XVI EPP e II CIPTF

CRP-PR publica Caderno de Neuropsicologia

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) lançou, durante uma mesa-redonda no XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF), o primeiro Caderno de Neuropsicologia, produzido por diversas(os) colaboradoras(es) da Comissão Temático de Neuropsicologia do CRP-PR que atuam em diferentes contextos, tanto na pesquisa como na avaliação e reabilitação neuropsicológica.

O objetivo, segundo a coordenadora da Comissão, Psicóloga Camila Borges Paraná (CRP-08/11213), é fornecer orientações concisas sobre a formação e a atuação em Neuropsicologia. “O material foi redigido a partir de uma mistura de conhecimentos para criar uma fonte de consulta a quem se interessa pela área ou já atua. Trouxemos um pouco da história da Neuropsicologia no Paraná e também um material produzido pelo CRP-PR em 2010, para que as(os) profissionais conheçam o que se pensava naquela época e o que mudou”, conta.

Camila destaca que o Caderno traz reflexões importantes sobre os aspectos éticos e legais da atuação e também sobre a formação. “Queremos incentivar a atualização e a qualificação profissional, pois a neurociência é uma área que avança a todo momento.”

Os certificados do XVI EPP e do II CIPTF já estão disponíveis

A partir de hoje (05) já estão disponíveis neste link os certificados de participação no XVI Encontro Paranaense de Psicologia e no II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira, eventos que aconteceram entre os dias 22 e 25 de agosto em Foz do Iguaçu.

IMPORTANTE

O sistema não gera certificados quando o preenchimento do campo “nome” tem caracteres especiais, como pontos, acentos (^; ~; ´), símbolos (@ * ! % ; : . ç) ou espaços em branco.

Em caso de dúvida, escrever para inscritosepp@crppr.org.br.

XVI EPP e II CIPTF | Eventos chegam ao fim promovendo trocas de conhecimentos, encontros de pessoas e reflexões sobre diversos temas

O XVI Encontro Paranaense de Psicologia e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF) promoveram quatro dias de troca de conhecimentos e experiências em Foz do Iguaçu. Cerca de 1300 pessoas que participaram das atividades tiveram também a oportunidade de fortalecer as conexões profissionais.

“O encontro foi pensado para que houvesse convivência desde o café da manhã até à noite, pois a convivência dentro e fora das atividades técnicas é salutar para as conexões mais sustentáveis”, analisa o Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), João Baptista Fortes de Oliveira (CRP-08/00173). O conselheiro destacou a pluralidade na programação, que abordou temas, abordagens, e técnicas variadas. “Apesar disso, a pessoa poderia escolher uma área de atuação ou abordagem e se aprofundar nela, a partir da participação em diferentes atividades.”

Na avaliação da Vice-Presidente do CRP-PR e Presidente do XVI EPP e II CIPTF, Rosangela Lopes de Camargo Cardoso (CRP-08/01520), os eventos alcançaram os objetivos propostos. “As apresentações técnicas e teóricas, os debates, a relação entre os participantes, tudo foi de alto nível. Tivemos, além de Psicólogas e Psicólogos, juízes, promotores, psiquiatras, assistentes sociais e outros profissionais. A qualidade técnica foi o ponto alto do EPP. Termino minha função como presidente muito grata e com a sensação de que o esforço de toda a equipe produziu um evento de sucesso.”

A Psicóloga Alana Keila Cardoso (CRP-08/14685), que atua com a Psicologia Clínica e do Trânsito em Cascavel, além de ser professora universitária, diz que a participação nos eventos agregou conhecimentos à sua formação. “Estou adorando e está superando as expectativas. Os palestrantes e mediadores das mesas estão trazendo muitas coisas práticas que auxiliam tanto na formação dos estudantes quanto dos profissionais que atuam em diferentes áreas. Acredito que o que está por vir [Alana deu entrevista no primeiro dia] vai contribuir para pensar a Psicologia de uma maneira prática, porém científica.” Como docente, Alana destacou a importância de estudantes participarem de eventos como estes. “Ainda temos uma formação engessada a determinadas áreas. Esta é uma oportunidade de dar amplitude à formação, de pensar a Psicologia para além do que a academia propõe.”

Leandro Karnal fala sobre ética

Leandro Karnal, o primeiro conferencista a falar, trouxe às mais de 1200 pessoas presentes importantes reflexões sobre a ética em nossa sociedade. Segundo o professor do Departamento de História da Unicamp, devemos ser éticos em qualquer situação de nossas vidas, mas sem nos atermos à valorização deste comportamento.

A ética pressupõe fazer o que é certo e interferir em comportamentos quando prejudicam os outros, como é o caso de violências e comentários preconceituosos. No entanto, o respeito à diversidade é essencial. “A ética se torna quase um imperativo categórico para a vida em sociedade. Sociedades onde a ética entra em colapso tornam-se sociedades inviáveis, como a Síria e a Venezuela”, refletiu o conferencista, sempre se dirigindo ao público de profissionais da Psicologia e estudantes desta ciência e profissão. “Então não é mais um pedido filosófico, não é mais um apelo religioso. É uma capacidade de respondermos daqui para frente, como Psicólogos e Psicólogas, se a vida em sociedade é possível, se a vida em sociedade vai continuar sendo viável.”

Clóvis de Barros Filho fala sobre felicidade

“É impossível identificar o melhor caminho se você ignora o destino.” É com esta premissa que Clóvis de Barros Filho, jornalista, escritor de sucesso e palestrantes, começou sua conferência. Clóvis fez uma longa reflexão sobre a felicidade, desde os conceitos de Epicteto sobre sucesso e fracasso até Aristóteles, que fala sobre encontrar a própria essência – comparada a uma goiabeira que, quando plantada no Alasca, não alcança todo o seu potencial.

O conferencista destacou também a importância de incluir o ensino das emoções aos estudantes, pois a compreensão sobre os afetos é tão importante quando o estudo das disciplinas que constam nos currículos. “Se os jovens tivessem uma sabedoria com repertório e uma consciência afetiva mais desenvolvida, certamente se entenderiam como mais conectados com o mundo, saberiam melhor analisar as relações afetivas. Entender-se a si mesmo é entender-se a si mesmo no mundo”, disse. Para ele, Psicólogas(os) são essenciais neste processo. “A Psicologia é sem dúvida nenhuma o segmento profissional e de conhecimento mais capaz de uma revolução curricular e educativa que possa ser benéfica para os nossos jovens.”

