Luta Antimanicomial

Para que não se esqueça. Para que nunca aconteça. Por uma sociedade sem manicômios!

Texto escrito por: Lorena Maria da Silva (CRP-08/22083), Maynara Helena Flores (CRP-08/24595 – CDH Sede Maringá) e Roselania Francisconi Borges (CRP-08/06008 – Docente da Universidade Estadual de Maringá).


A frase do psiquiatra italiano Franco Basaglia (1924-1980), mentor maior da reforma psiquiátrica italiana e grande inspirador da reforma psiquiátrica brasileira, é o que move as ações da Luta Antimanicomial. O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 18 de maio, nos traz à memória a histórica luta para a consolidação dos direitos às pessoas em sofrimento psíquico e a garantia do cuidado em liberdade e no seio da comunidade. Instituída no ano de 1987, na I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília, a data marca o embate feito pelos movimentos de Trabalhadores em Saúde Mental contra o modelo de assistência centrado nas internações em hospitais psiquiátricos. Com o lema “Por uma Sociedade sem Manicômios”, a Conferência apresentou propostas que orientaram as mudanças estruturais na gestão pública e redefiniram a lógica do cuidado à saúde mental.


Discorrer sobre uma nova rede ou lógica de atenção em saúde mental implica no resgate dos caminhos construídos até aqui, já que muitos foram e ainda são os desafios para a permanência dos direitos conquistados. A lógica manicomial, isto é, o cuidado em saúde mental por meio da retirada da comunidade e inserção em hospitais psiquiátricos, não é uma particularidade deste momento histórico. O pesquisador da Fiocruz, Paulo Amarante, destaca que o surgimento dos manicômios e da lógica de isolar para o cuidado advém do século XVIII com o médico francês Philippe Pinel, que sob os ideais da Revolução Francesa buscou corrigir as desordens da razão por meio do “tratamento moral”, ou seja, do enclausuramento dos considerados “alienados”.


Após a Segunda Guerra Mundial e as denúncias em relação às violências ocorridas dentro dos hospitais psiquiátricos, várias foram as tentativas de repensar o cuidado à loucura e formas de humanizar os manicômios (psiquiatria de setor, psiquiatria preventiva, psicoterapia institucional, etc.). Entretanto, não bastava a extinção dos leitos psiquiátricos, mas o enfrentamento ao conjunto de saberes, culturas, práticas científicas e sociais institucionalizadas para além das estruturas físicas.


No Brasil, a Reforma Psiquiátrica é fruto do seu tempo. As experiências italianas, com Franco Basaglia na década de 1960, as lutas travadas pelo direito à saúde universal com a Reforma Sanitária, no Brasil, na década de 1970 e os movimentos sociais que pediam pela redemocratização do país no início da década de 1980, foram alguns dos marcos históricos que abriram os caminhos para o fortalecimento da Reforma Psiquiátrica brasileira e seus feitos posteriores. A promulgação da Lei 10.216/2001 que dispõe sobre os direitos das pessoas em sofrimento psíquico e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, foi um dentre os muitos resultados da Reforma.


Aliada ainda à Reforma Psiquiátrica e ao movimento da Luta Antimanicomial, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), instituída pela Portaria n.º 3.088 de 2011 do Ministério da Saúde (MS), apresenta os pontos de atenção e cuidado a pessoas em sofrimento psíquico e orienta a implantação de um modelo de base comunitária, garantindo a livre circulação dessa população nas cidades e nos espaços públicos. Vemos assim, que muitas foram e são as conquistas que devem ser lembradas e celebradas no dia 18 de maio, porém, estas não estão garantidas. O psiquiatra e militante pelos direitos das pessoas em sofrimento psíquico, Pedro Delgado, em seu artigo “Reforma psiquiátrica: estratégias para resistir ao desmonte”, aponta que desde 2016 tem ocorrido um permanente processo de desinvestimento nas políticas públicas acarretando impactos na política de saúde mental. O reajuste no valor das diárias dos leitos psiquiátricos, a ampliação do financiamento às comunidades terapêuticas e a Nota Técnica MS n.º 11 de 2019, que instituiu mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes na Política Nacional sobre Drogas, foram algumas expressões dos retrocessos ocorridos.


Inspeção Nacional dos Hospitais Psiquiátricos

No ano de 2019, o Relatório de Inspeção Nacional dos Hospitais Psiquiátricos – ação interinstitucional organizada pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) – exemplificou os muitos desafios que ainda se apresentam para o enfrentamento da lógica manicomial.


O Relatório apresenta a inspeção de 40 hospitais nas cinco regiões do país, sendo estes selecionados com base em um conjunto de critérios previamente definidos, bem como, as categorias de análise do cuidado e atendimento ofertado. O Hospital Psiquiátrico de Maringá (HP) foi um dos hospitais selecionados e inspecionados no estado do Paraná, juntamente com o Hospital San Julian em Piraquara, dentre os 131 em funcionamento no país que são financiados com recursos do Sistema Único de Saúde (Relatório de Inspeção, 2020).


Hospital Psiquiátrico de Maringá

Dentre as diversas inadequações encontradas no Hospital Psiquiátrico de Maringá e apresentadas no Relatório de Inspeção, a estrutura arquitetônica foi um dos pontos destacados, tendo em vista que mais da metade dos hospitais inspecionados foram inaugurados ao longo do regime militar – período de grande expansão dos leitos psiquiátricos no país – apresentando uma arquitetura própria desse período, com muros altos, diversos blocos sendo separados uns dos outros com fechaduras e trancas, dificultando o acesso e o livre trânsito dos usuários, como cita o próprio Relatório de Inspeção: “De forma geral, observou-se que o edifício do Hospital Psiquiátrico é uma construção antiga e arquitetonicamente inadequado às finalidades terapêuticas e de reabilitação psicossocial. Muitos níveis de edificação e em diferentes blocos compõem o prédio, tornando a estrutura construída complexa e de difícil acesso e trânsito. Tudo isso sob funcionamento de trancas e fechaduras.”


Apesar de o modelo arquitetônico do Hospital Psiquiátrico de Maringá ser inadequado e levar a episódios de violação de direitos, uma nova ou adequada arquitetura não eximiria essa instituição da sua histórica lógica de cuidado manicomial – isto é, o cuidado por meio do isolamento da comunidade – e ainda acarretaria danos a longo prazo.


A insuficiência ou ausência de insumos para a higiene pessoal foi outra característica observada no Hospital Psiquiátrico de Maringá. O compartilhamento de materiais de higiene pessoal – como o armazenamento irregular de escovas de dentes, por exemplo – coloca a saúde de usuários em risco, além de acarretar prejuízos a sua autonomia e individualização. É preciso considerar que impedir a autonomia e a liberdade para o exercício do autocuidado constitui-se uma violação dos direitos relacionados à saúde. Indo além, em meio à pandemia da Covid-19, o compartilhamento de objetos de higiene pessoal e o controle sobre produtos de higiene podem levar à transmissão do vírus e ao favorecimento do contágio entre os usuários, como já foi notado por meio do Boletim COVID-19 da Secretaria Municipal de Saúde de Maringá. Na segunda-feira, 18 de maio, dia da Luta Antimanicomial, foram confirmados 18 casos neste hospital.


Outra prática constatada no Hospital Psiquiátrico de Maringá e apresentada pelo Relatório de Inspeção (2020) foi a contenção mecânica e química por meio do uso de psicofármacos: “Nas inspeções realizadas foi constatado que o uso excessivo de medicamento ganha sentido e uma função especial para o funcionamento institucional, qual seja: o de controlar as pessoas internadas que desorganizam ou atrapalham a rotina da instituição e se rebelam em face da violência institucional”, afirma o relatório.


As refeições oferecidas nos Hospitais inspecionados, dentre eles o Hospital Psiquiátrico de Maringá, foi outro ponto abordado pelo Relatório. Apesar da presença de profissionais nutricionistas, “observou-se oferta restrita, com cardápio pobre no que se refere à variedade dos grupos alimentares e à qualidade nutricional.” O Relatório ainda destaca, dentre as inúmeras violações de direitos encontradas: a negligência sobre as necessidades alimentares por meio do controle sobre a quantidade de alimentos, impedindo os usuários de repetir refeições e servindo alimentos misturados, “parecendo lavagem de porco” como contaram as pessoas ouvidas pela inspeção.


A inspeção também constatou irregularidade nas condições de trabalho da equipe de profissionais (condições insalubres) e exploração da mão de obra dos internos para atividades laborais. O resultado desta inspeção se desdobra em outras ações para o combate dessas irregularidades, envolvendo não só a violação de direitos dos usuários, mas também ações trabalhistas, que ainda estão ativas e detalhadas no relatório.


Por fim, reafirmamos que a correção das irregularidades supracitadas e outras apresentadas ao longo do Relatório, não torna as instituições psiquiátricas recomendáveis ao cuidado às crises psiquiátricas, sendo preferencialmente indicado, como expõem a Lei 10.216/2001 e a Portaria MS 3.088/2011, o cuidado em serviços comunitários de saúde mental ou ainda em leitos psiquiátricos em hospitais gerais. O Relatório de Inspeção e os atuais retrocessos políticos mais uma vez indicam que os direitos até então conquistados não são intocáveis e exige-se de nós, trabalhadoras(es) do campo da saúde mental, constante embate e resistência por meio da reafirmação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica. Como bem aponta Pedro Delgado: “a trincheira da resistência está nos serviços territoriais.”


