Psicologia Escolar e da Educação

Câmara de Vereadores debate permanência de crianças com necessidades especiais na Educação Infantil

A retenção de crianças com necessidades educacionais especiais na Educação Infantil, por até um ano, antes de passarem para o Ensino Fundamental, foi rejeitada ontem (12) na Câmara Municipal de Vereadores de Curitiba. O Projeto de Lei nº 031.00035.2018 autorizaria a prática, que hoje não é prevista legalmente e fica a cargo de processos judiciais individuais.

O Psicólogo Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298), coordenador da Comissão de Psicologia Escolar e da Educação do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), esteve em uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e outros Conselhos Regionais em novembro para contribuir com o debate, já que Psicólogas(os) estão sendo demandadas(os) a emitir laudos que digam se a criança pode ou não progredir.

O ideal, segundo ele, é que a(o) Psicóloga(o) avalie as características da criança e emita um documento que embase a decisão de equipes especializadas do Departamento de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado da SME (DIAEE), que seguem procedimentos em conjunto com outros profissionais do Departamento de Inclusão, Núcleos Regionais de Ensino, Centros de Educação Infantil, CMEIs e Escolas Municipais que ofertam Educação Infantil e acompanham o desenvolvimento de cada criança para o ingresso no Ensino Fundamental, mediante registro do acompanhamento, das orientações e do desenvolvimento, bem como do relatório dos profissionais que atuam com a criança.

A orientação é compartilhada pela coordenadora da Comissão de Avaliação Psicológica do CRP-PR, Mari Angela Calderari Oliveira (CRP-08/01374). “Eu entendo que uma avaliação psicológica é fundamental não para definir se a criança deve ou não permanecer na educação infantil por mais um ano, mas sim para auxiliar no entendimento sobre os potenciais e as fragilidades do seu funcionamento afetivo, cognitivo e social. Assim, uma equipe multiprofissional pode tomar a decisão sobre a permanência ou não”, afirma. Ela complementa que o “problema é que a avaliação fica sempre condicionada a um laudo no qual se prioriza o resultado de um teste de inteligência”.

Entenda

Não há consenso entre a Secretaria Municipal de Educação e associações que reúnem os pais destas crianças sobre os benefícios da retenção de crianças por até um ano na Educação Infantil. De um lado, os defensores do projeto advogam que a retenção dos estudantes por mais um ano é benéfica para o desenvolvimento cognitivo e social. Já a SME se preocupa com a permanência e defende que o sistema público de ensino tem condições de dar assistência a todos os alunos em suas peculiaridades.

A legislação atual prevê que todas as crianças têm direito à permanência na escola e ao atendimento especializado aos educandos com qualquer tipo de transtornos de desenvolvimento em todas as etapas do ensino. Além disso, a progressão do Educação Infantil para o Ensino Fundamental é obrigatória e não há previsão de retenção. A Resolução nº 2/2018 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação determina que as crianças devem ser matriculadas aos quatro anos na pré-escola e aos seis no Ensino Fundamental.

 

Mais Psicologia, mais educação: campanha do CRP-PR demanda inclusão de Psicólogas(os) nas escolas

Evento na Universidade Positivo reuniu no último sábado (20) profissionais e estudantes para debater a violência nas escolas

A Comissão de Psicologia Escolar e da Educação do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) está desenvolvendo uma série de ações para promover a presença de mais Psicólogas(os) nas escolas paranaenses, públicas e particulares. De acordo com o coordenador da Comissão e conselheiro Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298), a estratégia adotada é sensibilizar pais, professoras(es) e alunas(os) para a importância desta(e) profissional no ambiente educacional. “Já tivemos experiências buscando pelo poder público, por projetos de lei, mas percebemos que a população precisa estar consciente da importância da Psicologia Escolar e da Educação para que possa reivindicar este serviço”, explica.

 

Para atingir este objetivo, a Comissão redigiu um manifesto intitulado “Quem está faltando na escola? A(O) Psicóloga(o) Escolar!”, que está disponível no site do CRP-PR e destaca as contribuições que a(o) Psicóloga(o) Escolar/Educacional pode trazer. Segundo o texto, esta(e) profissional pode “compreender e desenvolver atividades específicas que possibilitem um entrosamento melhor entre aqueles que estão implicados com o processo educacional: pais, alunos, professores, equipe técnica e direção, por meio da perspectiva da educação para todas(os) e de uma sociedade democrática”, concluindo que a Psicologia é de fundamental importância para uma educação de qualidade e não medicalizada.

