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No Dia Nacional da Adoção, Psicóloga fala sobre a importância do acompanhamento psicológico de famílias e crianças

Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, atualmente existem 39.673 candidatos a pais e mães em todo o país e 7.612 crianças disponíveis para a adoção (clique no link para ver mais dados). As exigências por parte dos adultos que desejam adotar são alguns dos motivos para a procura ser muito maior que o número de crianças disponíveis para adoção. 19,57% dos cadastrados somente aceitam crianças brancas e apenas 1,03% aceita adotar crianças com mais de 10 anos. A questão é que, conforme os dados, 77% delas já passaram dessa idade.

Para facilitar a adaptação da criança na família adotiva, um acompanhamento psicológico inicial é muito importante, pois dá base à própria família para fazer suas escolhas e avaliar o desenvolvimento da criança e de suas características relacionais. Segundo a Psicóloga Ângela Sanson Zewe (CRP-08/06216), as crianças que esperam a adoção permanecem acolhidas e são acompanhadas por uma equipe técnica desde então, na medida de suas necessidades. “A equipe deve sempre manter o foco em buscar uma família para as crianças e não procurar a criança que alguma família deseja. Encontrando uma família, são iniciadas as visitas e a família também será acompanhada e avaliada pela mesma equipe”.

 

É muito importante dar atenção às expectativas que as crianças criam, em relação à família substituta, pois, a adoção somente ocorrerá quando os vínculos se constituírem de maneira recíproca e verdadeira.

 

Atuação da(o) Psicóloga(o)

Para Ângela Sanson Zewe, faz parte da atuação das(os) Psicólogas(os) trabalhar com os pretendentes desde a etapa da habilitação para a adoção, nos estágios de convivência entre as crianças e as famílias e sempre que as famílias adotivas demandem auxílio. “É muito importante termos proximidade com as crianças e os pretendentes, para que se sintam seguros e acolhidos em suas necessidades. Auxiliamos todos os envolvidos em relação às particularidades do processo de habilitação e de adoção, orientamos sobre o manejo do comportamento das crianças e monitoramos os padrões de convivência estabelecidos entre eles, verificando a forma e as possibilidades quanto à consolidação dos vínculos afetivos, indispensáveis para uma adoção bem sucedida”, diz a Psicóloga.

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