Notícia

CRP-PR integra Grupos de Trabalho Nacionais constituídos na APAF

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) representará a região Sul em dois Grupos de Trabalho (GTs) aprovados na última Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF), em setembro deste ano. Um dos GTs, “Escuta de Criança e Adolescente”, discutirá os aspectos técnicos e teóricos da escuta especial, bem como as suas consequências levando em consideração a garantia de direitos das vítimas.

Os Conselhos que ficarão responsáveis por este GT em suas regiões deverão conhecer in loco a realidade da escuta de crianças e adolescentes, sem deixar de considerar a sua história política e ética. Órgãos como o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) serão ouvidos durante o trabalho, que deverá resultar na produção de resoluções, notas técnicas e demais documentos de orientação.

Medida Socioeducativa

Outro GT integrado pelo CRP-PR é o que trata de medidas socioeducativas. O grupo terá por objetivo resgatar, em parceria com o CREPOP (Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas), as produções sobre o tema e buscar a atualização a partir dos marcos legais vigentes. Levando em consideração questões como a redução da maioridade penal e o impacto da privatização dos serviços do Sistema Socioeducativo, o GT deverá debater junto ao Sistema de Justiça e produzir notas de orientação para o exercício profissional. Por fim, será apresentado um projeto de observatório da implementação do Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo).

Moção de Repúdio

O CRP-PR assinou também, juntamente com outros Regionais, uma Moção de Repúdio à fala do vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Psicólogo Rogério Oliveira, que teve caráter machista. Oliveira dirigiu-se a uma colega de profissão durante as discussões da APAF de maneira pejorativa com a seguinte frase: “Pode, querida. Você pode tudo. Quase tudo comigo, você sabe”.

A perversidade desse tipo de abordagem está exatamente na aparente suavidade, na sua ambiguidade. “Você pode quase tudo comigo”. Quase tudo o quê? O que isso significa em uma reunião de trabalho?”, questiona a nota.

Para ler a nota completa, clique aqui. O vídeo com a fala do vice-presidente está em http://migre.me/rxES1 (entre 1h10 e 1h14). 


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