Video que retrata o presídio famoso por ser o destino de algumas pessoas condenadas por crimes “midiáticos”, deu o que falar por mostrar o uso do Teste de Rorschach.

O interesse pelo tema cresceu após a estreia, em 31 de outubro, segundo levantamento feito pela CNN Brasil com base no Google Trends. No entanto, a forma como o instrumento é retratado em produções de entretenimento evidencia a necessidade de uma perspectiva técnica e ética sobre a Avaliação Psicológica.

➡️ O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) aproveita o debate para elucidar que o Teste de Rorschach é um instrumento técnico e científico utilizado exclusivamente por psicólogas(os), dentro de um processo mais amplo de Avaliação Psicológica. Esse processo, regulamentado pela Resolução CFP nº 31/2022 e pelo Código de Ética da Psicologia, envolve etapas como entrevistas, análise documental e instrumentos psicológicos validados cientificamente.

O teste consiste na apresentação de pranchas com manchas de tinta, diante das quais a pessoa deve descrever o que vê em cada imagem. A partir dessas respostas e da forma como foram elaboradas, a(o) psicóloga(o) busca compreender aspectos emocionais e cognitivos do indivíduo.

É importante destacar que testes psicológicos não têm a finalidade de rotular pessoas, prever comportamentos futuros ou determinar periculosidade, como explica a psicóloga Rachel Gonçalves da Silva (CRP-08/18648), conselheira do CRP-PR que atua com Avaliação Neuropsicológica. Além disso, resultados e interpretações psicológicas são protegidos por sigilo profissional e não devem ser divulgados publicamente, em respeito à dignidade das pessoas avaliadas.

Por fim, vale ressaltar que a Psicologia atua de forma técnica e avaliativa, enquanto decisões penais cabem exclusivamente ao Poder Judiciário. “A Psicologia não julga nem sentencia”, destaca Rachel.

Com isso, o CRP-PR reafirma seu compromisso em orientar a sociedade sobre o uso ético, responsável e científico da Avaliação Psicológica, evitando interpretações simplificadas sobre o trabalho da Psicologia.