Fechando sua fala, Clóvis retomou todos os conceitos de felicidade e declarou: “A felicidade é um atributo da vida. E a vida é a vida onde ela está. O que chamamos de passado e de futuro é o tempo da alma incrustado no presente do instante em que lembramos e projetamos. O instante da vida é feliz quando você não quer que ele acabe.”

Viviane Mosé fala sobre relações humanas

“Nada parece tanto com um prédio em ruínas como um prédio em construção.” A afirmação bastante otimista é de Viviane Mosé, última conferencista do XVI EPP e II CIPTF. Mosé, que é psicanalista e formada em Psicologia, refletiu sobre a necessidade de resgatarmos relações humanas mais próximas, com “aquele cafezinho na esquina, um papo, a experiência, a sensação”. “Existe uma mudança civilizatória bem consistente, bem grave, a gente pode olhar para milhões de situações e pensar “ah, mas tem mudança ou não tem?”. Sim, tem. Hoje somos uma sociedade medicada, suicida e que se automutila. Se a gente tem isso acontecendo isso com crianças, se o suicídio é a segunda razão de mais mortes entre os jovens, se a depressão é a doença mais incapacita ao trabalho no mundo segundo a OMS, se os nossos adultos são drogados com fluoxetina e as crianças com ritalina, a gente tem que parar e pensar o que aconteceu”, disse ela em entrevista à equipe do CRP-PR.

A internet, segunda ela, não causou os problemas que vemos atualmente, apenas jogaram luz sobre eles. “É a gente que não sabe lidar com a rede social, é a gente que não sabe lidar com o outro. O nosso objetivo é reconstruir esse humano. Nosso humano está em exaustão. Ou a gente corre, ou não sobrará humano”, analisou. Viviane defende que a sociedade vai mudar a partir de uma educação em rede, ou seja, que as crianças possam contar com diversos pontos de apoio durante suas vidas. “Tem um vídeo, que foi feito por crianças numa escola do Rio, em que elas dizem ‘somos pós-graduadas em solidão’. Hoje as crianças pedem aos pais para que saiam das telas, que brinquem com eles, que eles não aguentam mais. A criança diz: vem ver o pôr-do-sol comigo. O discurso era: ‘tirem seus filhos da internet’. Mas na verdade é: ‘saia você da internet’. A criança está querendo sair e não está saindo por sua causa.”

A arte como caminho de transformação

O CRP-PR acredita no poder transformador da arte. É por isso que a cerimônia de abertura contou com duas apresentações artísticas de teatro, música e dança. O conselheiro Silvio Araújo Vailões (CRP-08/17829) deu início às apresentações interpretando as canções “Tudo que se quer”, de Emílio Santiago, “I dreamed a dream” (Eu tive um sonho), do musical Os Miseráveis, e Além do Arco-Íris, de Luiza Possi. Silvio foi acompanhado em alguns momentos de bailarinos do curso de Educação Física do Centro Universitário FAG. Gabriel Kenji Tutumi, Robson Andrea Correia, Andressa Brito dos Santos e Matheus dos Santos apresentaram coreografias de dança contemporânea e de salão e interpretaram a emoção contida nas canções.

Depois foi a vez do Psicólogo Everton Adriano de Moraes (CRP-08/19778), compositor do Rap Mais Psicologia, cantar e levantar o público ao som de “Eu quero mais Psicologia, eu quero mais saúde pro meu dia a dia”. Everton foi acompanhado de um corpo de bailarinos de jazz e hip hop Casa do Teatro e Siox, que também tiveram um momento para demonstrar o talento no estilo livre.

Silvio Araújo Vailões (CRP-08/17829) e os bailarinos

Silvio Araújo Vailões (CRP-08/17829) e os bailarinos

Psicólogo Everton Adriano de Moraes (CRP-08/19778) canta o Rap Mais Psicologia

Bailarinos de jazz e hip hop Casa do Teatro e Siox

Lançamento de Notas Técnicas e Caderno de Neuropsicologia

Durante a programação técnica do XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira foram lançadas duas Notas Técnicas e um Caderno de Orientações.

O lançamento da Nota Técnica sobre Escuta Especializada e Depoimento Especial de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência contou, além da equipe técnica de Psicólogas, com a presença de diversos operadores do Direito, como juízes e promotores. “Tanto o Direito quanto a Psicologia tratam de condutas humanas e seus determinantes, além dos reflexos desta conduta da sociedade. Diálogos como este possibilitam a criação de espaços de consenso para que as reflexões sejam um pouco mais aprofundadas e que superem o senso comum”, disse Monica Louise de Azevedo, procuradora da Justiça.

Acesse a Nota Técnica nº 003/2018 aqui.

Já o atendimento da população travesti e transexual, que passou a ser regido pela Resolução CFP nº 001/2018, foi melhor detalhado na Nota Técnica nº 002/2018, apresentada pela coordenadora do Núcleo de Diversidade de Gênero e Sexualidades (Diverges), Grazielle Tagliamento (CRP-08/17992), em uma mesa-redonda. “Resoluções dizem o que deve ser feito, mas a gente percebe que as profissionais da Psicologia muitas vezes não entendem conceitos como patologização. O que é atuar de forma a despatologizar?”, explicou a Psicóloga. 

Acesse a Nota Técnica nº 002/2018 aqui.

Já o Caderno de Neuropsicologia foi um trabalho construído pela Comissão Especial (Temática) de Neuropsicologia do CRP-PR para ampliar o acesso às informações e auxilia na continuidade das discussões que ainda se mostram presentes. Desta forma, o Caderno foi elaborado com o intuito de contribuir para o desenvolvimento profissional da categoria e fornecer orientações gerais, de maneira clara e concisa, a respeito da prática da(o) Psicóloga(o) especialista em Neuropsicologia, uma área de atuação que vem se expandindo e ganhando novos cursos de formação.

Acesse o Caderno de Neuropsicologia aqui.

XVI EPP e II CIPTF | Segunda noite tem Leandro Karnal falando sobre ética e sociedade

O XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF) tiveram o segundo dia de atividades ontem (23), com o início dos minicursos e oficinas, que vão até sábado (25), e 38 mesas-redondas e palestras, além da conferência com Leandro Karnal.

