Atendimento domiciliar (Home Care)

O atendimento psicológico domiciliar (home care) é uma modalidade de atendimento possível frente a situações específicas: quando há dificuldade ou impossibilidade de locomoção devido a patologias, atendimento a pessoas em estágio terminal ou em atendimentos na área da Psicologia Comunitária, Psicologia Hospitalar, Estratégia de Saúde da Família, Acompanhamento Terapêutico, dentre outras.

O pedido ou a indicação para o atendimento psicológico domiciliar pode ser feito pelo próprio paciente, por seus familiares, pela(o) médica(o) ou equipe de saúde; no entanto, frente à demanda, a(o) Psicóloga(o) deve avaliar, identificando a necessidade do atendimento domiciliar em cada contexto. É importante ressaltar que, em se entendendo que cabe realizar um atendimento domiciliar, deve ser combinado com o paciente o dia/hora, periodicidade do atendimento e demais questões pertinentes. Também é indicado que seja realizado um contrato com o paciente, registrando os combinados. O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) disponibiliza em seu site modelos de contrato que podem ser utilizados (e adaptados) pelas(os) Psicólogas(os), disponíveis no tópico Contratos.

Ao prestar serviço de atendimento domiciliar, a(o) Psicóloga(o) deve ter certeza do seu objetivo, de forma que cabe a ela(e) refletir sobre sua conduta, seus limites e possibilidades nesse contexto. A opção pelo atendimento domiciliar deve estar pautada nessas reflexões e ocorrer nos casos em que se apresenta como a única forma de que se dispõe em dado contexto para garantir o direito de acesso da pessoa ou da família ao atendimento.

Enfatiza-se os seguintes trechos do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP):

 Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:

  1. c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

  1. j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado;

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.

RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05 – Aprova o Código de Ética Profissional do Psicólogo.

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