Maringá | Cura para quem? Práticas, cuidado e a ética profissional

19
Jul
19h
00
Maringá
Auditório Hélio Moreira da Prefeitura de Maringá
Av. XV de Novembro, 701, Centro

Informações

A homo e a bissexualidade não são consideradas doenças e isso foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já em 1990. Mais recentemente, em 2018, a OMS também anunciou a retirada da transexualidade e da travestilidade da lista de transtornos mentais do CID-11, que entrará em vigor a partir de 2022. No entanto, na prática ainda é possível encontrar profissionais que oferecem, com base em suas crenças pessoais e religiosas, atendimentos que buscam a (re)orientação sexual de pessoas lésbicas, gays e bissexuais e a (re)orientação da identidade de gênero de travestis e transexuais, visando a uma suposta “cura”. 

Estas práticas estão desalinhadas com as orientações do Conselho Federal de Psicologia – Resoluções 001/99 e 001/18 – e trazem diversos sofrimentos psíquicos, além de contribuir para a produção e reprodução de processos de estigmatização e discriminação dessa população e tornar as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais mais vulneráveis ao suicídio. 

Neste evento, haverá a exibição e o debate do vídeo-documentário produzido pelo Núcleo de Diversidade de Gênero e Sexualidades (Diverges) com depoimentos de pessoas que passaram por tentativas de “cura”. Os depoimentos são impactantes e mostram os diversos malefícios psicológicos causados por supostas terapias de (re)orientação sexual e de identidade de gênero. Nessa oportunidade, será apresentada também a Nota Técnica 001/2019, que orienta o atendimento a pessoas LGB+.

A atividade será conduzida pela coordenadora do Diverges, Psicóloga Grazielle Tagliamento (CRP-08/17992) e contará com a participação dos integrantes da Comissão de Direitos Humanos de Maringá Barbara Anzolin (CRP-08/18690) e Paulo Vitor Palma Navasconi (CRP-08/25820).