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Oficina em Foz do Iguaçu abre diálogo entre a Psicologia e a metodologia de Paulo Freire

Nos dias 22 e 23 de agosto, os(as) psicólogos(as) de Foz do Iguaçu receberam a Oficina de Sensibilização sobre a Metodologia Freireana. A técnica do Crepop (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas), Ana Inês Souza, que estuda a obra de Paulo Freire há mais de 30 anos, ministrou a Oficina. Os(as) participantes – dentre eles três Conselheiros(as) do CRP-PR – tiveram a oportunidade de dialogar sobre as relações da metodologia freireana com a psicologia.

No evento, os(as) participantes foram instigados(as) a pensar sobre as relações oprimido-opressor na história e a importância do trabalho da psicologia no resgate da autonomia e da humanização. Foram tratados temas como a importância do diálogo, a atuação psicossocial e a diferença entre a prestação de assistência – em momentos específicos – e a assistencialização que cria dependência. 

Todas estas questões foram discutidas em consonância com a obra de Paulo Freire, que foi um educador brasileiro e teórico radical – no sentido de ir à raiz do problema, não focando apenas em um segmento (sectário) – cujos princípios podem ser aplicados em qualquer área de atuação ou abordagem teórica da psicologia.

Paulo Freire defendia que o diálogo se faz entre diferentes – mas não entre antagônicos – e lembra que a miséria é algo construído. Muito estudado mundo afora, ainda é pouco discutido no Brasil. Freire deveu parte de seu aprendizado à própria história e ao convívio com pessoas com as quais trabalhou – operários, camponeses, professores, estudantes.

O objetivo central da Oficina foi o exercício da ‘escuta’ que, na psicologia, é fundamental. Como parte desse exercício, atendendo demanda levantada no “Dialogando no Paraná”, foi realizada uma conversa com a Comissão de Orientação e Fiscalização, quando os(as) participantes tiveram a oportunidade de sanar suas dúvidas em vários aspectos de suas práticas.

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