Na última sexta-feira, 14 de novembro, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) esteve presente no Fórum Estadual de Revisão do Plano Decenal Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Paraná. O encontro aconteceu no Campus Rebouças da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e faz parte de uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), contando também com o apoio da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) e da UFPR. A psicóloga e conselheira Alessandra Sivek Perez (CRP-08/27815) representou a autarquia.
O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes é elaborado para desenvolver e coordenar políticas que assegurem a proteção integral dessa população. Suas diretrizes de atuação incluem o desenvolvimento de habilidades parentais e protetivas, a integração e articulação de políticas públicas e atores sociais, capacitação de profissionais, aprimoramento de estratégias de atendimento, fortalecimento do sistema de garantia dos direitos e dos serviços de denúncia e da atuação de organizações civis, além do incentivo à produção de conhecimento para aprimorar políticas públicas na área.
Neste contexto, a integração da Rede de Atenção Integral e Proteção às Crianças e Adolescentes a partir de centros de saúde, unidades especializadas, maternidades, conselhos tutelares, conselhos das garantias de direitos e dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS e CREAS), por exemplo, é um dos maiores desafios a serem enfrentados.
A conselheira Alessandra salienta que há essa necessidade premente de integrar a Psicologia com outros setores. Outro desafio mencionado por Alessandra é a ausência de capacitação de profissionais que integram a rede de proteção para a escuta especializada de crianças e adolescentes, bem como os procedimentos necessários para o encaminhamento após a identificação da violência.
A presença do CRP-PR em eventos sobre a temática serve como forma de promover uma articulação entre entre profissionais da Psicologia e outros atores da rede de proteção (como Ministério Público, Poder Judiciário, Conselhos Tutelares, etc.), além de contribuir para a orientação e sensibilização profissional, ampliando o diálogo sobre as práticas, desafios e responsabilidades. Além disso, ajuda a promover a discussão aprofundada de desafios específicos, como a violência sexual online, e a troca de experiências sobre práticas eficazes.
“A expertise dos profissionais de Psicologia, em especial no que tange ao manejo de casos delicados e à Psicologia do desenvolvimento, é crucial. A participação do CRP-PR garante que a abordagem psicológica seja considerada e aplicada corretamente, destacando a importância da relação de confiança entre profissional e vítima”, reforça Alessandra.