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Com tratamentos mais eficazes, número de casos de Aids aumentou nos últimos anos

Com o avanço nos tratamentos da Aids e o aumento da expectativa de vida dos portadores da doença, o país registra o avanço no número de casos entre os jovens de 15 a 24 anos – dados do Ministério da Saúde revelam que, desde 2006, foi registrado um aumento 40% nesta faixa etária. Segundo o médico Fábio Caldas Mesquita, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, uma explicação para a falta de cuidado dos jovens de hoje é que eles não viveram os tempos em que muitas pessoas morriam em virtude do vírus. “Com os tratamentos mais acessíveis e eficazes, é muito mais fácil ter uma qualidade de vida razoável convivendo com a Aids, pois isso os jovens se expõem mais ao risco de contrair a doença”, conta Mesquita.

O foco das campanhas promovidas atualmente está na testagem. Com a hashtag #partiuteste, o Ministério da Saúde busca incentivar que todos realizem a testagem para, em caso de diagnóstico positivo, iniciar o tratamento. Pensando nisso, a Prefeitura de Curitiba está promovendo neste Dia Mundial da Luta contra a Aids (01) atividades de conscientização na Praça Rui Barbosa, das 10h às 16 horas. Quem passar pela região poderá fazer a testagem rápida de Aids (que dá o resultado em cerca de 30 minutos), além de receber orientações sobre promoção da saúde, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, tratamento e qualidade de vida. Organizações não governamentais também farão parte da ação fornecendo informações sobre direitos humanos e legais a pessoas que vivem com a doença ou com o vírus HIV.

Apoio psicológico

A Psicóloga e conselheira Vanessa Bonatto (CRP-08/13902) alerta para a importância do apoio psicológico aos pacientes com Aids, pois o diagnóstico positivo pode trazer danos para a saúde mental da pessoa. “O desconhecimento gera muitas fantasias. Os pacientes ficam estremecidos emocionalmente quando recebem o resultado positivo para HIV. Ficar triste é normal, mas algumas pessoas não conseguem aceitar a doença, ficam fragilizadas e não aceitam o tratamento”, explica.

Assim, o trabalho da(o) Psicóloga(o) ajuda na melhor aceitação da doença. “Quando a pessoa não aceita o diagnóstico, não consegue avançar do sofrimento inicial e não passa para a fase de procurar ajuda e iniciar o tratamento. Para esses casos, a escuta e orientação psicológica pode ser muito válida”.

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