Cura para quem? Práticas, cuidado e a ética profissional

11
Jul
19h
00
Foz do Iguaçu
Subsede CRP-PR Foz do Iguaçu
Avenida Pedro Basso, 472, sala 103, Edifício Caesar Tower, Polo Centro

Informações

As inscrições estão esgotadas pelo site. Haverá inscrições no local mediante disponibilidade de vagas.

A homo e a bissexualidade não são consideradas doenças e isso foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) já em 1990. Mais recentemente, em 2018, a OMS também anunciou a retirada da transexualidade e da travestilidade da lista de transtornos mentais do CID-11, que entrará em vigor a partir de 2022. No entanto, na prática ainda é possível encontrar profissionais que oferecem, com base em suas crenças pessoais e religiosas, atendimentos que buscam a (re)orientação sexual de pessoas lésbicas, gays e bissexuais e a (re)orientação da identidade de gênero de travestis e transexuais, visando a uma suposta “cura”. 

Estas práticas estão desalinhadas com as orientações do Conselho Federal de Psicologia – Resoluções 001/99 e 001/18 – e trazem diversos sofrimentos psíquicos, além de contribuir para a produção e reprodução de processos de estigmatização e discriminação dessa população e tornar as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais mais vulneráveis ao suicídio. 

Neste evento, haverá a exibição e o debate de um vídeo-documentário que está sendo produzido pelo Núcleo de Diversidade de Gênero e Sexualidades (Diverges) com depoimentos de pessoas que passaram por tentativas de “cura”. Os depoimentos são impactantes e mostram os diversos malefícios psicológicos causados por supostas terapias de (re)orientação sexual e de identidade de gênero. Nessa oportunidade, será apresentada também a Nota Técnica 01/2019, que orienta o atendimento a pessoas LGB+.

A atividade será conduzida pela integrante do Diverges Psicóloga Grazielle Tagliamento (CRP-08/17992)