Para saber mais:

Saúde mental e atenção psicossocial – Livro de Paulo Amarante, publicada pela Editora Fiocruz (2007).


Lei 10.210, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Brasília: DF. Presidência da República.


Hospitais psiquiátricos no Brasil: relatório de inspeção nacional – Publicação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) em parceria com Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Trabalho (MPT).


Hospital Psiquiátrico de Maringá tem 17 funcionários com Covid-19, reportagem de Monique Mangaro publicada na página GMC Online (https://www.gmconline.com.br/noticias/cidade/hospital-psiquiatrico-de-maringa-tem-17-funcionarios-com-covid-19).


Reforma psiquiátrica: estratégias para resistir ao desmonte, artigo de Pedro Delgado publicado pela Revista Trabalho, Educação e Saúde, 17(2). (https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00212).


Portaria 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: DF. Presidência da República.

O que o CRP-PR defende para as políticas públicas sobre drogas?

O Núcleo Estadual de Política Sobre Drogas (NEPSD) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) do Paraná abriu consulta pública para o novo Plano Estadual sobre Drogas. A consulta pública é um instrumento de controle social que permite a participação da sociedade com contribuições às diretrizes e aspectos importantes do tema.

A Psicologia tem muito a oferecer para o estabelecimento de uma política pública que respeite os direitos humanos e as tecnologias críticas e modernas de cuidado em saúde mental. Por isso, é essencial que Psicólogas(os) participem dessa consulta. Para auxiliar nessa iniciativa, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) apresenta abaixo a linha-guia de posicionamentos institucionais sobre as políticas sobre drogas. As(os) profissionais podem contar também com as informações das Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) em políticas públicas de álcool e outras drogas, documento que teve sua versão revisada lançada recentemente pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do Sistema Conselhos de Psicologia. 

Como contribuir

Segundo informações do NEPSD, o Plano está dividido em 06 (seis) eixos, sendo que as contribuições “deverão ser realizadas segundo as respectivas temáticas: (1) Interinstitucional; (2) Prevenção; (3) Reinserção Social; (4) Tratamento e Acolhimento; (5) Redução da Oferta e (6) Pesquisa”. O Núcleo acrescenta ainda que “os comentários e sugestões referentes às contribuições na Consulta Pública deverão ser acompanhados de textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer objetivo ou ação.”

As contribuições devem ser realizadas por meio do site www.politicasobredrogas.pr.gov.br até o dia 09 de fevereiro de 2020.

O que o CRP-PR defende para as políticas públicas sobre drogas?

 O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) atua ativamente nas instâncias do controle social, buscando a construção de políticas públicas justas para toda a população. E a luta por políticas de saúde mental para pessoas usuárias de drogas é uma delas. Confira abaixo a linha-guia de posicionamentos institucionais do CRP-PR sobre as políticas sobre drogas. Este documento está em permanente construção e serve como instrumento de orientação à categoria acerca do tema. 

  • Em defesa do SUS (Sistema único de Saúde) enquanto sistema universal, integral, equânime e de qualidade, com base na Constituição Federal de 1988, que garanta e legitime a autonomia no processo de trabalho realizado pelas(os) profissionais da Psicologia, promovendo discussão a respeito da inserção da(o) Psicóloga(o) nas diferentes estratégias e potencializando o debate em torno das políticas específicas direcionadas às populações em situação de vulnerabilidade.
  • Em defesa de uma política sobre drogas com ações efetivas e contínuas, pautada pelo respeito aos Direitos Humanos, com a divulgação e fortalecimento das ações que visem à Redução de Danos como principal forma de assistência ao usuário de substâncias psicoativas.
  • Em contraposição à criminalização do uso de drogas e da perspectiva proibicionista, de primazia da abstinência como estratégia terapêutica e de tolerância zero a qualquer uso de drogas. Pela compreensão dos desdobramentos nocivos dessas práticas para a saúde física e mental dos sujeitos e o consequente encarceramento em massa e genocídio da juventude negra, população pobre e periférica, além de judicialização, punibilidade e internação compulsória.
  • Em defesa de estratégias de “prevenção ao abuso de drogas” ou “educação para autonomia em relação ao uso abusivo de álcool e outras drogas” junto às crianças e adolescentes, na perspectiva dos métodos dialógicos de construção de conhecimento, acompanhando as atualizações dos estudos sobre eficácia das estratégias de prevenção e superando modelos de “tolerância zero” ou “pedagogia do terror” que se mostraram  contraproducentes, além de contribuírem para a sustentação de estigmas.
  • Defesa dos princípios da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial, atuando na consolidação do modelo substitutivo de atenção psicossocial de cunho transdisciplinar, intersetorial e territorial, pautando e alinhando as intervenções do profissional da Psicologia de acordo com a Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre “a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”, e da Portaria nº 3088/2011 (revogada e substituída pela Portaria de Consolidação nº3 de 2017, do Ministério da Saúde), que orienta a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde.
  • Em defesa da integralidade do cuidado e a intersetorialidade das práticas com ênfase na participação e controle de trabalhadoras(es), gestoras(es) e usuárias(os), de forma horizontal.
  • Em contraposição à ‘Nova Política de Saúde Mental’, que reabre a possibilidade de retorno do Hospital Psiquiátrico como ordenador do cuidado.
  • Contribuição com a implementação e ampliação urgente da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) nos processos de desinstitucionalização em relação aos dispositivos asilares, atuando junto a: combate à medicalização da vida; qualificação da estratégia da atenção psicossocial; debates e atuação sobre a precarização do trabalho nas políticas públicas atravessadas pela lógica do favorecimento de interesses econômicos privados, em detrimento da Saúde Pública universal e igualitária; promover e ampliar espaços de discussão e ações sobre a garantia de direito ao trabalho e renda das(os) usuárias(os) da Saúde Mental; ações de repúdio a tratamentos desumanos em Comunidades Terapêuticas e clínicas psiquiátricas e amplo debate sobre as implicações deste modelo; defender, difundir e esclarecer a Política de Redução de Danos e antiproibicionista, como projeto que não se restrinja à questão de álcool e outras drogas, mas contemple uma visão sobre os danos históricos, políticos e culturais sobre os quais se devem enfrentar, para além da abstinência como único método terapêutico.
  • Em defesa da efetivação da legislação em saúde mental com: residências terapêuticas (na especificidade que a lei prevê, com as Unidades de Acolhimento Transitórias gerindo Planos Terapêuticos Singulares em parceria com os CAPS AD); demais dispositivos de atenção psicossocial; a garantia de direito de acesso e acolhimento/internação das(os) usuárias(os) de saúde mental em hospitais gerais, conforme previsto na portaria nº 148/2012, que define as normas de funcionamento e habilitação do Serviço Hospitalar de Referência para atenção a pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades de saúde decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas.
  • Em defesa do financiamento tripartite para a RAPS, de acordo com a legislação do SUS, superando a situação atual na maioria dos estados brasileiros, que não têm participado do custeio dos serviços de atenção psicossocial, gerando dificuldades para a manutenção e ampliação da rede de cuidados referentes ao uso de drogas.
  • Em contraposição ao Programa Previne Brasil (Portaria 2979/2019 do Ministério da Saúde), que regulamenta o repasse de verbas de acordo com a população com cadastro ativo, o que desrespeita as necessidades locais, as áreas de vulnerabilidade social e o pronto atendimento às demandas espontâneas dentro dos territórios adscritos, o que impacta negativamente no atendimento à população usuária de drogas, por exemplo.
  • Em contraposição à Portaria 3222/2019 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o uso de indicadores que regulamentam o pagamento por desempenho das equipes de saúde – entre elas as que atendem pessoas usuárias de drogas -, o que contraria toda a construção das políticas de atenção primária e da saúde mental e incide sobre a qualidade dos serviços prestados à comunidade através de visitas  domiciliares, matriciamento entre profissionais e serviços, grupos de orientação e prevenção, retomando a uma lógica capitalista e mercadológica que resultará em atendimentos ambulatoriais, aumento das filas de atendimentos e falta de acesso a um projeto terapêutico singular que respeite as condições subjetivas e objetivas do indivíduo.
  • Em contraposição a Nota Técnica 003/2020 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre a desvinculação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família e o não credenciamento de novos Nasf-AB. Sabe-se, no entanto, que a equipe multiprofissional do Nasf atua como um importante mediador entre os serviços da rede de atenção à saúde mental, promovendo que o Projeto Terapêutico Singular de pessoas usuárias de drogas, seja efetivo. A desvinculação dessas equipes das unidades básicas e estratégias de saúde da família afeta principalmente a população usuária de drogas, periférica e/ou população em situação de rua, comunidades tradicionais, entre outras.
  • Em contraposição ao financiamento público de serviços convencionais de internação com base estrita na abstinência absoluta – com consequentes práticas manicomiais – como hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas, “clínicas de reabilitação”, manicômios judiciais e outros serviços de atenção em regime residencial de caráter transitório e/ou clínicas e outras instituições de atendimento às pessoas em situação de uso de substâncias psicoativas – álcool e outras drogas e que realizam serviços de acolhimento, internação e similares. Pela instituição de práticas de orientação, fiscalização e monitoramento periódico a estes estabelecimentos – por parte do controle social – com foco na prevenção e combate à tortura e ao trabalho em condições análogas ao escravo.
  • Em contraposição a processos de terceirização, redimensionamento e consequente descaracterização dos equipamentos da RAPS, que desconsiderem as exigências técnicas e a especificidade do cuidado de cada dimensão da saúde mental. Pelo enfrentamento às contradições de processos de trabalho homogeneizados, à precarização das condições de trabalho e de estruturas físicas dos equipamentos, que estão desalinhadas às normativas do Ministério da Saúde.
  • Pela garantia de condições trabalhistas dignas, realização de concursos públicos como principal vínculo de trabalho e qualificação das(os) trabalhadoras(es) em política de drogas.
  • Em defesa dos processos de controle social das políticas públicas. As atuais legislações sobre drogas, implementadas de forma autoritárias e sem participação social em sua formulação e fiscalização, apontam para inegáveis retrocessos. É fundamental apontar para a revisão do proibicionismo e a substituição das práticas de isolamento e institucionalização, em defesa das formas de cuidado em liberdade e de base territorial.
  • Em defesa do direito à cidade, com garantia de gratuidade do transporte público para todas(os) as(os) usuárias(os) vinculados à equipamentos da política de drogas, bem como para seus acompanhantes. Reivindicar políticas de acesso cultural, esportivo e ecológico para as pessoas usuárias dos serviços psicossociais, como estratégia de reabilitação psicossocial.
  • Em defesa do financiamento e implementação, nos territórios e de forma intersetorial com outras políticas públicas, de uma rede que garanta o acesso e cuidado a crianças e adolescentes em uso problemático com as drogas, em consonância com as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da proteção integral do direito destes sujeitos. Pelo enfrentamento à prescrição indiscriminada de psicofármacos para crianças e adolescentes, garantindo o debate sobre a medicalização da infância e da vida. Garantir estratégias de enfrentamento das internações psiquiátricas compulsórias de adolescentes e jovens, que refletem muitas vezes uma lógica etarista e criminalizadora da juventude.
  • Em defesa de uma política de inclusão pelo trabalho formal ou através de cooperativas/economia solidária, com níveis diferentes de suporte e proteção para usuários de serviços de políticas de drogas, como dispositivo estratégico fundamental para a reabilitação psicossocial.
  • Em defesa de políticas de drogas que estimulem a equidade e a superação de preconceitos e estigmas relacionados à raça/cor, etnia, identidade de gênero, orientação sexual, idade, diversidade funcional. Defesa de estratégias de assistência e cuidado construídas de acordo com as  demandas e especificidades destes grupos, consideradas nas abordagens psicossociais e no projeto terapêutico singular. Construir uma prática ética e técnica que busque superar o modelo biomédico patologizante, além de mecanismos para discutir a atenção às pessoas usuárias de drogas em situação de violência e vulnerabilidade.
  • Em contraposição à política de ajuste fiscal representada pela Emenda Constitucional 95 (Teto e Congelamento dos Gastos), que prejudica a seguridade social e a saúde da população, compreendendo que ela descaracteriza o Pacto Constitucional de 1988, reduz investimentos e, consequentemente, o acesso da população a direitos sociais da educação, saúde e assistência social. Com ela, o Sistema Único de Saúde é prejudicado, a educação em todas as suas instâncias é sucateada e a assistência social, setor fundamental para o desenvolvimento do país, descontinuada.
  • Em defesa dos Direitos Humanos, balizado pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo, compreendendo que este é um princípio fundamental do nosso fazer profissional. Defender políticas de saúde que enfrentem o racismo, o machismo, o capacitismo, a LGBTIfobia e todas as formas de preconceito às populações socialmente vulneráveis como: pessoas com deficiência, mulheres, negras e negros, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, povos de terreiro, comunidades tradicionais, em situação de rua, convivendo com hiv/aids, encarceiradas, migrantes, trabalhadoras sexuais, refugiadas(os) e apátridas.
  • Contraposição a qualquer forma de coerção, violência, castigo, tortura, negligência, discriminação, exploração, crueldade, opressão, violação ou qualquer forma de violência.