Karnal trouxe às mais de 1200 pessoas presentes importantes reflexões sobre a ética em nossa sociedade. Segundo o professor do Departamento de História da Unicamp, devemos ser éticos em qualquer situação de nossas vidas, mas sem se ater à valorização deste comportamento. A ética pressupõe fazer o que é certo e interferir em comportamentos quando prejudicam os outros, como é o caso de violências e comentários preconceituosos. No entanto, o respeito à diversidade é essencial. “A ética se torna quase um imperativo categórico para a vida em sociedade. Sociedades onde a ética entra em colapso tornam-se sociedades inviáveis, como a Síria e a Venezuela”, refletiu o conferencista, sempre se dirigindo ao público de profissionais da Psicologia e estudantes desta ciência e profissão. “Então não é mais um pedido filosófico, não é mais um apelo religioso. É uma capacidade de respondermos daqui para frente, como Psicólogos e Psicólogas, se a vida em sociedade é possível, se a vida em sociedade vai continuar sendo viável.”

 

A cobertura completa do (XVI EPP e II CIPTF) você confere na próxima edição da Revista Contato. Acompanhe também alguns momentos em nossos stories do Instagram (@crp_pr) e do Facebook (/crppr).

XVI EPP e II CIPTF | Primeiro dia tem Fóruns de Professores, palestra sobre formação em Psicologia e apresentações culturais na cerimônia de abertura

O XVI Encontro Paranaense de Psicologia e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF) começaram nesta quarta-feira (22) com uma programação voltada a Professores e Coordenadores de Curso de Psicologia. Os Fórum reuniram docentes das áreas de Avaliação Psicológica, Ética e Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), além dos Coordenadores e Responsáveis Técnicos dos Serviços-Escola, com o objetivo de trocar experiências e conhecimentos.

“Este é um momento de discussão de assuntos extremamente sérios na formação em Psicologia, especialmente em um momento de bastante fragilidade das pessoas. Na pauta estavam assuntos como as novas Diretrizes Curriculares Nacionais e o atendimento online”, analisa o Psicólogo e professor Raphael Henrique Castanho Di Lascio (CRP-08/00967), da Universidade Positivo.

Um dos encaminhamentos deste Fórum foi o de redigir um documento sobre os estágios não obrigatórios, orientando que o(a) supervisor(a) tenha número de CRP ativo. “A pessoa que faz a supervisão tem um compromisso com a profissão, e precisa fazer as coisas de forma extremamente séria e ética”, disse o Psicólogo.

Além disso, o grupo se propôs a atuar na área da saúde pública, que atualmente não possui estrutura para atender à demanda da população. “A demanda das clínicas de Psicologia hoje está muito alta. Nós estamos atendendo, mas esta seria uma competência dos equipamentos públicos. Precisamos discutir esta questão amplamente porque quem está precisando deste atendimento é a população.”

Avaliação psicológica

A formação para a realização da avaliação psicológica foi debatida entre docentes da área e a transversalidade desta área foi destaque, já que este processo está presente em diversas outras atuações da(o) Psicóloga(o). “Debatemos quais são os principais pontos que o professor de avaliação psicológica precisa considerar no ensino. É importante que o professor fale com os outros docentes, para que a avaliação psicológica perpasse todas as disciplinas. O próprio curso precisa incluir maior carga horária de avaliação psicológica”, explicou Mari Angela Calderari Oliveira (CRP-08/01374), coordenadora da Comissão de Avaliação Psicológica do CRP-PR.

“Outra questão importante é que se trabalhe a cientificidade da avaliação psicológica e a ética do uso dos instrumentos”, complementou. As Boas Práticas da Avaliação Psicológica, projeto que está trazendo textos sobre áreas importantes na Revista Contato, contará com um texto que norteará o trabalho no ensino em nível de graduação.

Psicologia Organizacional e do Trabalho

O Encontro de Profissionais e Professores de Psicologia Organizacional e do Trabalho foi uma oportunidade para o debate desta área de atuação. “O principal tema foi a identidade da(o) Psicóloga(o) Organizacional e do Trabalho, o quanto essa(e) profissional ainda tem dificuldade de entender o seu papel”, conta a Psicóloga Mariana Patitucci Bacelar (CRP-08/10022), da Comissão de Psicologia Organizacional e do Trabalho do CRP-PR em Curitiba. “Por não atuarem com testes e avaliação psicológica, por exemplo, muitas vezes a(o) profissional acredita que não é preciso ter o registro ativo”, explica.

Segundo Mariana, as ações para a construção da identidade da(o) Psicóloga(o) que atua em POT precisam ser concretas e devem acontecer desde a base, nas Instituições de Ensino Superior, mas também movimentando a categoria. “Algo muito bom que aconteceu neste encontro é que tivemos a oportunidade de estar com profissionais de outras regiões, ouvindo suas dificuldades em cidades do interior, que é uma realidade diferente daquela vivenciada na capital.”

Controle Social e Políticas Públicas

Profissionais que participam dos espaços de Controle Social e professoras(es) de Políticas Públicas se reuniram em um Fórum para debater os principais desafios desta área e as potencialidades do ensino destes conteúdos, especialmente em um contexto de retrocessos e desmontes das políticas sociais. “A Psicologia tem muito a contribuir, tanto no trabalho nas Políticas Públicas como na defesa dos posicionamentos em prol dos Direitos Humanos. Neste sentido, alinhamos algumas questões e temos a perspectiva de realizar um próximo encontro para refletir de forma mais pormenorizada sobre o ensino de Políticas Públicas nos cursos de graduação no Paraná”, contou Cesar Fernandes (CRP-08/16715), Assessor Técnico de Políticas Públicas do CRP-PR.

Enade: objetivos, desafios e distorções

A representante da Associação Brasileira de Ensino da Psicologia (ABEP), Irani Tomiatto de Oliveira, trouxe aos docentes algumas reflexões sobre o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), realizado pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar a qualidade dos cursos de graduação.

Irani destacou que a avaliação dos cursos é essencial, tendo em vista a mercantilização do ensino e a queda na qualidade do ensino com a ampliação no número de cursos e a diminuição do grau de qualificação de muitas instituições. Além disso, a baixa qualidade do ensino básico é outro empecilho à formação superior. “Ensinar Psicologia em cinco anos já é uma tarefa hercúlea, mas fica mais difícil quando recebemos alunos praticamente analfabetos funcionais”, explanou.

