Notícia

Comissão produz série de vídeos sobre a relação de Psicólogas(os) com a arte

A Comissão de Psicologia e Cultura está finalizando os seus trabalhos com a publicação de uma série de vídeos. Diferentes pessoas com formação em Psicologia foram convidadas a comentar sobre a relação da Psicologia com a sua atuação em alguma área da produção artística. O objetivo dos vídeos é o de compreender como se dá o envolvimento da Psicologia com a arte, tanto na atuação profissional das(os) entrevistadas(os) como nas suas vidas pessoais e na sociedade em geral. Esses três temas guiaram as perguntas, que foram feitas sem que as(os) participantes soubessem quais seriam as questões, o que possibilitou uma maior espontaneidade nas respostas.

 

Segundo Tonio Dorrenbach Luna (CRP-08/07258), coordenador da Comissão, a arte faz um diagnóstico da sociedade, ao mesmo tempo que possibilita a inovação, criação e mudança social. Nesse processo, ela também exerce uma função psicológica importante para os indivíduos que a produzem e para a sociedade. A arte pode ajudar, inclusive, a promover um equilíbrio emocional.

 

Em um dos vídeos, Everton Adriano De Morais (CRP-08/19778), professor universitário e Psicólogo clínico que trabalha com avaliação e reabilitação neuropsicológica, estabelece uma relação entre a sua área de estudo e atuação com a arte. Para ele, a arte promove a criatividade, a readaptação e organização, além de uma riqueza para o sistema nervoso quando traz novas formas expressar as emoções. A arte é, para o Psicólogo, o que traz alegria para o dia a dia. Na sua vida, Everton convive com ela diariamente, seja na vida pessoal ou na profissional. Ele relata que a música, o RAP e o samba, sempre fizeram parte da sua vida, e que a música possibilitou outras perspectivas, outras formas de viver a vida e de entender quem ele é.

 

Já para o Psicólogo Robson dos Santos Mello (CRP-08/IS-307), pensar em arte e cultura é pensar no processo civilizatório. A produção artística e cultural vai na contramão da guerra e da pulsão de morte na sua versão aniquiladora, segundo a opinião do Psicólogo. Para ele, a subjetividade presente na arte regula algo dos sujeitos, regula algo do destrutivo que de alguma forma é processado, assim como regula as relações.

 

Robson nasceu em uma comunidade muito carente no Rio de Janeiro, e encontrou na arte um caminho para além das violências com as quais convivia. O contato com a dança, com o balé, proporcionou uma proteção e possibilitou que ele pudesse seguir uma formação. “A arte me salvou”, relata o Psicólogo.

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