Redução de Danos é tema de debate em congresso realizado em Curitiba

“A sociedade falou para mim que como mulher e usuária de drogas eu tinha que morrer. A Redução de Danos disse: ‘não, você tem direito à vida’. A Redução de Danos começou a resgatar tudo o que foi tirado de mim. Com a Redução de Danos a pessoa passa a ser vista.” Esta fala foi uma das tantas que emergiram durante quatro intensos dias do “VII Congresso ABRAMD – Políticas de drogas, autonomia e cuidados”, realizado pela Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas entre os dias 05 e 08 de junho de 2019 em Curitiba-PR.

O Congresso, que contou com o apoio do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), reuniu centenas de profissionais das mais diversas áreas de atuação para debater estratégias de cuidado, trocar experiências exitosas e, nas palavras da presidente do Congresso, Sandra Regina Fergutz dos Santos Batista (CRP-08/02667), marcar estratégias de “resistência à nova política de drogas, que traz o retrocesso ao manicômio” – referindo-se à lei sancionada na manhã de 06 de junho, dia da abertura oficial do evento, que institui novos parâmetros de atendimento a usuários de drogas e permite, entre outras coisas, as internações compulsórias.

A Redução de Danos começou a resgatar tudo o que foi tirado de mim. Com a Redução de Danos a pessoa passa a ser vista.

Para além de palestras, mesas-redondas e conferências, o congresso deu voz a quem normalmente está fora dos debates: usuárias e usuários, pessoas em situação de rua, a juventude negra vítima de encarcemanento e genocídio, mães cujos filhos perderam a vida ou a liberdade. A Conferência “Vozes, diálogos e intersetorialidade: como a guerra às drogas nos afeta?” foi um destes espaços – e teve arte, manifestação política, conversas, encontros de gerações (o pesquisador e conferencista Carl Hart esteve junto com os jovens, todos negros, em um monento que emocionou os presentes pela representatividade).

Depois, ao longo dos demais dias, em cada uma das 12 salas paralelas em que se entrava era possível ouvir um relato potente. O comunicador Raull Santiago, um dos fundadores do Coletivo Papo Reto, do Complexo do Alemão (Rio de Janeiro), explica o encarceramento como algo além das prisões: “O encarceramento que a gente vive é ter como principal política pública para as favelas a presença da polícia. É a não valorização destes espaços. É concentrar massivamente no sistema penitenciário a população negra da periferia, mas também é o encarceramento destas pessoas dentro de sua própria realidade”. Ele complementa: “Enquanto uma única parcela da população continua acessando o todo, significa que há diferentes formas de encarceramento acontecendo”.

Estas e outras falas surgiam em meio a contribuições de profissionais vindos de todos os cantos do Brasil e também de outros países. Assim os participantes do evento puderam conhecer a realidade da redução de danos nos territórios, saber sobre a regulamentação das drogas em nações como Uruguai, Argentina e Portugal, ouvir relatos de redutores de danos e debater sobre questões específicas como o feminismo antiproibicionista e as drogas em contextos homoeróticos e sexuais, por exemplo. Além disso, a história da Redução de Danos foi (re)contada em atividades como “Grande Roda de RD – 30 anos”, com nomes como Tarcísio Mattos, Fátima Machado, Andrea Domanico e Domiciano Siqueira.

O encarceramento que a gente vive é ter como principal política pública para as favelas a presença da polícia. É a não valorização destes espaços. É concentrar massivamente no sistema penitenciário a população negra da periferia, mas também é o encarceramento destas pessoas dentro de sua própria realidade

Discussões fundamentais em tempos de retrocessos para “seguir acreditando que o cuidado em liberdade é possível”, como afirmou a presidente da Abramd, Luciane Marques Raupp (CRP-07/10050), durante e mesa de abertura. Ludiana Cardozo Rodrigues (CRP-08/14941), presidente do CRP-PR, lembrou que a luta é diária – “luta de esperança e crescimento, e não guerra, que divide as pessoas”, diferenciou Vera da Ros, também presente no evento representando a Reduc (Rede Brasileira de Redução e Danos e Direitos Humanos). Mas, Ludiana fez o convite: “Vivemos tempos difíceis, mas vocês podem contar com o CRP-PR”.

Conferências magnas

Dois grandes pesquisadores da área de drogas foram responsáveis pela abertura e fechamento oficiais do congresso: Carl Hart, da Universidade de Columbia, e Elisaldo Carlini, diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Mais sobre as falas dos pesquisadores e uma entrevista exclusiva você confere na próxima edição da Revista Contato.

Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a Luta Antimanicomial

Durante o mês de maio, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) realizará diversas ações em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18). As atividades relembram o início do movimento social que transformou o paradigma do atendimento em saúde mental no Brasil, construído por profissionais, usuários e instituições comprometidos com o fim das violações de direitos humanos em manicômios e instituições de saúde.

Mais de 30 anos se passaram desde o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde (Bauru, 1987) e diversas legislações foram criadas para garantir programas de saúde que rompessem com a lógica centrada no hospital psiquiátrico. Tanto a Lei nº 10.216/2001, da Reforma Psiquiátrica, quanto a Portaria nº 3.088/2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), além da política de Redução de Danos, são avanços incontestáveis do movimento antimanicomial.

No entanto, diante das alterações, por parte do Governo Federal, da Política Nacional de Saúde Mental e da Política Nacional sobre Drogas, o CRP-PR convida a categoria a se posicionar de forma crítica e reflexiva. A lógica de ampliação do financiamento de instituições psiquiátricas em detrimento do investimento na RAPS, presente nas recentes alterações das políticas de saúde, exige a ampliação da defesa do SUS e das tecnologias críticas de cuidado que foram desenvolvidas nos últimos 32 anos.

