Notícia

Qual a importância do acesso universal à água no combate a doenças?

Por Comissão de Psicologia Ambiental

O Dia Mundial da Água é celebrado anualmente em 22 de março desde 1993, quando a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a data.

 

Este ano em que a pandemia do COVID-19, doença causa pelo coronavírus, gera angústia a populações de todos os continentes, é importante destacar que a ausência de políticas públicas potencializa a propagação de vírus e bactérias – segundo a UNICEF, 40% da população mundial está mais exposta a doenças de veiculação hídrica e apenas três em cada cinco pessoas no mundo possuem instalações para lavar as mãos. Nesta semana da água, a Comissão de Psicologia Ambiental do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) propõe uma reflexão: é de suma importância que saibamos, enquanto cidadãs e cidadãos, definir o que é prioritário, visto que muitas doenças, como dengue, zika, chikungunya e sarampo, estão associadas à ausência de saneamento, esgoto sanitário e água tratada, e isso se torna uma ameaça ao bem-estar da população.

 

A ONU alerta que, para combater o vírus Zika, por exemplo, é necessário que os países melhorem as redes de saneamento básico – na América Latina, 106 milhões de pessoas viviam sem banheiros em suas casas e 34 milhões não tinham acesso constante à água potável, segundo estudo de 2016 divulgado pelo Banco Mundial. Dados da UNICEF indicam que 297 mil crianças menores de 5 anos morrem todos os anos por diarreia, doença relacionada à falta de higiene, saneamento e acesso à água tratada. Além disso, 2,2 bilhões de pessoas atualmente não possuem acesso à água potável para consumo.

E, mesmo assim, comemora-se o Dia Mundial da Água. Mas, há mesmo o que comemorar?

As populações pobres e marginalizadas são afetadas de forma desproporcional, aumentando ainda mais as desigualdades. Melhorar a gestão dos recursos hídricos e fornecer a todos o acesso à água potável e saneamento seguros e acessíveis financeiramente são ações essenciais para erradicar a pobreza, construir sociedades pacíficas e prósperas e garantir que “ninguém seja deixado para trás” no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável, como determina a ONU (Organização das Nações Unidas) no Pacto Global. Essas metas são totalmente alcançáveis, desde que exista uma vontade coletiva.

 

Diante deste cenário, com base na sustentabilidade ambiental e para o benefício de toda a vida na terra, a Comissão de Psicologia Ambiental demonstra uma crescente preocupação com o fenômeno das alterações climáticas, destacando a importância do uso mais eficiente da água, um recurso escasso, e o seu impacto na qualidade de vida humana.

Combate ao COVID-19

Com base em sua atuação em emergências em desastres, a Comissão de Psicologia Ambiental reforça a orientação sobre aspectos de higiene (lavar as mãos corretamente e com frequência), limpeza dos ambientes, uso racional dos recursos, comportamento responsável em relação às outras pessoas (compra de papel higiênico, máscaras, álcool em gel, enlatados e galões de água), conscientização sobre eventuais mudanças de hábitos e possíveis implicações emocionais advindas dessas mudanças e aspectos psicológicos do isolamento, em especial de pessoas idosas. Este é um momento em que estamos todos juntos num esforço conjunto para lidar com o vírus.

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