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CRP-PR apoia a manifestação dos servidores públicos e educadores

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) apoia a luta dos professores e demais servidores públicos e repudia a truculência do Governo do Estado, sob responsabilidade do Governador Beto Richa, contra o direito de livre manifestação. Acompanhamos consternados o desenrolar violento das manifestações hoje (28) em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), em que os professores tentavam ocupar pacificamente a praça Nossa Senhora de Salete e foram recebidos com gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Ainda durante a madrugada, cerca de 50 professores do interior do Estado faziam vigília no local quando foram cercados pelos policiais, que retiraram o carro de som da APP-Sindicato e utilizaram gás de pimenta. “Eles aproveitaram que estávamos dormindo e sem armas e nos carregaram para longe. O número de policiais era muito superior ao de professores, éramos carregados por quatro homens”, conta Marcos Wagner Skaraboto Lopes, professor que estava na vigília e presenciou a truculência da polícia. Hoje pela manhã, no entanto, a violência foi ainda maior. Houve bastante confusão no local, sendo que algumas pessoas precisaram ser retiradas do local amparadas.

Tropa de choque estava a postos já no início da manhã, antes dos confrontos

“Retira ou rejeita!”

As palavras de ordem representam a grande luta dos servidores públicos contra a aprovação do Projeto de Lei 252/2015, que inclui alterações na ParanaPrevidência, fundo de pensão que paga a aposentadoria dos servidores. O texto, que já foi discutido ontem (27) na Assembleia, seguiu para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e deve voltar amanhã (29) para a votação.

O comando de greve já marcou uma nova concentração em frete à ALEP amanhã pela manhã. À tarde está prevista a votação do projeto, e os manifestantes devem acompanhar as decisões de perto, devido à decisão do juiz substituto Márcio José Tokars que liberou a entrada de dirigentes sindicais e estudantes nas galerias da Assembleia. Hoje os manifestantes vão continuar na luta, mas do lado de fora, já que a oposição pediu vistas do projeto como forma de ganhar tempo e foi entendido por Ademar Traiano (PSDB) que a decisão do juiz só vale para o dia de votação.

Policiais e manifestantes pouco antes dos confrontos

Apoio da população

O movimento ganhou apoio incondicional dos estudantes de uma escola estadual, que chegaram – após os confrontos mais violentos – com faixas e gritos pela qualidade da educação. Além disso, outros setores também paralisaram as atividades. Os trabalhadores da saúde estão em greve e reivindicam, além da rejeição do Projeto relativo à previdência, o envio do projeto de lei que corrige o plano de carreira dos servidores e o reajuste salarial.

A tropa de choque entrou em ação dispersando os manifestantes com bombas de efeito moral e jatos d’água

Tereza Lemos, que integra a direção estadual da APP-Sindicato, convocou toda a população para compor o movimento hoje e amanhã. “As pessoas precisam vir para cá e integrar o movimento de manifestação. Nós precisamos de todo o apoio para combater a ditadura em que o governo se transformou. Queremos lutar de forma pacífica, sem armas”, disse. 

Após os confrontos, houve acordo entre o coronel da PM e o comando de greve e os manifestantes se sentaram diante dos policiais

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