A Luta Antimanicomial reforça a necessidade de formas de atenção dignas e diversificadas para a pessoa com sofrimento psíquico, de maneira a garantir o direito à liberdade e o direito a viver em sociedade, lutando contra o estigma da loucura. A Reforma Psiquiátrica não foi suficiente para superar totalmente o manicômio: ele quer voltar e é preciso fortalecer a Luta Antimanicomial!

Campanha 2019

A campanha do CRP-PR para o Dia da Luta Antimanicomial deste ano tem como slogan “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a Luta Antimanicomial”. A frase chama atenção para o cenário de retrocessos nas políticas de saúde mental e de drogas e enfatiza a defesa dos direitos à dignidade e ao respeito das pessoas com sofrimento mental.

Eventos

Exibição de Filme e roda de conversa: Nise: O Coração da Loucura
Curitiba

Data: 13 de maio

Horário: 19h30

Local: Sede do CRP-PR – Av. São José 699, Cristo Rei, Curitiba-PR

Mesa-redonda: “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a luta antimanicomial

União da Vitória
Data: 14 de maio

Convidadas(os): Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), Denize Aparecida Teixeira (CRP-08/10667), Emerson Miguel (CRP-08/IS-425) e Dennys Keyiti Shintaku (CRP-08/18326), Guidie Elleine Nedochetko Rucinski (CRP-08/12167)

Horário: 19h30

Local: Centro Universitário Vale do Iguaçu – R. Padre Saporiti, 717, Nossa Sra. do Rócio, União da Vitória-PR

Audiência Pública: Saúde Mental, 18 de Maio e a Luta Antimanicomial
Curitiba

Data: 15 de maio

Proposição: Comissão de Saúde da ALEP, Deputada Mabel e Deputado Goura

Horário: 09h

Local: Assembleia Legislativa do Paraná – Praça Nossa Senhora do Salete, s/n, Centro Cívico, Curitiba – PR

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Entrega e fixação de cartazes da Campanha
União da Vitória

Data: 15 de maio 

Descrição: Entrega e fixação de cartazes da Campanha nos CAPS e Secretaria de Saúde de União da Vitória para que a secretaria encaminhe os cartazes para as unidades de saúde.

Horário: a confirmar

Mesa-redonda: “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a luta antimanicomial – Conversas multiprofissionais em saúde mental
Curitiba

Data: 16 de maio

Descrição: O evento tem o objetivo de proporcionar o debate sobre as novas, porém anacrônicas, políticas de saúde mental junto a categoria; estimular a reflexão sobre a importância dos serviços de saúde mental e fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial no debate sobre Direitos Humanos, especialmente quanto a princípio da dignidade humana; proporcionar reflexões sobre políticas públicas em contextos específicos – como no caso da implantação dos CAPS Híbridos em Curitiba-PR.

Convidadas(os): Cleuse Barleta (Psicóloga) (CRP-08/02871), Vanderleia Schineman (Assistente Social), Sylvia Cardim (Psiquiatra), Cassiano Robert (Terapeuta Ocupacional), Dione Menz (Enfermeira e Psicóloga) (CRP-08/05491)

Horário: 19h

Local: Sede do CRP-PR – Av. São José 699, Cristo Rei, Curitiba-PR

Não é preciso realizar inscrições

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Exibição on-line da mesa “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a luta antimanicomial
Pato Branco

Data: 16 de maio 

Descrição: Exibição on-line da mesa “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a luta antimanicomial” e debate com os alunos dos cursos de Psicologia, Medicina e Enfermagem.

Horário: 19h

Local: Faculdade de Pato Branco – FADEP – R. Benjamin Borges dos Santos, 1100 , Fraron, Pato Branco-PR

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Stand na Faculdade Guaricá: campanha “Acorda amor! O manicômio quer voltar! Fortaleça a luta antimanicomial”. 
Guarapuava

Data: 16 de maio

Descrição: Stand em Parceria com o colegiado e estudantes da Faculdade Guairacá como forma de informação e debate a respeito da campanha “Acorda amor! O manicômio quer voltar! Fortaleça a luta antimanicomial”. Contaremos com performances artísticas e diálogos individuais e em grupo.

Horário: 19h às 21h

Local: Campus da Faculdade Guairacá – Rua XV De Novembro, 7050, Centro, Guarapuava-  PR

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Exibição do filme: “Nise: O Coração da Loucura” e debate
Paranavaí
Data: 16 de maio

Horário: 19h30

Local: Colégio Nobel – R. Bahia, 479, Centro, Paranavaí-PR 

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Saúde, café e prosa
Campo Mourão

Data: 16 de maio

Local: Campo Mourão

*Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o COMAD, CRP-PR, Comitê Municipal Intersetorial de Saúde Mental e CAPS AD e II.

Reunião aberta sobre LGBTIfobia e a saúde mental da população LGBTI
Londrina

Descrição: A reunião será conduzida pelo colaborador do Núcleo de Diversidade de Gênero e Sexualidades, Psic. Leandro Herkert Fazzano (CRP 08/21756).
Data: 17 de maio

Horário: 09h

Local: Subsede Londrina – Avenida Ayrton Senna da Silva, 550, sala 1101, Torre Montello, Gleba Fazenda Palhano, Londrina-PR 

 

Palestra: Internamento involuntário x Luta Antimanicomial

União da Vitória
Data: 17 de maio 
Descrição: Participação da Representante Setorial Denize Aparecida Teixeira (CRP-08/10667), no evento do CAPS alusivo à Luta Antimanicomial com o tema “Internamento involuntário x Luta Antimanicomial”

Horário: 08h

Local: Auditório da Secretaria Municipal da Cultura – Praça Visconde de Nacar, S/N,  Estação União, União da Vitória-PR

Posse dos representantes do CRP-PR no Conselho Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu e apresentação da campanha “Acorda amor!”
Foz do Iguaçu
Data: 17/05
Horário: 09h
Local: Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu – Tv. Oscar Muxfeldt, 81, Centro

Palestra sobre a “nova saúde mental”

Londrina

Data: 18 de maio

Descrição: Palestra sobre “nova saúde mental” que abordará a importância da discussão para que não haja o retorno dos manicômios.  

Convidadas(os): Nadya Christiane Silveira Pellizzari (CRP 08/06926) – Colaboradora Comissão de Direitos Humanos e Comissão de Psicologia e Saúde do Conselho Regional de Psicologia do Paraná

Horário: 8h30

Local: Subsede CRP-PR Londrina, auditório do Torre Montello – Avenida Ayrton Senna da Silva, 550, sala 1101, Torre Montello, Gleba Fazenda Palhano, Londrina-PR 

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Stand na Faculdade Guaricá. Campanha “Acorda amor! O manicômio quer voltar! Fortaleça a luta antimanicomial”. 
Guarapuava

Data: 18 de maio

Descrição: Stand em Parceria com o colegiado e estudantes da Faculdade Guairacá como forma de informação e debate a respeito da campanha “Acorda amor! O manicômio quer voltar! Fortaleça a luta antimanicomial”. Haverá performances artísticas e diálogos individuais e em grupo.

Horário: 09h às 11h

Local: Praça 9 de Dezembro – R. XV de Novembro, 7426, Centro, Guarapuava-PR

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Exibição do filme: “Nise – O Coração da Loucura” com uma fala dos Psicólogos do CAPS após a exibição

Ponta Grossa

Data: 18 de maio

Horário: 14h

Local: R. Des. Westfalem, 60, Oficinas, Ponta Grossa – PR

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Entrevista com a Psicóloga Semiramis Maria Amorim Vedovatto (CRP-0806207) sobre a Luta Antimanicomial
Data: 18 de maio

Horário: 12h

Local: Programa Psicologia em foco – Rádio Litoral Sul FM (transmissão)

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Participação da Campanha de Sensibilização alusiva à Luta Antimanicomial em parceria com os comitês de saúde mental e de prevenção ao suicídio
Francisco Beltrão
Data: 18 de maio

Horário: a partir das 08h

Local: Calçadão da Praça Central de Francisco Beltrão

Mesa de debate sobre a campanha “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a luta antimanicomial!
Guarapuava

Data: 20 de maio

Convidadas(os): Psicóloga Carla Silveira Batista Lauer (CRP-08/18606), Ligia Gobbo Larocca (CRP-08/11365) e Eduardo Bernardes Nogueira (CRP-08/12071)

Horário: 19h às 23h30

Local: Miniauditório Faculdade Unicentro – R. Salvatore Renna, 875, Santa Cruz, Guarapuava – PR

Contribuições da Bioética e da Psicologia para fortalecer a Luta Antimanicomial – Cinedebate: O bicho de sete cabeças
Curitiba

Debate sobre as temáticas com:

– Thiago Rocha da Cunha, coordenador do Programa de Pós Graduação em Bioética da PUCPR;

– Juliana Radaeli, professora de Psicologia da PUCPR e Psicanalista;

– Semíramis Maria Amorim Vedovatto, Conselheira do CRP-PR;

– Julia Mezarobba Caetano Ferreira (aluna do PPGB, intermediadora).

