Notícia

Reflexão sobre o veto do Ato Médico

Por Conselheiro Sergio Braghini 
Presidente Dilma escuta o que o Congresso não quis escutar!

A sensibilidade política da presidência falou mais alto.

Apesar das atrapalhadas movimentações do Conselho Federal de Psicologia, que pouco investiram contra o Projeto de Lei, a movimentação dos setores da Saúde (incluindo o recente encontro de Secretários de Saúde) conseguiu demonstrar as consequências embutidas no PL que altera a regulamentação da profissão de médico e a falta de sintonia do Congresso Nacional com os interesses públicos.

Sempre fomos favoráveis aos atos corporativos da categoria dos médicos, mas contrários à hierarquização dos atos da Saúde, o que reforçaria ainda mais as disparidades salariais no setor.

O CRP-PR, ciente da atual posição do Congresso Nacional, mobilizou os deputados e senadores paranaenses, orientado-os sobres os riscos para a saúde publica e os profissionais envolvidos, sugerindo alterações que foram recusados pelo Congresso Nacional. Não houve outra alternativa senão pedir o veto de artigos da Lei.

Sentimos-nos, Psicólogos e profissionais de saúde, aliviados que o Poder Executivo tenha ouvido aquilo que o Congresso Nacional havia se recusado, mas também é tempo de fazermos uma reflexão crítica sobre o papel do CFP nesse episódio, que poderia não ter terminado bem. Principalmente em sua retirada da discussão, em 2002, com a relatora do projeto inicial que queria sentar e discutir com todas as categorias implicadas, só retornando anos depois. Talvez porque não se sentissem representantes de uma categoria que, em grande parte (51%), atua em consultório e pouco se importava com suas consequências, acabou por abraçar a causa de outras categorias em defesa do SUS e torcer para que a presidente fizesse o serviço que deveriam ter feito, investindo na informação e sensibilização dos deputados e senadores.

Agradecemos às Psicólogas(os) e membros da sociedade que escutaram nosso apelo por essa luta e esperamos que, no futuro, o CFP tenha uma melhor atuação para que não cheguemos tão perto de consequências irreversíveis para nossa profissão. 

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