No entanto, a dificuldade para elaborar a prova, com boas questões objetivas, e de motivar os alunos a participar com comprometimento foi tema de debate. “Temos hoje uma geração muito individualista, e para realizar o Enade é preciso pensar coletivamente”, refletiu a representante da gestão da ABEP.

Cerimônia de abertura

A cerimônia de abertura oficial do evento, que aconteceu na noite de quarta-feira (22), reservou momentos de grande emoção às(aos) presentes. Após a fala do conselheiro João Baptista Fortes de Oliveira (CRP-08/00173), Presidente do CRP-PR, que fez um apanhado histórico dos Encontros Paranaenses de Psicologia desde a sua primeira edição, em 1987, a presidente do XVI EPP e II CIPTF e Vice-Presidente do CRP-PR, Rosangela Lopes de Camargo Cardoso (CRP-08/01520), deu as boas-vindas às(aos) participantes. “Quando os humanos se encontram, podemos viver uma relação eu-isso ou uma relação eu-tu, sendo esta segunda a verdadeira e intensa vivência humana. É nesta perspectiva que venho desejar que consigamos viver o verdadeiro encontro neste encontro com a Psicologia, com a ciência, com o humano, na sua mais profunda entrega”, disse, citando filósofo Martin Buber.

A mesa ainda contou com representantes das Instituições de Ensino Superior do Paraná, da Secretária Municipal de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade de Foz do Iguaçu, Rosa Maria Jeronymo Lima, e do Secretário Municipal de Assistência Social de Foz do Iguaçu, Elias de Sousa. Rosa destacou o avanço do município prol dos Direitos Humanos, uma vez que vivemos um momento de grandes retrocessos em diversos âmbitos.

Ainda sobre Direitos Humanos, a Conselheira-Secretária, Carolina Walger, destacou que o XVIII Plenário do CRP-PR defende bandeiras importantes para a categoria profissional, como o respeito à diversidade e à dignidade humana. “Compreendemos que a diversidade de pessoas e pensamentos favorece uma construção, e que o debate e a argumentação levam a uma melhor construção e ação das políticas de gestão.”

Carolina ainda agradeceu a todas as pessoas envolvidas na organização do evento, entre conselheiras(os), representantes setoriais e colaboradoras(es), e prestou uma homenagem ao corpo de funcionários e funcionárias da instituição. “Entendemos que que o Conselho não se faz apenas pela gestão, pelas conselheiras ou conselheiros, mas que é construído coletivamente por toda a categoria de Psicólogas e Psicólogos, pelas colaboradoras e colaboradores, mas fundamentalmente pela equipe técnico-administrativa, que faz parte do corpo funcional do CRP do Paraná. Essas trabalhadoras e trabalhadores são responsáveis pela execução de todas as nossas ações, e permitem que elas se concretizem. Por isso, hoje, nós queremos reverenciar esta equipe”, disse, antes de chamar nominalmente os funcionários e funcionárias presentes.

A arte como caminho de transformação

O CRP-PR acredita no poder transformador da arte. É por isso que a cerimônia de abertura não poderia ser completa sem as apresentações artísticas que abrilhantaram a noite.

O conselheiro Silvio Araújo Vailões (CRP-08/17829) deu início às apresentações interpretando as canções “Tudo que se quer”, de Emílio Santiago, “I dreamed a dream” (Eu tive um sonho), do musical Os Miseráveis, e Além do Arco-Íris, de Luiza Possi. Silvio foi acompanhado em alguns momentos de bailarinos do curso de Educação Física do Centro Universitário FAG. Gabriel Kenji Tutumi, Robson Andrea Correia, Andressa Brito dos Santos e Matheus dos Santos apresentaram coreografias de dança contemporânea e de salão e interpretaram a emoção contida nas canções.


Depois foi a vez do Psicólogo Everton Adriano de Moraes (CRP-08/19778), compositor do  Rap Mais Psicologia, cantar e levantar o público ao som de “Eu quero mais Psicologia, eu quero mais saúde pro meu dia a dia”. Everton foi acompanhado de um corpo de bailarinos de jazz e hip hop Casa do Teatro e Siox, que também tiveram um momento para demonstrar o talento no estilo livre

.

XVI EPP e II CIPTF começam amanhã (22) e contarão com conferências de Leandro Karnal, Clóvis de Barros Filho e Viviane Mosé

O XVI Encontro Paranaense de Psicologia e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF) começam nesta quarta-feira (22) e contarão com mais de 100 atividades na programação. Entre elas estão as conferências, que são abertas ao público, com os profissionais Leandro Karnal (23 de agosto), Clóvis de Barros Filho (24 de agosto) e Viviane Mosé (25 de agosto).

Karnal, que é professor no Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), trará algumas reflexões sobre a ética, especialmente em um momento político marcado por profunda crise de valores, manipulação de massas e construção de verdades. O conferencista, que também possui formação em Antropologia e Filosofia, instigará os participantes a pensar na Psicologia como meio para o incentivo à autonomia das comunidades e à participação da sociedade nos processos políticos.

A conferência da noite de 24 de agosto, com Clóvis de Barros Filho, será um convite à reflexão sobre as conexões sustentáveis. Em tempos de relacionamentos líquidos e midiatizados, as pessoas estão conectadas o tempo todo e, ao mesmo tempo, muito distantes. “Eu acredito que seria preciso, inicialmente, que as pessoas entendessem que as tecnologias estão a serviço da felicidade do homem e não o contrário. Isso significa que, por de trás de cada celular, continua havendo uma pessoa inteligente, capaz de fazer reflexões, dotada de lucidez, com princípios e valores a respeitar”, analisou o conferencista em entrevista ao Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR). “Isso significa que as novas técnicas, apesar de conferirem maior impessoalidade ou até anonimato, não eliminam o que chamamos de moral. Além da consciência moral, há também o entendimento social sobre limites de conduta a respeitar, que denominamos de limites éticos. É claro que tudo isso pressupõe uma competência de atribuição de valor e ética que vão muito além do que simplesmente aceitá-la”, conclui ele.