Data: 21/05
Horário: 17h

Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Bloco Verde (Escola de Ciências da Vida) – auditório Brasílio Vicente de Castro, térreo | R. Imac. Conceição, 1155, Prado Velho

Inscrições: gratuitas, através do e-mail lutaantimanicomial.evento@hotmail.com

 

Participação da Representação Setorial no Sarau da Luta Antimanicomial realizada pelo CAPS 

Cianorte

Data: 22 e 23 de maio

Descrição: Trata-se de um evento cultural pautado na expressão artística com o objetivo de promover criatividade, cidadania, socialização, informação e reflexão à toda comunidade através da exposição de artesanatos, declamação de poesias e apresentações musicais e de teatro.

Os usuários dos CAPSi e CAPS I discorrerão acerca de temas relativos à saúde mental, luta antimanicomial e políticas públicas, ocupando o papel de protagonistas destas últimas na possibilidade de expressarem seus sentimentos, necessidades e potencialidades através da arte.

Horário: 08h às 21h

Local: CAPS I (Rua Tiradentes, 84)

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Acorda amor! Bate-papo sobre a Luta antimanicomial

Maringá

Data: 22 de maio

Convidada: Mayra Costa Martins (CRP-08/25174)

Horário: 19h

Local: Subsede Maringá (Avenida Duque de Caxias, 882 ou 856, Torre II, sala 905, Ed. New Tower Plaza, Zona 01, Maringá-PR)

Mesa-redonda: “A importância da RAPS no Atendimento Humanizado em Saúde Mental: por uma sociedade livre de manicômio!”
Campo Mourão

Data: 23 de maio 

Descrição: O evento tem o objetivo de promover um espaço de conhecimento e trocas de experiências na execução dos serviços de saúde mental no Município de Campo Mourão, através de mesa redonda composta por três serviços de compõem a RAPS na cidade, numa perspectiva dialética, humanizada e de proteção integral às(aos) usuárias(os) da saúde pública.

Convidadas(os): a confirmar

Horário: 13h30 às 16h

Local: Auditório do Sindicado dos Servidores Municipais de Campo Mourão – Sindiscam. Rua Mato Grosso, 2712, Jd. Gutierres, Campo Mourão – PR

Inscrições: não será necessário inscrição antecipada, teremos lista de presença para declaração na hora do evento.

Participação da Representação Setorial no Sarau da Luta Antimanicomial realizada pelo CAPS 

Cianorte

Data: 22 e 23 de maio

Descrição: Trata-se de um evento cultural pautado na expressão artística com o objetivo de promover criatividade, cidadania, socialização, informação e reflexão à toda comunidade através da exposição de artesanatos, declamação de poesias e apresentações musicais e de teatro.

Os usuários dos CAPSi e CAPS I discorrerão acerca de temas relativos à saúde mental, luta antimanicomial e políticas públicas, ocupando o papel de protagonistas destas últimas na possibilidade de expressarem seus sentimentos, necessidades e potencialidades através da arte.

Horário: 08h às 21h

Local: CAPS I (Rua Tiradentes, 84)

Roda de conversa “O papel da(o) Psicóloga(o) clínica(o) como agente de desospitalizacao frente à Luta Antimanicomial”
Data: 30/05
Horário: 19h
Local: Têmeno Clínica de Psicologia – Rua Arquimedes Cruz, 80, Jardim Social, Curitiba.
É necessário inscrição pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScpkTr4HGY6TNafgmu8SyTQb_kjQcT2zODXgNU5-hGtvVPFBw/viewform?usp=sf_link

CRP-PR em Brasília

Confira abaixo as representações do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) em atividades relacionadas ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial em Brasília. 

14 de maio

Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial

Local: Salão Nobre, Anexo II, Câmara Federal – Brasília-DF

Representação: Cons. Semíramis Vedovatto (CRP-08/06207)

15 de maio

Sessão Solene em Homenagem ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Local: Plenário Ulysses Guimarães, Câmara Federal – Brasília-DF

Representação: Cons. Semíramis Vedovatto (CRP-08/06207)

15 de maio

Participação na Sessão Plenária do Senado Federal, para acompanhar votação do PLC 37/2013 (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas)

Representação: Semíramis Maria Amorim Vedovatto (CRP-08/06207)

CRP-PR se posiciona criticamente ao Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas

O Senado Federal aprovou ontem (15), em Sessão Plenária, mudanças contundentes nas políticas públicas de drogas no Brasil. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 37/2013, apresentado pelo então Deputado Osmar Terra (atual Ministro da Cidadania), modifica o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), que altera as condições de atenção às(aos) usuárias(os) de drogas e trata do financiamento das políticas públicas para este segmento. O projeto foi contestado por mais de 70 entidades da sociedade civil, entre elas o CRP-PR e o Conselho Federal de Psicologia, e agora segue para a sanção presidencial.

 

O CRP-PR envolveu-se ativamente na reação ao PLC 37/2013, por meio do monitoramento da tramitação, envio de ofício aos senadores paranaenses solicitando posição contrária ao PLC e participação presencial em sessões do Senado Federal, representados pela Conselheira Semiramis Maria Amorim Vedovatto (CRP-08/06207) e pelo Assessor Técnico em Políticas Públicas Cesar Rosário Fernandes (CRP-08/16715). O Núcleo de Política de Drogas da Comissão de Direitos Humanos do CRP-PR também já se posicionou com relação ao anacronismo das alterações da Política Nacional de Drogas.

 

Se for sancionado pelo Presidente Jair Bolsonaro, o Sistema Nacional reforçará o papel de comunidades terapêuticas no tratamento de usuárias(os) de drogas, em detrimento do fortalecimento dos equipamentos públicos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Além disso, o Sistema facilita a internação involuntária, contra a vontade das pessoas, o que pode provocar um processo autoritário de encaminhamento aos equipamentos de saúde. Na opinião da Psicóloga Semíramis, “o PL Osmar Terra promove o retrocesso das políticas de Redução de Danos, fundamentais para uma abordagem dignificante e respeitosa às pessoas que usam drogas”.

 

O CRP-PR compreende que o Sistema se choca com a legislação vigente, já que relativiza o cumprimento dos dispositivos da Lei nº 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica), prevê a abstinência como único foco dos projetos terapêuticos da(o) usuária(o) de drogas e não propõe indicadores de avaliação e monitoramento das ações de prevenção, atenção e tratamento de pessoas que usam drogas. O Sisnad também não cria critérios objetivos de diferenciação entre traficantes e usuárias(os), o que pode gerar a ampliação do processo de encarceramento em massa em presídios e centros de socio educação.

 

Segundo o Psicólogo César Fernandes, o Sisnad nega totalmente o papel que a Rede de Atenção Psicossocial pode exercer na promoção de dignidade e respeito às pessoas que usam drogas, especialmente porque a RAPS constitui um potente capilarizador das ações de cuidado e assistência em saúde. “A nova política de drogas caminha na contramão do avanço científico e de modalidades de cuidado mais modernas que estão sendo construídas em diversas partes do mundo. É preocupante que o Legislativo se sirva ao papel de fortalecer a lógica manicomial. Como Psicólogas(os) temos um compromisso irrevogável com a Luta Antimanicomial e com a dignidade humana. Esperamos que o Executivo Federal não sancione esta lei, ou estará contribuindo para a volta do terror manicomial”, sintetiza o Assessor. 

 

O CRP-PR reafirma seu compromisso com os Princípios Fundamentais do Código de Ética Profissional do Psicólogo, estimulando e fortalecendo a relação entre Conselho, Psicólogas(os) e sociedade; formando, assim, uma rede comprometida com a cidadania, a solidariedade, a justiça e a saúde mental.

 

Confira alguns dos pontos críticos da Sisnad:

 

1. Não inclui a atenção psicossocial extra-hospitalar, ao lado do tratamento ambulatorial, como forma prioritária de tratamento das(os) dependentes de drogas.

 

2. Prevê a internação involuntária (art. 7º § 3º II do PLC) pelo prazo de até três meses, sem o devido cuidado para que esse dispositivo não seja utilizado para o recolhimento em massa da população em situação de rua como forma de higienização das grandes cidades. Ademais, diferentemente do previsto na Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/ 2001), também não atribui à família ou ao responsável legal o poder de determinar o fim da internação involuntária.

 

3. Incorpora “comunidades terapêuticas acolhedoras” no Sisnad – art. 7º do PLC. As comunidades terapêuticas acolhedoras são definidas no projeto como pessoas jurídicas, sem fins lucrativos, que realizam o acolhimento da(o) usuária(o) ou dependente de drogas. A definição, vaga, não faz a necessária exigência de equipe mínima especializada para o complexo atendimento a pessoas que usam drogas, e permite incluir no Sisnad instituições que violam direitos humanos.

 

4. Dispõe que o planejamento e a execução do projeto terapêutico individual deverão observar, no que couber, o previsto na Lei nº 10.216/ 2001 (art. 23-A. § 10). Conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, a normativa dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e das que fazem uso abusivo de drogas, e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, priorizando os serviços extra hospitalares e de base comunitária, em substituição às internações de longa permanência. Deve ser observada na íntegra pelo planejamento e a execução do projeto terapêutico individual, não cabendo reavaliação do que está disposto na lei.

 

5. Prevê a oferta de projetos terapêuticos à(ao) usuária(a) ou dependente de drogas que visam à abstinência (art. 26-A. I), sem qualquer menção às outras formas de cuidado e atenção para pessoas que apresentam problemas em decorrência do uso de drogas e que não estão abstinentes, desconsiderando estratégias de redução de danos sociais e à saúde.