II Encontro Paranaense de Psicologia na Educação

No último sábado (20), aconteceu em Curitiba o II Encontro Paranaense de Psicologia na Educação, que reuniu diversas(os) profissionais em torno da temática “violência nas escolas”. O evento foi promovido pela Comissão composta pelas Psicólogas Irene Carmem Piconi Prestes (CRP-08/01877), Maísa Pereira Pannuti (CRP-08/04122), Queila Abigail Luz Trojak (CRP-08/20764), Neyre Correia da Silva (CRP-08/03496) e Suellen Vilalva (CRP-08/21257). Na ocasião, além da leitura oficial do manifesto intitulado “Quem está faltando na escola? A(O) Psicóloga(o) Escolar!”, autoridades e representantes de diversos projetos compartilharam experiências bem-sucedidas no combate aos casos de violência.

A Juíza Glaucia Foley falou sobre o projeto Vozes da Paz, que envolve toda a comunidade em torno da mediação de conflitos e dificuldades, formando círculos de conversa e usando técnicas da comunicação não violenta. Eles também criam projetos para resolver dificuldades. Outros projetos que também visam a uma comunidade mais harmônica e pacífica são o Conviver, iniciativa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o Assembleia de Classe, da Escola Marista Anjo da Guarda – no qual as crianças resolvem em assembleia dificuldades e também estabelecem regras conjuntas.

“O evento foi excelente e muito proveitoso. Pudemos trocar experiências e fortalecer o trabalho de diferentes profissionais que atuam direta ou indiretamente com crianças e jovens nas escolas, contribuindo para uma educação de maior qualidade, com inclusão e respeito”, avaliou Neson Fernandes Junior. “Tivemos também a oportunidade de reunir em uma mesa profissionais da Psicologia, Pedagogia e Assistência Social, que por lei devem atuar de forma multidisciplinar nas escolas. Este momento foi importante para promover a coesão entre estas áreas.”

Secretaria de Educação do Estado do Paraná

A Comissão de Psicologia Escolar e da Educação do CRP-PR se aproximou da Secretaria de Educação do Estado (Seed-PR) para ampliar o debate sobre a necessidade de Psicólogas(os) no contexto escolar. A reunião aconteceu no dia 9 de outubro e contou com a presença das Psicólogas colaboradoras da Comissão, da chefe de Departamento de Educação e Trabalho, Cândida de Carvalho Junqueira, e da responsável técnica-pedagógica Iara Regina Soares Azevedo.

O encontro surgiu de uma demanda da Seed-PR, que percebeu a importância da atuação da Psicologia em determinados casos que influenciam na convivência da comunidade escolar e que refletem no processo de ensino-aprendizagem. Além desta reunião inicial, o CRP-PR fornecerá orientação e respaldo para esse tipo de trabalho a partir de encontros que possam identificar as demandas e as possibilidades de encaminhamentos.

Para que as(os) alunas(os) de cursos profissionalizantes do Estado tenham acesso a atendimentos psicológicos individuais, o CRP-PR enviou uma lista atualizada com Instituições de Ensino Superior que oferecem Serviços-Escola, clínica em que alunos dos últimos períodos fazem atendimentos supervisionados a preços reduzidos. A Seed também se comprometeu a integrar estudantes de Psicologia em estágios nos projetos de ensino profissionalizante, para que se abram mais oportunidades de atuação e aprendizado às(aos) alunas(os) de Psicologia.

XVI EPP e II CIPTF | Psicologia Escolar e da Educação e o afeto na relação professor-aluno são temas dos encontros

A Psicologia na Educação pode envolver diversos aspectos e demandar da(o) profissional diferentes conhecimentos. Temas como o psicodiagnóstico e a orientação profissional serão debatidos em mesas-redondas, que incluirão relatos de experiência, no XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF), que acontecerão entre os dias 22 e 25 de agosto em Foz do Iguaçu.

O Psicólogo Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298) explica que o minicurso “A prática do psicodiagnóstico e os referenciais psicodinâmicos”, ministrado em parceria com Irene Carmen Picone Prestes, será uma oportunidade para estudantes e Psicólogas(os) aprenderem ou tirarem dúvidas sobre as etapas do psicodiagnóstico, desde a formulação de hipóteses até a escolha de instrumentos e formulação de documentos. 

Já no dia 24 de agosto, o mestre e educador Marcos Meier fará uma palestra sobre a importância do afeto nas relações entre aluno e professor, assim como entre terapeuta e paciente. Marcos usará como fundamentação a Teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, do professor e Psicólogo israelense Reuven Feuerstein (1921-2014). A história dessas pesquisas começou após o término na Segunda Guerra Mundial, quando crianças judias voltavam para a escola, mas não conseguiam aprender direito devido aos traumas.