O debate sobre as relações humanas continuará na última noite do evento com a conferência de Viviane Mosé. A profissional, que entre 2005 e 2006 apresentou o quadro “Ser ou não ser”, do Fantástico (Rede Globo), trazendo temas de filosofia para uma linguagem cotidiana, vai abordar os altos índices de suicídio entre crianças e adolescentes, em uma perspectiva filosófica. “Tudo o que temos hoje já existia 30 anos atrás. O que a gente vê é que a internet é apenas a explicitação disso, levou à ultima potência. Quem nos afastou do corpo e da presença foi o modelo lógico-racional, que diz que os afetos, o corpo, as paixões, as sensações atrapalham”, analisa Mosé. “Não tem nada errado com as crianças, eles são vítimas. São manifestação de uma história que dura muitos anos. É um abismo da civilização. Precisamos criar um novo modelo de humano. Mais próximo ao corpo, ao afeto, com aquele cafezinho na esquina. Isso precisa retornar.”

Mosé faz um convite a todas e todos que queiram participar deste debate e deixa um recado: “Vivemos tempos difíceis, mas nada se parece mais com um prédio em ruínas do que um prédio em construção. Nós temos que aprender a entender essas transformações para potencializar seres humanos mais sustentáveis. Temos um novo universo de possibilidades que temos que aprender a explorar.”

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Veja a programação completa em www.epp.crppr.org.br. Inscrições no local

Atendimento da COF terá alterações devido ao XVI EPP e II CIPTF

Entre os dias 23 a 25 de agosto, devido ao XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira, os atendimentos da Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) do Conselho Regional de Psicologia do Paraná da sede de Curitiba e da subsede de Cascavel serão realizados em plantão nos eventos, que acontecem no Hotel Rafain Palace (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu – PR). O horário de atendimento será das 10h às 18h na Sala Paraná VII.

A COF da subsede de Londrina mantém o atendimento sem alterações.

Não haverá atendimento administrativo na subsede de Foz do Iguaçu entre os dias 22 e 25 de agosto. Retomaremos as atividades no dia 27 de agosto.

Durante o XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (23 a 25 de agosto)

 

COF de Curitiba e Cascavel: deslocam os atendimentos para o Hotel Rafain Palace, na Sala Paraná VII.

Horário de atendimento: das 10h às 18h

XVI EPP e II CIPTF | Avaliação Psicológica será tema de diversas atividades

As atividades do XVI Encontro Paranaense de Psicologia e do II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF) incluem diversas áreas de atuação da Psicologia. Entre os dias 22 e 25 de agosto, em Foz do Iguaçu, estudantes, profissionais e comunidade poderão participar de palestras, mesas-redondas, minicursos, oficinas e conferências. Uma das temáticas presentes no evento será a avaliação psicológica, que conta com diferentes atividades.

A oficina “Construção de documentos decorrentes da avaliação psicológica em diferentes contextos” será ministrada pelas Psicólogas Mari Angela Calderari Oliveira (CRP-08/01374), coordenadora da Comissão de Avaliação Psicológica do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), e Maria Cristina Neiva de Carvalho (CRP-08/01397), coordenadora da Comissão de Psicologia Jurídica.

A oficina pretende trazer as questões relativas a todos os campos que demandam a avaliação psicológica, ao próprio processo de avaliação e como este reflete no conteúdo do documento produzido posteriormente. Serão trabalhadas também as diferenças e características entre os documentos, como relatório, laudo, parecer, declaração e atestado.

Segundo Mari Angela, será proporcionada uma vivência do raciocínio clínico da(o) profissional de Psicologia para fazer um documento bom e fidedigno. “Vários processos mentais precisam ser ativados na produção de um bom documento”, ressalta a Psicóloga.

Perícia Psicológica no contexto do trabalho

O minicurso conduzido pelo Psicólogo Roberto Moraes Cruz (CRP-12/1418) é dirigido às(aos) Psicólogas(os) que atuam ou têm interesse na perícia no trabalho.

A atividade pretende auxiliar na compreensão de uma base teórica e técnica das duas modalidades da perícia no contexto do trabalho: a perícia extrajudicial, de caráter administrativo, que ocorre quando se investigam as questões relacionadas ao vínculo de trabalho e ao adoecimento, e a perícia no contexto do Direito do Trabalho.

Esta última, segundo Roberto, possui muitas oportunidades que as(os) Psicólogas(os) ainda não aproveitam. Ela ocorre quando se estuda as relações possíveis entre o adoecimento do trabalhador e o próprio trabalho, dentro de um processo judicial.

Como não existe um curso de formação para essa área no Brasil, o minicurso ofertado abordará os aspectos teóricos, psicojurídicos e técnicos, com a metodologia necessária para a(o) profissional trabalhar como perita(o), seja no contexto administrativo ou judicial. O material é baseado no primeiro livro brasileiro sobre o tema, “Perícia Psicológica no Contexto do Trabalho”, de autoria do Psicólogo que conduz a atividade.

A programação se divide em uma parte de fundamentação básica, apresentação da metodologia necessária e estudo de casos, apresentando o trabalho pericial do início ao fim.

Avaliação Psicológica no contexto clínico: técnicas e instrumentos para nortear o tratamento

Conduzido pelas Psicólogas Romilda Guilland (CRP-08/15370) e Márcia Saar (CRP-08/19560), o objetivo desse minicurso é orientar os cuidados necessários para montar os programas de avaliação psicológica, além de propor subsídios para a organização dos profissionais frente às diferentes situações de avaliação que chegam nos consultórios.

As profissionais trarão os instrumentos que complementam o trabalho da(o) Psicóloga(o), além da análise de casos, sugestões de condução de cada avaliação psicológica e maneiras de se montar um roteiro de entrevista. Romilda enfatiza que a avaliação, seguida de um programa de tratamento, não se resume a um teste, um laudo e a entrega de um resultado. Para isso, a atividade pretende dar uma base mais sólida e segura, sanando dúvidas sobre o funcionamento dos processos de avaliação psicológica.

Como planejar uma Avaliação Psicológica?

Nesta atividade, conduzida pelas colaboradoras da Comissão de Avaliação Psicológica do CRP-PR em Curitiba, Cássia Aparecida Rodrigues (CRP-08/12944) e Cristiane Baecker Ávila (CRP-08/ 08/11345), será trabalhado o início do processo de avaliação psicológica, o seu planejamento. A proposta é discutir qual será o ponto de partida após o recebimento de uma solicitação de avaliação.

Segundo Cássia, existem muitas dúvidas em torno dessa área, portanto, o objetivo do minicurso é trazer cientificidade para a atuação, delimitando qual caminho será seguido e estruturar o processo. Para isso, a Psicóloga comenta que é necessário compreender a demanda de cada avaliação, o que muitas vezes não é realizado e acarreta conclusões um pouco distantes do que foi solicitado.