 

6. Não propõe nenhum indicador de avaliação e monitoramento das ações de prevenção, atenção e tratamento de pessoas que usam drogas.

 

7. Não estabelece o intuito de lucro como elemento constitutivo do tipo penal de tráfico, não define critérios objetivos de diferenciação entre traficantes e usuários e gera possibilidade de aumento de pena em alguns casos, o que na prática produzirá:

a) Superlotação dos sistemas carcerário e socioeducativo, com o encarceramento de pessoas portando pequenas quantidades de drogas. De acordo com dados do Infopen (Ministério da Justiça), o número de presos por tráfico saltou de 31.520 (9% do total de pessoas presas), em 2005, para 176.691 (28% do total de pessoas presas), em 2016. Nos presídios femininos, o percentual chega a 62% de mulheres cumprindo pena por tráfico de drogas. O PLC nº 37/2013 agravará ainda mais essa tendência contraproducente, que vem alimentando o crescimento de organizações criminosas dentro das prisões, a partir do caos penitenciário;

b) Enormes discrepâncias jurídicas entre o que cada juiz considera tráfico de drogas;

c) Encarceramento em massa da população negra e de baixa renda;

d) Impacto no orçamento dos Estados, que arcam com os custos do sistema penitenciário.

 

Fonte: Nota Pública sobre a PLC 37/2013, assinada pelo CRP-PR (06/05/2019) .

PodPsi: Gustavo Zambenedetti fala sobre saúde mental e Luta Antimanicomial em Irati

O pesquisador Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), que está percorrendo o Estado do Paraná em busca de informações, encontros, entrevistas e “pistas” sobre a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), conversou com o Psicólogo Gustavo Zambenedetti (CRP-08/IS-318), professor e pesquisador da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) no campus de Irati. O bate-papo entre os dois pesquisadores aborda fatos sobre a atenção em saúde mental na cidade de Irati sob a perspectiva da Luta Antimanicomial, além de comentar as alterações recentes nas Políticas Nacional de Saúde Mental e sobre Drogas e comentar os desafios e potencialidades da atenção em saúde mental nos tempos atuais.

Gustavo também destaca, ao longo da conversa, a importância do posicionamento político dos Conselhos, especialmente diante dos retrocessos apresentados: “é importante reconhecer a importância do nosso Conselho e o quanto ele tem se manifestado ativamente em relação a essas pautas, em consonância com outros Conselhos profissionais, ou em dissonância em alguns casos”. O profissional lembra que qualquer atuação psicológica envolve um posicionamento político. “Não é possível fazer clínica sem política”, concordam os profissionais durante o áudio.

O podcast está disponível na plataforma SoundCloud (acesse aqui) e também no Youtube (ver abaixo).

Acorda, amor: o manicômio quer voltar

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) se posiciona firmemente a favor da Luta Antimanicomial, da Reforma Psiquiátrica e dos Direitos Humanos. Recentemente, o Governo Federal anunciou mudanças preocupantes nas Políticas Nacional de Saúde Mental e sobre Drogas, ampliando o financiamento de instituições psiquiátricas em detrimento do investimento na RAPS, bem como o foco na abstinência em detrimento da Redução de Danos.

Em 2019, a campanha “Acorda, amor! O manicômio quer voltar, fortaleça a Luta Antimanicomial” traz um alerta: a Reforma Psiquiátrica não foi suficiente para superar totalmente o manicômio: ele quer voltar e é preciso fortalecer a Luta Antimanicomial!

Saiba mais sobre a campanha: www.crppr.org.br/18m2019

VII Congresso Internacional ABRAMD: Políticas de Drogas, Autonomia e Cuidados

De 05 a 08 de junho de 2019 a cidade de Curitiba recebe o VII Congresso Internacional da ABRAMD, a ser realizado no Centro Universitário UNIBRASIL. O evento foca em debates transversais, interdisciplinares e plurais sobre temas relacionados aos usos de drogas e seus regimes de controle social, técnico e político. Os congressos da ABRAMD se tornaram reconhecidos pela pluralidade de abordagens temáticas e pelo protagonismo e diversidade de atores sociais participantes, ultrapassando as barreiras disciplinares, e aquelas que por vezes separam o mundo acadêmico das esferas política e de ação social. Uma política de drogas com foco nas pessoas e que respeite os direitos humanos é necessária e urgente. Participe e fortaleça a resistência coletiva aos retrocessos nas políticas sobre drogas.O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) é apoiador do VII Congresso Internacional da ABRAMD.

Você é Psicóloga(o) atuante na RAPS? Participe da pesquisa!

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) está promovendo, desde outubro de 2018, uma pesquisa sobre o atual estágio de implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Estado do Paraná, os desafios para a implantação da Reforma Psiquiátrica e as experiências bem-sucedidas nos diferentes municípios. Segundo Carolina de Souza Walger (CRP-08/11381), conselheira-secretária do CRP-PR, “a ideia é saber como os serviços propostos pela legislação estão sendo ofertados para a população e entender qual tem sido o papel da(o) profissional da Psicologia neste espaço”.

 

O pesquisador responsável, Psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), explica que a metodologia adotada é a cartografia, que permite flexibilidade à investigação: “Nós não temos um roteiro definido previamente. Assim, vamos identificando pistas que nos indicam o melhor caminho a seguir. Estas pistas podem surgir de conversas com profissionais ou usuários, por exemplo”. Os resultados parciais da pesquisa deverão ser apresentados ao longo do primeiro semestre do ano em programas de podcast e, ao final, será produzido um relatório.

 

Até agora, o Psicólogo já percorreu sete dos cerca de 40 municípios paranaenses que pretende visitar para imersões em campo até abril desde ano. Porém, a escolha dos territórios será, em parte, embasada em uma pesquisa com Psicólogas(os) que atuam em um equipamento da RAPS, a partir do questionário que está disponível abaixo.

 

As(os) profissionais poderão indicar elementos para que o pesquisador considere as especificidades de cada território. A identificação é opcional, sendo que apenas o município deve ser obrigatoriamente citado.

CRP-PR inicia pesquisa para investigar funcionamento da RAPS e Psicólogas(os) podem participar

Conhecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Estado do Paraná, os desafios para a implantação da Reforma Psiquiátrica e as experiências bem-sucedidas nos diferentes municípios. Estes são os objetivos de uma pesquisa que está sendo realizada pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) desde o início de outubro. “A ideia é saber como os serviços propostos pela legislação estão sendo ofertados para a população e entender qual tem sido o papel da(o) profissional da Psicologia neste espaço”, afirma Carolina de Souza Walger (CRP-08/11381), conselheira-secretária do CRP-PR.

O pesquisador responsável, Psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), explica que a metodologia adotada é a cartografia, que permite flexibilidade à investigação: “Nós não temos um roteiro definido previamente. Assim, vamos identificando pistas que nos indicam o melhor caminho a seguir. Estas pistas podem surgir de conversas com profissionais ou usuários, por exemplo”.

O planejamento inicial de Altieres é visitar cerca de 40 municípios paranaenses até abril de 2019, mas a escolha dos territórios será, em parte, embasada em uma pesquisa com as(os) próprias(os) profissionais. Psicólogas(os) que atuam em um equipamento da RAPS podem responder ao questionário disponível abaixo e indicar elementos que auxiliarão na pesquisa. A identificação é opcional, sendo que apenas o município deve ser obrigatoriamente citado para que o pesquisador possa considerar as especificidades do território em questão.

CRP-PR encaminha ofício à Prefeitura sobre os CAPS de Curitiba

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) enviou na última quarta-feira, 03 de outubro, ofício à Prefeitura de Curitiba solicitando informações sobre a execução das modificações que estão sendo propostas pelo município na Rede de Atenção Psicossocial, especialmente modificando o atendimento prestado pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na cidade.

O envio do documento atende a um compromisso firmado em janeiro deste ano pelo CRP-PR junto à Prefeitura Municipal de Curitiba diante do Ministério Público, que determinou que a autarquia acompanhe as alterações, integrando grupo de trabalho em parceria com conselhos regionais de outras profissões, “destinado a estruturar, promover e qualificar o processo de trabalho, os núcleos profissionais e as ações e serviços vinculados à atenção em saúde mental de forma específica junto aos CAPS”.

Na reunião com o Ministério Público também ficou acordado a participação do CRP-PR, junto a outras instituições, em um grupo de trabalho para atuar de forma próxima à Comissão de Saúde Mental do Conselho Municipal de Saúde a fim de “acompanhar, fiscalizar e verificar a execução do projeto de redimensionamento do CAPS, a partir do projeto deliberado pelo referido Conselho”.

O início das mudanças foi anunciado na última reunião da Comissão de Saúde Mental do CMS. Diante da ausência de qualquer notificação oficial ao CRP-PR e da falta do detalhamento sobre as modificações que expliquem como se dará a garantia de prestação de serviços à população curitibana com qualidade e preservação da autonomia profissional das(os) Psicólogas(os), o CRP-PR optou por encaminhar os questionamentos à Prefeitura.

 

Entenda o caso

No final do ano passado, a Prefeitura anunciou que realizaria modificações no sistema de atendimento em saúde mental para a população. Atualmente, os CAPS que são responsáveis pelo cuidado da população adulta estão divididos entre as modalidades “CAPS ad”, indicados para atendimento a pessoas com intenso sofrimento psíquico decorrente do uso e abuso de álcool e outras drogas, e “CAPS TM”, para pessoas com sofrimento decorrente de transtornos mentais.

