Notícia

Roda de Conversa debate escuta de crianças vítimas de violência

Uma Roda de Conversa promovida pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) abordou a questão da escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O evento, que aconteceu no sábado (02) por iniciativa da Comissão de Psicologia Jurídica, é resultado dos encaminhamentos do Grupo de Trabalho Regional da Escuta e teve por objetivo discutir o texto de uma Nota Técnica a ser lançada pelo CRP-PR. A Nota, que ficou disponível para consulta pública durante o mês de junho, teve algumas modificações propostas durante o evento. O texto final será lançado no dia 13 de julho, dia em que se comemora o aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“A Nota Técnica se propõe a marcar o posicionamento coletivamente construído no CRP-PR e indicar os caminhos para avançar na construção de orientações, regulamentações e referências técnicas, tanto no âmbito do CRP-PR como no âmbito nacional”, disse a Psicóloga Luciana de Almeida Moraes (CRP-0814417), conselheira e coordenadora da Comissão de Psicologia Jurídica.

Comissão de Psicologia Jurídica. Da esqueda para a direita: Simone Sanson (CRP-08/05068); Rhayane L. da Silva (CRP-08/17580); Lilian M. Gheno (CRP-08/03792); Renata M. R. Gastaldi (CRP-08/18213); Luciana de A. Moraes (CRP-08/14417); Josani C. da Silva (CRP-08/11085)

Debate

Durante a Roda de Conversa, os participantes tiveram a oportunidade de dialogar sobre a atuação de Psicólogas(os) na escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Algumas questões foram trazidas à tona, como o compromisso primordial da Psicologia com a proteção integral da criança e do adolescente envolvido em situação de violência e a valorização da autonomia profissional. Além disso, a qualificação das(os) profissionais que realizam avaliações psicológicas periciais é imprescindível, dadas as especificidades desta prática e a complexidade da temática no contexto forense. Por fim, as(os) Psicólogas(os) destacaram a importância de que sejam estabelecidos pactos e fluxos locais entre órgãos do Sistema de Justiça e da Rede de Proteção, com a principal finalidade de evitar a revitimização de crianças, adolescentes e suas famílias.

Encaminhamentos

Além da divulgação da Nota Técnica, o grupo que se reuniu no último sábado pretende dar prosseguimento ao diálogo sobre a Escuta. “Percebemos a necessidade de aprofundar os debates sobre as diversas práticas psicológicas de Escuta e avaliação psicológica pericial de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência”, destacou Luciana, lembrando ainda a importância de aproximar ainda mais o CRP-PR dos órgãos do Sistema de Justiça e entidades de classe relacionadas às(os) operadoras(es) do Direito. Ela mencionou, ainda, que serão realizados debates e organizadas frentes de intervenção junto ao Judiciário sobre o Novo Código de Processo Civil e as dissonâncias com deste com a Resolução CFP nº 008/2010, que versa sobre as relação entre perita(o) e assistente técnica(o).

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