Outra questão que será abordada é a diferença de atendimento entre as avaliações compulsórias – como para porte de armas e para o trânsito –, e as avaliações da clínica. As particularidades de cada caso são importantes de serem levadas em consideração no trabalho da(o) Psicóloga(o).

A partir de aspectos teóricos e vinhetas de caso, o objetivo do minicurso é promover processos mais éticos, com recursos técnicos adequados, mas também com coerência e respeito a todos os envolvidos, gerando uma resposta para aquilo que foi exigido.

Avaliação e Reabilitação em Saúde Mental

Roberto Cruz também estará responsável por uma palestra, no dia 24 de agosto às 18h15, em que falará sobre os agravos à saúde mental associados a déficits ou baixos repertórios cognitivos, humorais e afetivos para lidar com pressões no desempenho social e de trabalho. Esses são “gatilhos” para uma alimentação desordenada, perda de sono ou de apetite, sentimentos de desesperança, ansiedade mórbida, pensamentos catastróficos, além de outras disfunções psicofisiológicas.

A palestra tem o objetivo de discutir a relação entre os processos de avaliação psicológica e a reabilitação em saúde mental, tendo em vista a necessidade objetiva de fazer com que pessoas com restrições de capacidade e funcionalidade possam manter um certo equilíbrio na vida social e profissional ou, ainda, possam retornar ao trabalho.

A questão a ser pensada é: em que medida a avaliação psicológica pode propiciar um protocolo de atendimento e um planejamento de condutas em reabilitação profissional? Assim, o Psicólogo coloca que “a reabilitação psicológica, complementar às intervenções físicas em reabilitação profissional é importante em qualquer situação de incapacidade para diminuir o tempo de afastamento e aumentar a probabilidade de retorno ao trabalho e ao projeto de vida”.

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

Confira também

23/08

Mesa-redonda | 10h30 – 12h30 | Boas práticas em Avaliação Psicológica. Apresentadoras(es): Mari Angela Calderari Oliveira (CRP-08/01374), Daniel Fuentes (CRP-06/56741), Angela Sanson Zewe (CRP-08/06216). Moderação: Elisa Mara Ribeiro da Silva (CRP-08/03543).

Mesa-redonda | 16h – 18h | Avaliação Psicológica e Saúde Ocupacional. Apresentadoras(es): Romilda Guilland (CRP-08/15370), Roberto Moraes Cruz (CRP-12/01418), Patrícia Dalagasperina, Ivete Goinski Pelizzetti (CRP-08/01832). Moderação: Elisa Mara Ribeiro da Silva (CRP-08/03543).

24/08

Mesa-redonda | 16h – 18h | Avaliação Psicológica em diferentes contextos. Apresentadoras(es): Nandra Martins Soares, Mônica Augusta Mombelli, Marisa Elizabete Cassaro Godoy. Moderação: Mônica Augusta Mombelli.

Mesa-redonda | 16h – 18h | Resoluções aplicadas à Avaliação Psicológica. Apresentadoras(es): Cristiane Baecker Ávila (CRP-08/11345), Angela Sanson Zewe (CRP-08/06216), Iara Lais Raittz Baratieri Omar (CRP-08/18399). Moderação: Jane Margareth Moreira de Carvalho (CRP-08/13522).

25/08

Mesa-redonda | 10h30 – 12h30 | Teste Neupsilin: uma bateria breve na Neuropsicologia – primeiras aproximações. Apresentadoras(es): Ivete Goinski Pellizzetti (CRP-08/01832), Mônica Cristina de Siqueira Gallas (CRP-08/12005). Moderação: Jane Margareth Moreira de Carvalho (CRP-08/13522).

 

XVI EPP e II CIPTF | A vivência da Psicologia por Psicólogas(os) iniciantes e outros debates

Diversos temas serão abordados nas palestras, oficinas, minicursos e mesas-redondas do XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF), entre os dias 22 e 25 de agosto em Foz do Iguaçu.

A Comissão do Psicólogo Iniciante na Subsede Londrina do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) promoverá uma oficina chamada “Vivendo a Psicologia”. A condução será das(os) profissionais Natália dos Santos Leite Batista (CRP-08/24020), Elaine Cristina Marques Elias (CRP-08/23976), Alessandra Pereira Falcão (CRP-08/20760), Márcio André Maciel (CRP-08/23954) e Daniele Oliveira Ribeiro (CRP-08/25373).

Segundo Natalia, existe a impressão de que as abordagens da Psicologia “não se conversam quando se está na universidade”. No mercado, isso se revela de maneira diferente. Ela afirma que, antes da utilização dessa ou daquela abordagem, é preciso se reconhecer enquanto Psicóloga(o). “Todos temos um objetivo comum: desenvolver o nosso cliente como pessoa”, explica.

A oficina será dividida em três etapas. Na primeira, haverá uma roda de conversa para falar sobre o que é ser Psicóloga(o), e como as escolhas de abordagem influenciam no relacionamento com os pacientes.

Na segunda etapa, os condutores falarão sobre como a participação nas comissões do CRP-PR pode desenvolver e ajudar no crescimento dentro da profissão.

A última etapa será uma vivência parecida com uma terapia em grupo, na qual as(os) participantes poderão falar sobre qualquer questão e serão acolhidas(os), com o intuito de ressaltar a importância de trabalhar o lado pessoal para atuar como Psicóloga(o).

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

XVI EPP e II CIPTF | Atuação da Psicologia no Trânsito será discutida em minicursos e mesas-redondas

Como a(o) profissional de Psicologia pode contribuir no contexto do trânsito? Esse é o tema do minicurso ofertado pela Comissão de Mobilidade Humana e Trânsito do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), durante o XVI Encontro Paranaense de Psicologia (XVI EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (II CIPTF), intitulado “Psicóloga(o) no Trânsito como agente de transformação social”. Na condução estarão Hugo Nascimento Rezende (CRP-08/08806), coordenador da Comissão, e as colaboradoras Alessandra Sant’Anna Bianchi (CRP-08/19311) e Sandra Cristina Batista Martins (CRP-08/12213).

Entre os dias 22 e 25 de agosto, em Foz do Iguaçu, as(os) participantes do curso poderão conhecer melhor a atuação das(os) Psicólogas(os) do Trânsito. Hugo Rezende conta que será apresentado um panorama sobre o que é a Psicologia no contexto do trânsito e o seu processo histórico até hoje. O minicurso também abordará questões práticas da área com relatos de experiências.