Segundo o novo modelo, todos os CAPS em Curitiba reunirão em si todas as demandas em saúde mental dos diferentes públicos. As principais preocupações do CRP-PR são com a qualidade dos serviços prestados à população nestas condições, levando em consideração a especificidade de cada clínica e terapêutica em um mesmo ambiente, com a mesma equipe, em um mesmo equipamento. Além da própria atuação técnica, há também dúvidas quando à adesão aos serviços pelos usuários, uma vez que as questões se expressam de formas diferentes.

CRP-PR participa de audiência pública na Câmara Municipal em defesa da Luta Antimanicomial

Charge desenvolvida a partir da composição da mesa na audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba | Crédito: mandato do vereador Goura

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) participou, em 25 de maio, de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Curitiba. A iniciativa foi do vereador Goura e contou com a presença de outros parlamentares, representantes de diversas instituições, trabalhadores da área de saúde e usuários dos serviços de Saúde Mental.

O CRP-PR foi representado no evento pelo assessor de políticas públicas, César Fernandes (CRP-08/16715), e pela colaboradora da Comissão de Direitos Humanos, Vanessa Tauscheck (CRP-08/17572). Em sua fala, César destacou a campanha elaborada pela instituição “Saúde não se vende, louco não se prende, quem tá doente é o sistema social” em referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado em 18 de maio. Ele também destacou a importância da resistência e da luta por direitos humanos em um contexto de desmonte e de privatização das políticas públicas de saúde pública, saúde mental e da política sobre drogas.

 

O Psicólogo ressaltou ainda a importância da Luta Antimanicomial e do cuidado comunitário e em liberdade das pessoas com sofrimento mental. “Estamos bastante preocupados, sobretudo com a forma como esse governo federal vêm fazendo a gestão das políticas de saúde mental e também da política de drogas. Nós estamos vivendo sob um ajuste fiscal que é absolutamente incompatível com a produção de políticas públicas. (…) A política nacional de saúde mental dá passos atrás, volta, retroage nos avanços que a gente tinha conquistado, no sentido em que fortalece o investimento em entidades que não são das entidades de rede de atenção psicossocial e fortalece o reinvestimento em leitos nos hospitais psiquiátricos em detrimento do investimento nos equipamentos públicos da rede de atenção psicossocial, que são os CAPS”, afirmou.

“A política de drogas nacional também retroage bastante nos direitos que haviam sido conquistados. A destruição da política de redução de danos que é uma política que avança como uma tecnologia crítica de cuidado expressa uma volta ao entendimento da política de drogas como uma política guiada pela abstinência como único plano terapêutico e isso é um retrocesso. E também fortalece uma noção de que para finalizar o problema com as drogas nós precisamos acabar com as pessoas que usam drogas. (…) É uma política de bastante retrocesso porque expressa na guerra às drogas na verdade uma guerra aos pobres, uma guerra às pessoas que usam drogas, mas não são todas as pessoas, porque existe um corte, uma opção de quem vai ser perseguido por essa guerra e quem não vai ser”, alerta o assessor de políticas públicas.

Vanessa Tauscheck, que também falou pela Frente Paranaense em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Democracia, que o CRP-PR compõe, esclareceu que a frente é solidária à Luta Antimanicomial e que ela espera não escutar mais relatos em que a pessoa passa por privações quando precisa de tratamento no campo da saúde mental.

Também presente no evento, Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), Psicólogo e membro do Colegiado Gestor da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme-PR), chamou a atenção para a necessidade de pautar o atendimento em sofrimento mental por coeficientes de alteridade, que estão relacionados com as possibilidades de tolerar as diferenças. “Só os fascistas e algumas igrejas querem que todos pensem da mesma forma e comam a mesma comida”, afirmou.

Semana da Luta Antimanicomial realizou atividades em diversas cidades

Na semana do dia 18 de maio, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) e parceiros promoveram uma série de eventos, a fim de reforçar a necessidade de formas de atenção dignas e diversificadas para as pessoas com sofrimento psíquico.

Companhia de palhaços de rua realiza atividades com crianças usuárias do CAPSi de Londrina
A aula pública "Luta Antimanicomial: O direito de ser quem sou; a beleza de ser único e irrepetível" aconceteu na IFPR (Instituto Federal do Paraná). O evento teve a confecção de cartazes e de tsurus, e montagem de móbiles com as dobraduras que foram instalados no campus.

A data relembra o início do Movimento da Luta Antimanicomial, que reivindica um acolhimento humanizado das pessoas com sofrimento mental, diferente do tratamento usado pelos manicômios e hospitais psiquiátricos.

Nesta semana especial de atividades, as temáticas debatidas foram variadas, desde a saúde mental da população LGBTI até as políticas de cuidado com a População em Situação de Rua. As crianças não ficaram de fora e tiveram uma atividade com um grupo de palhaços no CAPS i de Londrina. 

Mesa-redonda: “18 de maio, que data é essa?” no Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, em Foz do Iguaçu

Os eventos aconteceram nas cidades de Curitiba, Foz de Iguaçu, Paranavaí, Ponta Grossa, Campo Mourão, Londrina, União da Vitória, São Mateus do Sul, Apucarana, Cianorte e Maringá. Entre as atividades, foram 11 rodas de conversa e quatro mesas-redondas, além de oficinas, exibição de filmes, palestras, aula de yoga e piquenique, totalizando 25 atividades diferentes.

Roda de conversa: “Dizem que sou loucx: práticas manicomiais e a autonomia das pessoas LGBTIs” que aconteceu na ONG Dom da Terra. O evento contou com a presença do Transgrupo Marcela Prado e da Associação Paranaense da Parada da Diversidade

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CRP-PR e parceiros promovem semana de eventos pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Neste mês de maio, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) e parceiros promovem uma série de eventos para lembrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que acontece em 18 de maio. A data marca o início do Movimento da Luta Antimanicomial, que aconteceu durante o II Congresso Nacional de Trabalhadores da Saúde Mental em Bauru, em 1987.  

A manifestação, que deu origem à Carta de Bauru e ao lema “por uma sociedade sem manicômios”, reivindica os direitos das pessoas com sofrimento mental e propõe que elas sejam acolhidas de forma humanizada, diferentemente das intervenções aplicadas pelos manicômios e hospitais psiquiátricos, que isolam os pacientes e praticam, muitas, vezes, atos de violência, abuso e negligência.

A Luta Antimanicomial reforça a necessidade de formas de atenção dignas e diversificadas para a pessoa com sofrimento psíquico, de maneira a garantir o direito à liberdade e o direito a viver em sociedade, lutando contra o estigma da loucura.

Campanha 2018

A campanha do CRP-PR para o Dia da Luta Antimanicomial deste ano tem como slogan “Saúde não se vende, louco não se prende: quem tá doente é o sistema social”. A frase, usada originalmente em um samba-enredo no carnaval do Rio de Janeiro nos anos 1990, chama atenção para os objetivos do movimento, assim como para os retrocessos que vivemos atualmente em relação aos direitos à dignidade e ao respeito das pessoas com sofrimento mental garantidos pela lei nº 10.2016 de 2001, mais conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica.

Entre os problemas enfrentados atualmente estão a nova Política Nacional de Saúde Mental e a Resolução 01/2018 do Conselho Nacional de Política sobre Drogas, que, entre outras medidas, ampliam o financiamento dos hospitais psiquiátricos e de instituições privadas, como as comunidades terapêuticas, o que prejudica o financiamento das políticas públicas. Além disso, já se percebe o fechamento de equipamentos de saúde mental em alguns municípios, o que intensifica a relevância desse debate.

Programação

Confira as atividades confirmadas para a semana da Luta Antimanicomial.

Exibição do filme: “Nise, o coração da loucura” – discussão mediada pela Psicóloga Emília Senapeschi (CRP-08/26237)

Horário: 19h

Local: Anfiteatro da Sede do CRP-PR em Curitiba | Avenida São José, 699, Cristo Rei

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR

Roda de Conversa: “Saúde Mental e a Luta Antimanicomial” – com representantes da UNOPAR e a Psicóloga Nadya Pelizzari (CRP-08/6926), da Comissão de Psicologia e Saúde do CRP-PR Subsede Londrina

Horário: 19h

Local: Auditório da Unopar

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e UNOPAR

 

Visita da Representação Setorial Noroeste do CRP-PR ao CAPS I e conversa com equipe e usuárias(os) em Paranavaí

Horário: 10h

Organização: CRP-PR

II Seminário da Luta Antimanicomial: avanços e desafios

Horário: 14h às 20h

Local: CESCAGE | Rua Balduíno Taques, 810, Centro, Ponta Grossa-PR

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: Curso de Psicologia da CESCAGE, com apoio da Secretaria de Estado de Saúde – 3ª Regional, Prefeitura de Ponta Grossa, UEPG, ABRASME Núcleo Carrano, Frente Paranaense em Defesa da Reforma Psiquiátrica da Democracia e Representação Setorial Campos Gerais do CRP-PR. 

Live: “Saúde Mental, luta antimanicomial e população em situação de rua” – com Psicóloga Aline Cristina Araújo Vargas (CRP-08/19157), Psicóloga Adriane Wollmann (CRP-08/06579), Psicóloga Sandra Regina Fergutz Batista (CRP-08/02667) e Mauricio Pereira (Movimento Nacional da População de Rua).

