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Em roda de conversa, profissionais propõem sugestões a futura referência técnica sobre população em situação de rua

Descrição de Imagem: texto: Em roda de conversa, profissionais propõem sugestões a futura referência técnica sobre população em situação de rua. Imagem: Foto das pessoas que participaram da roda de conversa, com a mesma imagem de fundo desfocada e efeito verde. Símbolo do CRP-PR e CREPOP no centro inferior.

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), por meio do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) e em parceria com o Núcleo de População em Situação de Rua, promoveu na manhã desta quinta-feira (27) uma roda de conversa para debater e elaborar propostas ao texto-base que dará origem ao documento de orientação “Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) em Políticas Públicas para a População em Situação de Rua”, publicação de âmbito nacional produzida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). 

Participaram do debate mais de 20 profissionais de diferentes municípios paranaenses, o que proporcionou rica troca de ideias e a construção de uma contribuição pautada na diversidade de conhecimentos e experiências, “um mosaico de ideias, leituras e experiências diversas” sobre a “complexidade da implantação da Política Nacional da População em Situação de rua diante do cenário capitalista neoliberal e do processo de necrose urbana que culminam em individualismos e cerceamento do espaço e da vida comum”, nas palavras do assessor técnico de pesquisas do CRP-PR, psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211).

Altieres elenca que, entre os encaminhamentos, destaca-se “o acento anticapacitista que a referência técnica precisará abordar, assim como questões contemporâneas como migrações e seus fluxos, recortes e interseccionalidades (refinamento maior em relação a públicos atendidos como pessoas trans, idosas, etc.) e também o destaque para a potência de articulações com o Movimento Nacional da População em Situação de Rua e pautas como ‘moradia primeiro’”. 

A conselheira Kathia Regina Galdino de Godoy (CRP-08/14630) lembra que o evento foi um espaço pensado para que a categoria pudesse contribuir de forma ampla e democrática com proposições ao texto da referência técnica, tendo contado com a presença de pessoas com experiência prática da gestão ou em serviços específicos para população em situação de rua, tornando o debate muito rico. “O grupo trouxe várias sugestões de melhorias no texto e pensamos em possibilidades de encaminhamentos posteriores e específicos ao CRP-PR, como, por exemplo, a construção coletiva de uma nota técnica de orientação”, destaca a conselheira, reiterando também o convite para que a categoria venha somar nos debates contínuos do Núcleo de População em Situação de Rua do CRP-PR.

A também conselheira Sara Gladys Toninato (CRP-08/07092) menciona ainda o quão tocante foi estar na presença de pessoas que atuam de forma tão direta com esta população, “discutindo o seu fazer cotidiano, trocando ideias e somando na construção de uma referência técnica que vai qualificar o nosso trabalho no atendimento à população em situação de rua”. Ela destaca a importância do evento, especialmente na presencialidade, e resume: “Eu trabalho com a população em situação de rua há muitos anos e foi a primeira vez que participei de uma reunião com tantos colegas de diversas regiões do Paraná. A troca foi maravilhosa.”

Envie suas sugestões!

Ainda dá tempo de participar! A etapa mediada é apenas uma das formas de fazer parte da consulta pública. A categoria também pode enviar suas sugestões de forma coletiva ou individual pelo formulário que segue disponível até 19 de julho em:

Inovação 

Uma inovação desta consulta, segundo o CFP, é a possibilidade de profissionais dos serviços de referência que atendem a população em situação de rua envolverem pessoas usuárias do serviço com questões como: “De que forma as políticas públicas podem ser efetivas para as pessoas em situação de rua?” ou “Como o conhecimento e a prática psicológica contribuem para processos de fortalecimento das pessoas em situação de rua?” Frisa-se que a participação da população atendida não é obrigatória. 

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