Hugo explica que o trabalho dessas(es) profissionais vai muito além da avaliação psicológica para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e tem importante participação na educação para o trânsito, na fiscalização e na conformação de ações junto aos agentes de segurança do trânsito.

A relevância da discussão se acentua com o dado de que o Brasil é o quinto país no mundo que mais mata no trânsito, segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Hugo comenta que, a partir desse tipo de dado, como óbitos e feridos no trânsito, a(o) Psicóloga(o) pode estudar os tipos de ações para diminuir os problemas e ter um papel significativo em relação ao trânsito.

Depois de compreender os dados e índices de acidentes de trânsito e as possibilidades de atuação da Psicologia na área, a Psicóloga Sandra falará sobre a sua experiência com a avaliação psicológica nesse contexto. Ela trará uma parte teórica e reflexões próprias para repensar o fazer da avaliação no contexto do trânsito, com uma postura crítica sobre o que está sendo realizado e os impactos desse trabalho para diminuir as tragédias viárias. O objetivo é proporcionar condições e a compreensão do planejamento, da execução e da tomada de decisão final da avaliação psicológica.

Sandra também participará do minicurso “Condutor infrator e personalidade: um estudo de caso”, da Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (ABRAPSIT-Núcleo Paraná), que também contará com as Psicólogas Carine Côas (CRP-08/10833), Vanessa Brandelero (CRP-08/16760) e Márcia Saar (CRP-08/19560).

Mesas-redondas

A temática da Psicologia do Trânsito estará presente em duas mesas-redondas:

23/08 | 16h às 18h | “Mobilidade Humana e Trânsito”, apresentada por Hugo Nascimento Rezende (CRP-08/08806), Rogério de Oliveira Silva (CRP-04/14209) e Eduardo Jasson Loureiro Muniz Moita (CRP-21/00003). Mediação de Sandra Cristina Batista Martind (CRP-08/12213).

24/08 | 16h às 18h | “Mitos e verdades sobre a Psicologia do Trânsito”, apresentada por Sandra Cristina Batista Martind (CRP-08/12213), Lelia Monteiro de Mello (CRP-08/11915) e Vanessa Jacqueline Monti Chavez (CRP-08/19849). Mediação de Hugo Nascimento Rezende (CRP-08/08806).

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

XVI EPP e II CIPTF | Atividades discutirão áreas de atuação da Psicologia Organizacional e do Trabalho

O XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (II CIPTF) acontecerão entre os dias 22 e 25 de agosto, em Foz do Iguaçu. Entre as áreas da Psicologia que serão tratadas nas atividades dos eventos, a Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) terá o seu lugar em oficinas, minicursos e palestras.

Psicologia e coaching, conectar ou não? Eis a questão!

A Psicóloga Rafaela Roman de Faria (CRP-08/13830) irá ministrar um minicurso, juntamente com a Psicóloga Bárbara Prado Zerbatto (CRP-08/20060), sobre o tema “Orientação Profissional e Coaching de Carreira – Similaridades e Diferenças”. Entre os dias 23 e 25 agosto, as(os) participantes do minicurso aprenderão sobre as questões teóricas da orientação profissional e do coaching de carreira, assim como poderão ouvir e trocar experiências sobre estudos de caso e práticas relacionadas às duas formas de atuação. 

Segundo Rafaela, “acontece uma confusão, por parte dos profissionais, sobre o que é cada área e como a Psicologia pode atuar nessas situações. As demandas da orientação e do coaching são diferentes”. Ela complementa que o objetivo do minicurso é diferenciar o que é cada trabalho e quando cada um pode ser aplicado. Rafaela também fará uma palestra no dia 25 de agosto na qual irá expor os crescentes debates que conectam ou distanciam os saberes do coaching e da Psicologia. A apresentação também pretende diferenciar os contextos de aplicação, além de abordar de que forma é possível agregar as duas atividades.

O coaching também será debatido no dia 24 de agosto na mesa “Coaching: ferramenta x promessa?”, com a participação de Daiane Rose Cunha Bentivi Aquino (CRP-22/01482)Adriano de Lemos Alves Peixoto (CRP-03/2222) e Susane Zanetti (CRP-08/02238) e mediação de Arianna Rodrigues Alboite Bescorovaine (CRP-08/10268).

O coaching é um tema polêmico que gera dúvidas entre as(os) Psicólogas(os). Arianna comenta que a proposta da mesa é buscar um posicionamento da Psicologia, já que as(os) profissionais da área possuem conhecimento e preparação para lidar com o comportamento humano, opinião compartilhada por Adriano Peixoto. O título da mesa-redonda remete à discussão sobre o papel do coaching, seja enquanto ferramenta para se atingir um objetivo, seja como uma promessa de chegar a um resultado.

As transformações da tecnologia no mercado de trabalho

A palestra da Psicóloga Daiane Aquino, marcada para o dia 24, abordará de que forma as tecnologias interferem nas práticas das(os) Psicólogas(os) nessa área de atuação e no próprio mundo do trabalho. Daiane ressalta a importância da discussão para a atualização de práticas que têm relação direta com a empregabilidade da(o) profissional da Psicologia. Uma vez que a comunicação ocorre cada vez mais pelos meios virtuais, a atuação em avaliações, entrevistas, recrutamento e seleção também pode sofrer alterações devido às tecnologias e modificar a rotina da(o) Psicóloga(o).

Os “Desafios atuais na Psicologia Organizacional e do Trabalho” também serão trabalhados pela Comissão de Psicologia Organizacional e do Trabalho da subsede do CRP-PR de Londrina em uma mesa-redonda.

Os desafios e dilemas da POT para um mundo em transformação

As(Os) inscritas(os) também terão a oportunidade de assistir à palestra “Desafios e dilemas da Psicologia Organizacional e do Trabalho para um mundo em transformação”, com Adriano Peixoto no dia 23 de agosto. Na sua apresentação, o Psicólogo trará a relação entre os conhecimentos da universidade com o mundo profissional, articulando a teoria e a prática.

Segundo ele, não faz sentido a produção científica estar dissociada das demandas e das necessidades das(os) profissionais no cotidiano, assim como é preciso colocar em prática os conhecimentos que possuem base científica, que foram comprovados empiricamente. Adriano explica que é importante que o mercado não fique nos “achismos”, já que a área da POT é uma ciência que precisa ser valorizada. “Não adianta falar de instrumentos que não têm validade, que não funcionam, só porque estão na moda”, complementa o Psicólogo.

