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CRP-PR participa de painel em Congresso de Psicologia na Universidade Positivo

Crédito da imagem: Universidade Positivo

Psicólogo Gilberto Gaertner, conselheiro do CRP-PR, recepciona o público no Congresso de Psicologia da Universidade Positivo

 

Na noite desta quarta-feira (30), Psicólogas que compõem o plenário do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) representaram a instituição no Congresso de Psicologia da Universidade Positivo, que começou ontem e segue até sexta-feira (02). No painel dedicado ao CRP-PR, a vice-presidente Rosangela Lopes de Camargo Cardoso (CRP-08/01520) foi a mediadora do encontro, que abordou os temas da Saúde Mental, Psicologia Jurídica, atendimento online e Redução de Danos.

Semiramis Vedovatto (CRP-08/06207), atuante da área de Saúde Mental e Conselheira do Conselho Nacional de Saúde, participou a distância e falou sobre o histórico da reforma psiquiátrica no país. Além de resgatar períodos em que a lógica do isolamento estava presente, Semiramis explicou sobre a atual Rede de Atenção Psicossocial e disse: “com a crise e a dificuldade de financiamento pelo governo, podemos ver um retorno à lógica manicomial”.

Outro tema que fez parte do evento foi a Psicologia Jurídica. A Psicóloga Maria Cristina Neiva de Carvalho (CRP-08/01397) falou sobre as relações com a justiça na pós-modernidade. Em uma sociedade pautada pelo imediatismo e pelo consumo, a justiça também acaba por ser um objetivo de desejo, mas muitas vezes não se sabe ao certo o que se espera desta busca. “Muitas questões judicializadas são, na verdade, caracterizadas por aspectos psicossociais”, disse, destacando, entre outras coisas, que o Sistema de Justiça precisa estar mais próximo e entender a população. Esta, por sua vez, deve estar mais informada sobre seus direitos e sobre o exercício da cidadania. “A ideia de justiça é subjetiva e depende de um momento histórico e social específico”, explicou.

Já a Psicóloga Angela Sanson Zewe (CRP-08/06216) fez sua palestra sobre a Resolução CFP nº 11/2012, que normatiza o atendimento psicológico online. A conselheira, que integra a Comissão de Orientação e Fiscalização (COF), explicou os pontos da resolução, que limita o atendimento a momentos isolados – 20 encontros ou contatos virtuais –, e destacou: “isso é o que precisamos seguir hoje, mas há uma pauta para alterar a resolução”.

Por fim, o público jovem acompanhou entusiasmado a apresentação da Psicóloga Sandra Fergutz (CRP-08/02667), intitulada “Sexo, Drogas e Rock’n Roll”. A palestra abordou a questão da Aids, que ainda preocupa por seus altos índices de infecção, e a Redução de Danos. “Faltam campanhas contínuas do governo. Campanhas esporádicas informam, mas não mudam comportamento”, alertou.

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