“Naquela época, não existiam materiais sobre como ajudar essas crianças. Feuerstein foi chamado e começou a se aproximar das crianças para entender o que estava acontecendo. Ele descobriu que, entre as crianças traumatizadas, algumas delas conseguiam aprender. Diferente das outras crianças, elas tinham pais, tios, irmãos mais velhos que gastavam tempo com elas, ensinando e interagindo. As outras crianças, que não conseguiam aprender, em sua maioria, haviam perdido os pais na guerra”, conta o educador.

Marcos Meier defenderá na palestra que, quanto mais afeto e maior qualidade de interação com o educando, mais se desenvolve a inteligência. Segundo ele, o professor que tem uma relação afetiva com o estudante, que sabe explicar, acolher, ouvir dúvidas, propicia um aprendizado melhor e uma vontade de continuar aprendendo. Ele defende a necessidade de resgate da autoridade do professor. Por causa da falta de apoio da escola e possíveis processos por parte da família do aluno, o professor tem receio de exercer sua autoridade. Marcos explica que essa situação faz com que vários minutos da aula sejam perdidos até que os alunos consigam se concentrar. O educador também explica que dar broncas, dizer não e orientar são também atitudes afetivas e que geram segurança nos alunos. 

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br

Foz do Iguaçu aprova projeto sobre “Ideologia de Gênero”: confira posicionamento do CRP-PR

A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou, na última quinta-feira (03), uma emenda legislativa que veda a adoção de práticas entendidas como “ideologia de gênero”  promulgada nesta segunda-feira (07). O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) já vem acompanhando, com preocupação, o avanço de projetos que alegam uma suposta doutrinação de estudantes para reduzir as discussões acerca da diversidade, como a iniciativa da Câmara de Foz e as propostas que tramitam em vários municípios, conhecidas como “Escola sem Partido”.

 Leia também: CRP-PR apoia a diversidade e a pluralidade nas escolas

Entre as ações realizadas pelo CRP-PR estão a participação na Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu em 1º de dezembro de 2017 e a intervenção junto ao Ministério Público e Defensoria Pública do Estado do Paraná e Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Governo do Estado do Paraná e em fóruns de Controle Social como o Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná. Além disso, o CRP-PR protocolou posicionamento contrário à aprovação do PL 606/2016, do “Escola sem Partido”, que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná.

Confira, abaixo, a nota produzida pelo CRP-PR, que destaca, entre outras questões, o prejuízo de tais projetos no processo de ensino-aprendizagem: “Impedir que crianças e adolescentes acessem conteúdos, no espaço escolar, que possam contribuir para a diminuição de processos de violência de gênero e sexuais é incoerente, sobretudo às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

——————-

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), autarquia profissional com função de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional de Psicólogas e Psicólogos no Paraná, tem funcionamento regulado pela lei nº 5766/71 e atua sob princípios e normas que se pautam pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Sob esta perspectiva, o CRP-PR considera equivocada a decisão da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, que aprovou, no dia 3 de maio, a Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 47. A regulação acrescenta dispositivo à Lei Orgânica de Foz do Iguaçu que veda a adoção e/ou divulgação de políticas de ensino que “tendam a aplicar a ideologia de gênero”, sem deixar clara qual é a compreensão do Poder Legislativo sobre esta abstração conceitual.

Atento à tramitação de projetos de lei desta seara em diversos municípios e no Estado do Paraná, o CRP-PR tem participado de iniciativas como a Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu em 1º de dezembro. Também temos intervindo junto ao Ministério Público e Defensoria Pública do Estado do Paraná e Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Governo do Estado do Paraná, e em fóruns de Controle Social como o Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Estado do Paraná, apresentando o posicionamento das(os) Psicólogas(os) paranaenses em defesa da pluralidade e da diversidade nas escolas. Mais recentemente, o CRP-PR protocolou posicionamento contrário à aprovação do PL 606/2016, do “Escola sem Partido”, que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná. Esta atuação se baseia na defesa dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Profissional do Psicólogo e no próprio Planejamento Estratégico do XIII Plenário do CRP-PR, e busca apontar as inúmeras contribuições da Psicologia Escolar e da Educação na produção de referências e balizas éticas para o exercício profissional no campo do gênero e sexualidades.

De acordo com a manifestação pública do CRP-PR (“CRP-PR apoia a diversidade e a pluralidade nas escolas”), projetos como o recentemente aprovado em Foz do Iguaçu defendem uma suposta neutralidade ideológica e política na educação escolar, que não se verifica na prática.

Para especialistas em Psicologia Escolar e da Educação, estas iniciativas podem prejudicar o pleno desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que diversos debates acerca de questões relacionadas à diversidade e pluralidade das expressões humanas podem ser excluídos do espaço formal de educação. A tentativa de impedir que educadores(as) abordem temas supostamente relacionados a conteúdos políticos, religiosos ou morais representa grave erro dos defensores desses projetos.