A importância do assunto se intensifica por conta das constantes transformações do momento atual. Adriano ressalta que a maioria das(os) profissionais da Psicologia não está olhando de forma atenta para a tecnologia e as mudanças trazidas para o mercado de trabalho. As formas com que as organizações atuam não podem ficar estáticas, e por isso é preciso refletir e considerar as diferenças do modo antigo de atuar.

O Psicólogo também fará parte de uma mesa-redonda que debaterá a formação da(o) Psicóloga(o) Organizacional e do Trabalho baseada em competências. A atividade, que contará também com a presença de Antônio Virgilio Bittencourt Bastos (CRP-03/00268), Gardênia da Silva Abadd (CRP-01/04225), Roberto de Moraes Cruz (CRP-12/01418) e Thais Zerbini (CRP-06/91536), é fruto de um Grupo de Trabalho desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT). “Nós desenvolvemos um modelo com seis grandes competências que se desdobram em outras 21. O objetivo é termos um material que dê os contornos do que é preciso para atuar nesta área”, explica Adriano. Ele conta também que, a partir das contribuições trazidas na mesa, o grupo finalizará o material a ser publicado.

Assédio moral, sexual e burnout

Já a Comissão de Psicologia Organizacional e do Trabalho de Curitiba terá a mesa “Desafios da(o) Psicóloga(o) Organizacional contra o assédio moral, sexual e burnout”, apresentada por Arianna Bescorovaine, Ana Maria Muxfeldt (CRP-08/13016) e Luciano da Silva Gomes (CRP-08/19519).

Segundo Arianna, os casos de assédio moral e sexual, assim como os casos de burnout, são realidades na maioria das instituições. Para discutir a Síndrome de Burnout, a mesa falará sobre os possíveis mecanismos a serem criados para que as situações no ambiente organizacional não influenciem o desenvolvimento dessa doença e qual o papel da(o) Psicóloga(o) de POT nisso.

A mesa também abordará a atuação em casos de assédio moral e sexual, ocorrências complicadas e ainda muito veladas devido à dificuldade de conseguir provas concretas. Segundo Arianna, o papel da empresa é muito importante nesses momentos para não permitir que os assédios continuem acontecendo.

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

Confira também

23/08

Mesa-redonda | 10h30 – 12h30 | Psicologia Organizacional e os Fatores Psicossociais no Trabalho. Apresentadoras(es): Andressa Tavares Bach Buturi (CRP-08/14404), Daiane Rose Cunha Bentivi Aquino (CRP-22/01482). Moderação: Eliandro Araújo (CRP-22/00428).

Mesa-redonda | 16h – 18h | Práticas de Intervenção em Saúde Mental e Crise no Trabalho – Conselho Regional de Psicologia-DF. Apresentadoras(es): Vitor Barros Rego (CRP-01/12645), Ângela Silva Ferreira, Bruno Nogueira da Silva Costa. Moderação: Vitor Barros Rego  (CRP-01/12645).

24/08

Mesa-redonda | 10h30 – 12h30 | Perfil epidemiológico e sócio-ocupacional de absenteísmo-doença em servidores públicos de Santa Catarina. Apresentadoras(es): Maria Cristina D’Ávila de Castro, Rafaela Luiza Trevisan, Fabíola Polo de Lima. Moderação: Maria Cristina D’Ávila de Castro.

25/08

Mesa-redonda | 10h30 – 12h30 | Pesquisa em PO&T: é possível incorporar o contexto social? Apresentadoras(es): Antônio Virgílio Bittencourt Bastos (CRP-03/00268), Daiane Rose Cunha Bentivi (CRP-22/01482), Eveli Freire de Vasconcelos (CRP-14/01154).

XVI EPP e II CIPTF | Psicologia Escolar e da Educação e o afeto na relação professor-aluno são temas dos encontros

A Psicologia na Educação pode envolver diversos aspectos e demandar da(o) profissional diferentes conhecimentos. Temas como o psicodiagnóstico e a orientação profissional serão debatidos em mesas-redondas, que incluirão relatos de experiência, no XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF), que acontecerão entre os dias 22 e 25 de agosto em Foz do Iguaçu.

O Psicólogo Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298) explica que o minicurso “A prática do psicodiagnóstico e os referenciais psicodinâmicos”, ministrado em parceria com Irene Carmen Picone Prestes, será uma oportunidade para estudantes e Psicólogas(os) aprenderem ou tirarem dúvidas sobre as etapas do psicodiagnóstico, desde a formulação de hipóteses até a escolha de instrumentos e formulação de documentos. 

Já no dia 24 de agosto, o mestre e educador Marcos Meier fará uma palestra sobre a importância do afeto nas relações entre aluno e professor, assim como entre terapeuta e paciente. Marcos usará como fundamentação a Teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, do professor e Psicólogo israelense Reuven Feuerstein (1921-2014). A história dessas pesquisas começou após o término na Segunda Guerra Mundial, quando crianças judias voltavam para a escola, mas não conseguiam aprender direito devido aos traumas.

“Naquela época, não existiam materiais sobre como ajudar essas crianças. Feuerstein foi chamado e começou a se aproximar das crianças para entender o que estava acontecendo. Ele descobriu que, entre as crianças traumatizadas, algumas delas conseguiam aprender. Diferente das outras crianças, elas tinham pais, tios, irmãos mais velhos que gastavam tempo com elas, ensinando e interagindo. As outras crianças, que não conseguiam aprender, em sua maioria, haviam perdido os pais na guerra”, conta o educador.

Marcos Meier defenderá na palestra que, quanto mais afeto e maior qualidade de interação com o educando, mais se desenvolve a inteligência. Segundo ele, o professor que tem uma relação afetiva com o estudante, que sabe explicar, acolher, ouvir dúvidas, propicia um aprendizado melhor e uma vontade de continuar aprendendo. Ele defende a necessidade de resgate da autoridade do professor. Por causa da falta de apoio da escola e possíveis processos por parte da família do aluno, o professor tem receio de exercer sua autoridade. Marcos explica que essa situação faz com que vários minutos da aula sejam perdidos até que os alunos consigam se concentrar. O educador também explica que dar broncas, dizer não e orientar são também atitudes afetivas e que geram segurança nos alunos. 

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

Rolar para cima