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Estudantes de Psicologia da UEM desistem de se manifestar contra o governo

“Às vezes, a censura não aparece apenas na palavra ‘proibido’, mas pelas atitudes”. A frase é de Sonia Shima (CRP-08/02852), Psicóloga e coordenadora do Congresso Internacional de Psicologia (CIPSI), que está sendo sediado pela UEM (Universidade Estadual de Maringá). A censura a que ela se refere é a ligação feita pelo promotor da cidade aos organizadores do evento no dia da abertura, na última terça-feira (19). Na ocasião, os alunos da universidade estavam preparando algumas apresentações artísticas que citavam nomes de políticos como o do governador Beto Richa (PSDB). Além disso, algumas faixas e fotos das manifestações ocorridas no dia 29 de abril, em Curitiba, seriam expostas no Teatro Calil Hadad. Como o espaço havia sido locado pela prefeitura para a realização do evento, o município teria alegado que o contrato previa apenas a realização do Congresso, e não atividades políticas. “A ameaça foi velada. Ficamos com medo de ter o evento embargado e optamos pela retirada das faixas e suspensão de todas as menções políticas”, conta Shima.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Maringá nega que tenha impedido qualquer ato contra o governador. Segundo eles, o espaço foi tomado por faixas e elas ficaram lá durante os três dias do evento (que acaba nesta sexta-feira).

Manifestação está programada para hoje

De acordo com Rosangela Martins (CRP-08/01169), Psicóloga que participou do evento e teve contato com os organizadores, está sendo organizada uma manifestação para hoje, dia do encerramento do Congresso. “A adesão será grande, inclusive dos convidados estrangeiros que se solidarizaram com a situação e disseram que vão nos apoiar”, diz ela.

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