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Teleneuropsicologia: nova modalidade é avanço tecnológico, mas requer fundamentos teóricos e práticos 

Impulsionados pela pandemia de Covid-19, os processos envolvendo a Psicologia e a tecnologia ganharam volume para atender as demandas da população. O exercício profissional da Psicologia mediado por Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs) é atualmente regulamentado pela Resolução CFP nº 009/2024, mas as especificidades de cada área requer, muitas vezes, orientações mais aprofundadas. Neste sentido, o Conselho Federal de Psicologia lançou uma cartilha sobre a Teleneuropsicologia (TeleNP), área que integra a Neuropsicologia e a Ciência da Computação.

Como explica o conselheiro do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), o Psic. Luís Eduardo Candido (CRP-08/24122), a Teleneuropsicologia surgiu da necessidade de manter atendimentos com rigor técnico, ético e respeitando as orientações de segurança do período da pandemia. O CRP-PR, em consonância com o CFP, empreende esforços para manter as(os) profissionais da Psicologia atualizadas(os) acerca dessa área que vem se consolidando nos últimos anos.

A cartilha oferece fundamentos teóricos e práticos para orientar profissionais na implementação e compreensão dessa modalidade, além de dar subsídios para uma reflexão crítica sobre o tema. A importância da incorporação da Teleneuropsicologia no Brasil está na possibilidade dessa modalidade promover mais equidade social, ao alcançar populações em diferentes territórios, inclusive aquelas em situação de vulnerabilidade ou com dificuldades de deslocamento, como é apontado pelo CFP no material.

O Psic. Luís Eduardo Candido destaca que cabe à(ao) profissional da Psicologia entender que, conforme as diretrizes do CFP, a TeleNP não é uma mera transposição da avaliação presencial para a tela. Ela é uma prática especializada que requer adaptação metodológica. “Ao passo em que proporciona o alcance a lugares remotos, a TeleNP enfrenta o desafio de também se fazer acessível a populações com baixa escolaridade, problemas motores e/ou sensoriais. O atendimento a crianças e adolescentes também é um desafio a ser enfrentado por essa modalidade no presente,” complementou o psicólogo.

Série de cartilhas do CFP

A cartilha sobre Teleneuropsicologia pode ser acessada na íntegra no site do CFP (clique aqui para conferir). O material faz parte de uma série de cartilhas voltadas à atuação profissional na Neuropsicologia lançada pelo CFP, durante a XV Reunião Anual do Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento (IBNeC), em Recife. A série também traz orientações éticas e técnicas em áreas como Neuropsicologia do Esporte, Escolar, Hospitalar, Forense e Saúde Coletiva. Clique aqui para conferir a série completa.