Veículo: Facebook e Instagram

Horário: 14h

Organização: CRP-PR


Roda de conversa: “Saúde Mental e População em Situação de Rua – A Psicologia para além dos consultórios” – com Psicóloga Aline Cristina Araújo Vargas (CRP-08/19157), Psicóloga Sandra Regina Fergutz Batista (CRP-08/02667) e Mauricio Pereira (Movimento Nacional de População em Situação de Rua).

Horário: 19h

Local: PUCPR | Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho (Auditório Carlos Chagas, 2º andar, Bloco Verde, Escola Ciências da Vida) 

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e PUCPR

Roda de conversa sobre a Saúde Mental – com a Psicóloga Vivian Magalhães Rosa (CRP-08/04936), do CAPS II, e estudantes.

Horário: 18h

Local: Faculdade Unicampo (Campo Mourão-PR)

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: Faculdade Unicampo e Representação Setorial Centro Ocidental do CRP-PR

Roda de conversa: “Redução de danos e saúde mental: fortalecer resistências na nova Política de Drogas” – discussão mediada pela Psicóloga Sandra Regina Fergutz Batista (CRP-08/02667) e pela Psicóloga Vanessa Tauscheck (CRP-08/17572)

Horário: 19h

Local: Universidade Tuiuti do Paraná | Rua Sydnei Antonio Rangel Santos, 238, Santo Inacio (Bloco D, sala 104)

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e UTP


Roda de conversa: “Dizem que sou loucx: práticas manicomiais e a autonomia das pessoas LGBTIs” – discussão mediada pela discussão mediada pela Psicóloga Grazielle Tagliamento (CRP-08/17992), Psicóloga Ana Carolina Arima (CRP-08/24254), Psicólogo Victor Hugo Brandão Meireles (CRP-08/26155) e representantes das ONGs Dom da Terra, Transgrupo Marcela Prado e Associação Paranaense da Parada da Diversidade. 

Horário: 19h

Local: ONG Dom da Terra | Rua José Bonifácio, 15, conjunto 405, Praça Tiradentes

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR, ONG Dom da Terra, Transgrupo Marcela Prado e Associação Paranaense da Parada da Diversidade.


Roda de conversa: “Saúde não se vende, o louco não se prende: quem tá doente é o sistema social: debate sobre saúde mental” – com a Psicóloga Denise A.P. Teixeira (CRP-08/10667), Cláudia Moema Zaions (CRP-08/13108), Ivete Inês Muhl (CRP-08/12325) e Psicólogo Emerson Augusto Miguel Padilha Vaz (CRP-08/IS 425), além de Representantes do CAPS de União da Vitória e Instituto Federal do Paraná de União da Vitória.

Horário: 19h

Local: Avenida Paula Freitas, 2800, São Braz, União da Vitória-PR. 

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: Representação Setorial Sudeste do CRP-PR e Instituto Federal do Paraná

Roda de conversa: “Saúde não se vende, o louco não se prende: quem tá doente é o sistema social: debate sobre saúde mental” – com Psicóloga Nadya Pellizzari (CRP-08/06926), Enfermeira Cláudia Denise Garcia e Enfermeira Regina Célia Rezende Bueno Machado.

Horário: 19h30

Local: Subsede do CRP-PR em Londrina (Auditório do Edifício Torre Montello) | Avenida Ayrton Senna da Silva, 550, sala 1101, Torre Montello, Gleba Fazenda Palhano

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR

Reunião do Comitê Intersetorial de Saúde Mental, com apresentação da campanha “Saúde não se vende, louco não se prende: quem tá doente é o sistema social”

Horário: 08h30

Local: Auditório da UTFPR (Campus Campo Mourão) 

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e UTFPR

Piquenique na praça com equipe e usuárias(os) do CAPS I e Representação Setorial do CRP-PR em Paranavaí

Horário: 10h

Local: Praça dos Pioneiros 

Não é necessário realizar inscrição. 

Organização: CRP-PR

Apresentação de vídeos: “História de Loucura”; Apresentação artística de estudantes de Psicologia da Unibrasil; Mesa-redonda: “Dos manicômios ao cuidado em liberdade: reflexões sobre a luta antimanicomial” – com Psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), Psicóloga Semiramis Amorim Vedovatto (CRP-08/06207), Psicóloga Adriane Wolmann (CRP-08/06579) e Psicóloga Dulce Mara Gaio (CRP-08/00892)

Horário: 19h

Local: Auditório Cordeiro Cleve da Unibrasil | Rua Konrad Adenauer, 442, Tarumã

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e UniBrasil

Mesa-redonda: “18 de maio, que data é essa?” – com o Psicólogo Giuliano Inzis (CRP-08/20675) e a Assistente Social Edinalva Severo 

Horário: 19h

Local: Anfiteatro da Cesufoz (Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu) | Av. Paraná, 3695, Jardim Central, Foz do Iguaçu-PR

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e Cesufoz

Roda de conversa: “Saúde não se vende, o louco não se prende: quem tá doente é o sistema social: debate sobre saúde mental” – com Representação Setorial Noroeste do CRP-PR e curso de Psicologia da FATECIE

Horário: 19h30

Local: a confirmar

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: Representação Setorial Noroeste do CRP-PR e FATECIE

Aula Pública “Luta Antimanicomial: o direito de ser quem sou, a beleza de ser único e irrepetível” e Oficina de confecção de cartazes sobre a Luta Antimanicomial e de “tsurus”, símbolo da Frente Paranaense em Defesa da Reforma Psiquiátrica e da Democracia – com Psicóloga Renata Dutra (CRP-08/11311) 

Horário: 10h15

Local: Auditório do Campus Curitiba do Instituto Federal do Paraná (IFPR) | Rua João Negrão, 1285, Rebouças, Curitiba-PR

Inscrição gratuita pelo e-mail loucospelavida.curitiba@ifpr.edu.br 

Organização: Projeto de ensino e extensão Loucos pela Vida (IFPR) e CRP-PR

Mesa-redonda: “Saúde não se vende, louco não se prende: quem tá doente é o sistema social” – com Psicóloga Semiramis Amorim Vedovatto (CRP-08/06207), Psicóloga Manuele Monttanari Araldi (CRP-07/23514) e Psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211)

Horário: 19h

Local: Sede do CRP-PR em Curitiba | Avenida São José, 699, Cristo Rei

Inscrição pelo site (clique aqui)

Organização: CRP-PR

Palestra: “Saúde não se vende, louco não se prende: quem tá doente é o sistema social” – com Psicóloga Fabiola Ferreira de Souza (CRP-08/21821), Enfermeira Luize Auer e Assistente Social Fernanda Sardanha. Participação da Psicóloga Marly Terezinha Perrelli (CRP-08/04561), representante setorial Sudeste do CRP-PR.

Horário: 13h30

Local: CAPS | Rua Agenor Nascimento, 445, Centro, São Mateus do Sul-PR

Não é necessário realizar inscrição. 

Roda de Conversa: “Saúde não se vende, louco não se prende: quem tá doente é o sistema social” – com profissionais e docentes dos cursos de Psicologia e Enfermagem da FAP (Faculdade de Apucarana)

Horário: 19h

Local: Auditório da FAP de Apucarana

*As vagas estão esgotadas e o evento é voltado para estudantes.

Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: Representação Setorial Centro-Norte do CRP-PR e FAP

Roda de Conversa: “Saúde Mental e Luta Antimanicomial” – com o Psicólogo Thiago de Souza Pinto Moreno (CRP-08/26049) e estudantes de Psicologia

Horário: 19h

Local: Faculdade Herrero | Rua Álvaro Andrade, 345, Portão, Curitiba-PR

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e Faculdade Herrero

Mesa-redonda: “18 de maio, que data é essa?” – com o Psicólogo Giuliano Inzis (CRP-08/20675) e a Assistente Social Edinalva Severo 

Horário: 19h

Local: Anfiteatro da UDC (Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, Unidade Vila A), Foz do Iguaçu-PR

Não é necessário realizar inscrição. Haverá declaração de presença, com carga horária, para os que solicitarem.

Organização: CRP-PR e UDC

Roda de Conversa com música na praça com profissionais e Representãção Setorial Oeste do CRP-PR

Horário: 19h30

Local: Praça XXVI de Julho (Cianorte)

Não é necessário realizar inscrição. 

Organização: Representação Setorial Oeste do CRP-PR

Conferência “Saúde Mental e o sofrimento psíquico em diferentes perspectivas” – com o Psicólogo Eduardo Chierrito de Arruda (CRP-08/22624), o historiador Thiago Cavalcante dos Santos, a Psicóloga Émily Laiane Aguilar Albuquerque (CRP-08/24208) e Nilson Lucas Dias Gabriel (graduado em Psicologia).

Horário: 8h

Local: Subsede Maringá do CRP-PR | Avenida Duque de Caxias, 882 ou 856, torre II, sala 905, Zona 01, Maringá-PR

Não é necessário realizar inscrição. 

Organização: Representação Setorial Oeste do CRP-PR

Aulão de yoga na praça

Horário: 9h

Local: Praça Raposo Tavares (Cianorte)

Não é necessário realizar inscrição. 

Organização: Representação Setorial Oeste (CRP-PR) e Prefeitura de Cianorte

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