A restrição à abordagem de temas como “gênero” ou “orientação sexual” cria um status de submissão dos processos educativos a interesses dominantes, conservadores, machistas, preconceituosos e alienantes. Impedir que crianças e adolescentes acessem conteúdos, no espaço escolar, que possam contribuir para a diminuição de processos de violência de gênero e sexuais é incoerente, sobretudo às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (em 18 de maio).

Lamentamos profundamente a compreensão do Poder Legislativo de Foz de Iguaçu acerca da Emenda e reiteramos nosso posicionamento baseado nas garantias dispostas na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Declaração Universal dos Direitos da Criança, que promulgam o direito à plena educação, cidadania e ao livre pensamento e expressão de ideais para todas e todos. Além disso, a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) são legislações que garantem o direito à pluralidade de ideias e ao respeito às diferenças.

A Psicologia brasileira é regida por uma ética promotora dos Direitos Humanos. Reafirmamos o compromisso da profissão com a promoção do bem comum e com as tecnologias críticas de atenção ao sofrimento humano, em todas as suas dimensões, inclusive relacionadas às questões de gênero e sexualidade. A(O) Psicóloga(o) deve superar a aplicação e difusão de visões e práticas discriminatórias e excludentes, agindo no sentido da consolidação de direitos e de uma possibilidade de existência mais humana e emancipada.

Em tempo, o CRP-PR informa que estuda, em parceria com outras autarquias profissionais e instituições de defesa da da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais, medidas cabíveis para minorar os danos relativos à aplicação da recente emenda à LOM nº 47 de Foz de Iguaçu.

Como educar na era do “ctrl c ctrl v”?

Se você nasceu até o início dos anos 1990, provavelmente pediu para os seus pais comprarem uma enciclopédia Barsa, que continha “todos os conhecimentos do mundo”, segundo o imaginário infantil da época. Hoje em dia, esta aquisição é, em muitas famílias, desnecessária, já que qualquer resposta está a menos de 1 segundo de distância em sites de busca na internet. Mas, juntamente com tantos e tão diferentes conhecimentos disponíveis, utilizamos um recurso perigoso para a aprendizagem: o “ctrl c ctrl v”, ou copiar e colar.

Segundo o Psicólogo Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298), coordenador da Comissão de Psicologia Escolar e da Educação do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), ao fazer trabalhos com uma montagem de vários conteúdos o aluno não reflete sobre o conhecimento que está estudando. “Quanto mais significados e conteúdos elencamos ao investigarmos uma temática, possivelmente iremos empreender a construção do conhecimento de forma mais ampla e coesa. No entanto, muitos conhecimentos são obrigatórios para que, de posse deles, o profissional extrapole o senso comum e caminhe na cientificidade da formação. Mesmo que interpretados como menos significativos, eventualmente”, afirma o Psicólogo.

Então, a preocupação que chega às escolas nesta era ultratecnológica é da memorização mecânica em detrimento da compreensiva. “Existe um imediatismo para realizar as tarefas, o que não favorece a reflexão. A Psicologia Escolar, entre outras funções, deve propiciar a tomada de consciência de que este problema está acontecendo”, explica. Algumas ações que podem auxiliar são reuniões e treinamentos com pais e professores, além de dinâmicas com os alunos que os auxiliem a ter mais atenção. “É preciso parar um tempo em sala de aula para pensar sobre estas questões, ou então o processo de ensino e aprendizagem corre risco de não ser efetivo”, diz.

Formação da(o) Psicóloga(o): da abordagem à reflexão

Você estuda todos os autores importantes da Psicologia e já sabe de cor as teorias de cada abordagem. Mas, na hora de atender o paciente ou realizar outra tarefa prática, é preciso refletir sobre estes conhecimentos. “Cada indivíduo é único. É preciso utilizar todo o arcabouço teórico da Psicologia para formular um projeto terapêutico individual, e isso só é possível com capacidade de reflexão”, analisa Nelson, que também é professor em um curso de Psicologia.

Se não há como lecionar sem considerar o uso das tecnologias – que, afinal, possuem um lado positivo – uma estratégia que pode ser adotada pelos docentes é pedir para que os alunos utilizem vários textos e construam uma reflexão própria baseada neles. “Precisamos formar Psicólogas e Psicólogos capazes de contribuir com a sociedade de maneira única, a partir de todo um histórico de teorias, construindo novos conhecimentos e colaborando para o fortalecimento de uma Psicologia contemporânea, que auxilia a sociedade em suas demandas atuais.”

Rolar para cima