Notícia

Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro publica nota sobre a tragédia socioambiental em Minas Gerais

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) republica a nota abaixo sobre a tragédia socioambiental que aconteceu em Mariana (MG), compartilhando da indignação expressa pelo CRP-RJ.  


O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro vem, com indignação, acompanhando o desdobrar dos impactos da tragédia socioambiental que devastou o município mineiro de Mariana e continua afetando a vida e a biodiversidade no curso e ao redor do Rio Doce num raio de 500 km, e que abrange outros municípios de Minas Gerais (como Governador Valadares) e do Espírito Santo.

Na tarde do dia 5 de novembro, duas barragens localizadas nos arredores de Mariana e administradas pela mineradora Samarco – gerida pela Vale do Rio Doce e pela empresa anglo-australiana BHP Billiton – romperam-se, derramando no rio um volume de lama estimado em 50 milhões de metros cúbicos.

O Doce, principal rio de Minas Gerais e que desemboca no litoral capixaba, possui grande importância social, cultural, histórica e econômica, sendo a principal fonte de subsistência para diversas populações ribeirinhas, entre elas pescadores, pequenos agricultores e tribos indígenas ainda remanescentes na região.

Além de comprometer a subsistência dessas populações, esse desastre vem afetando também o cotidiano das cidades mineiras por onde passa o rio, ocasionando a contaminação de mananciais e interrompendo o abastecimento de água desses municípios.

Frente à possibilidade iminente do rompimento de outra barragem, o CRP-RJ manifesta solidariedade a todas as pessoas afetadas pela maior tragédia socioambiental já registrada em nosso país e que vem causando danos sociais, econômicos e ambientais ainda imensuráveis.
Neste momento, associamo-nos a todas as lutas para que as empresas envolvidas nesse previsível e trágico episódio sejam responsabilizadas e, também, para que as ações fiscalizatórias do poder público possam se fazer efetivas para que outros crimes ambientais não se repitam na história de nosso país.

Por fim, destacamos nosso comprometimento no fomento do debate sobre a atuação da (o) psicóloga (o) em situações e contextos de emergências e desastres. Lembramos que a inserção das (os) psicólogas (os) nesse campo vem crescendo nos últimos anos e, portanto, essas (es) profissionais devem estar atentas (os) para seu papel na garantia e na promoção integral dos direitos das populações atingidas, já que situações de emergências e desastres não são somente aquelas causadas por fenômenos naturais, mas também, e principalmente, pela intervenção do homem.

LINK no SITE: http://www.crprj.org.br/noticias/2015/NOV1815f.html

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