COVID-19

Como ajudar crianças com autismo durante o distanciamento social?

A rotina mudou repentinamente. Em poucos dias a população brasileira viu os casos confirmados de COVID-19 aumentarem e as autoridades recomendarem o distanciamento social como única forma de frear a transmissão do novo coronavírus. A alteração brusca nos hábitos diários – ir à escola, fazer atividades com amigos, etc. – já é um desafio para a maioria das crianças, mas a angústia pode ser ainda maior para aquelas que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

A Psicóloga Natalia Cesar de Brito (CRP-08/17325), que trabalha com crianças autistas, explica que a previsibilidade é um fator muito importante para elas. “Nós preparamos as crianças para mudanças na rotina, mas nesse caso tudo aconteceu muito rápido, nós não tivemos tempo. Algumas tinham em um dia contato com amigos e no outro dia não tinham nenhum”, conta.

Como cuidar da criança em casa?

Entender que um vírus invisível aos nossos olhos faz com que seja necessário ficar em casa para evitar o contágio é mais difícil para as crianças com TEA. Isso pode levar a criança a ter crises e apresentar sintomas como ansiedade e mesmo agressividade. Como as(os) profissionais que a acompanham não poderão estar presentes neste momento de distanciamento social, é importante que pais, mães ou responsáveis saibam como agir.

 

A Psicóloga explica que em primeiro lugar é preciso esperar a criança se acalmar, nem que isso demore a acontecer, oferecendo água ou outra coisa de que a criança precise. Depois, o uso de recursos visuais como vídeos voltados para a idade é um aliado para que a criança entenda a situação. “É recomendado fazer um reforço diário dessas informações, para a criança assimilar a informação”, explica.

 

Já no dia a dia, é importante que as(os) cuidadoras(es) tentem manter a rotina de horários para acordar e fazer atividades educativas, bem como envolver a criança em atividades domésticas próprias para a idade, como arrumar a mesa ou cuidar de animais de estimação. Além disso, a especialista dá uma dica: “Apesar de sermos contra o uso excessivo de eletrônicos, os jogos educativos podem ser grandes aliados para criar um momento produtivo de aprendizado”.

Atendimento psicológico

Com a indicação de suspensão dos atendimentos presenciais não emergenciais, as(os) Psicólogas(os) que atuam com crianças autistas precisam avaliar cada caso para decidir se cabe ou não um atendimento online. Natália comenta que alguns dos pacientes têm um grau maior de comprometimento, então a primeira opção da equipe foi gravar vídeos com orientações para os pais; em seguida, para crianças e adolescentes que aceitem permanecer um tempo maior frente ao notebook/tablet/celular, o atendimento online poderá ser uma opção.

Conscientização para o autismo

Neste ano de 2020 todas as atenções estão focadas na pandemia do Covid-19 e suas consequências, mas não podemos nos esquecer de sempre falar sobre o Transtorno de Espectro Autista. Informar sobre condição que afeta uma a cada 160 crianças no mundo – número que, se acordo com a Organização Mundial da Saúde, pode estar subnotificado – é o objetivo do Dia Mundial de Conscientização para o Autismo, em 02 de abril.

 

Presente na mídia em filmes e séries de televisão como Atypical, da Netflix, o espectro ainda é cercado de muitas dúvidas e estigmas. A Psicóloga Natalia Cesar de Brito destaca que, ainda que não tenha cura, o autismo pode ser manejado com acompanhamento multiprofissional. “A intervenção precisa ser realizada com carinho e cuidado, lidando com as expectativas dos pais e nunca fazendo comparações com outras crianças. Um paciente não está melhor que outro, ele está melhor que ele mesmo um tempo atrás”, explica.

 

Natália defende que as crianças têm condições de aprender, ainda que utilizando estímulos repetitivos, da mesma forma que se faz com crianças neurotípicas, sempre ressaltando que a intervenção precoce faz toda a diferença para o aprendizado de todas as crianças.

Atualização profissional

Para as(os) Psicólogas(os) que trabalham ou desejam atuar com o Transtorno do Espectro Autista, Natalia Cesar de Brito (CRP-08/17325) preparou uma lista de materiais, entre livros, filmes e séries, sobre a temática:

 

Livros

Espectro Autista: O que é? O que fazer?, de Maria Helena Keinert e Sérgio Antoniuk, Editora Íthala

O cérebro autista, de Temple Grandin e Richard Panek, editora Record

Mundo Singular – Entenda o Autismo, de Ana Beatriz Barbosa Silva, editora Fontanar

 

Filmes

Temple Grandin, Drama, EUA, 2010

Mary & Max – Uma amizade diferente, Animação, Austrália, 2010

 

Série

Atypical, EUA, 2017 (Netflix)

O Covid-19 e as favelas

As mais simples medidas de prevenção contra o coronavírus – higiene das mãos e isolamento social – encontram barreiras importantes nas favelas brasileiras. Segundo dados de pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela e pela Locomotiva (2019), ficar uma semana em casa sem renda implicaria 72% dos moradores de favelas não conseguirem manter o já comprometido padrão de vida que possuem. A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua de 2018 aponta que 50% da população brasileira, aproximadamente 104 milhões de pessoas, vivem com R$ 413 per capita.

 

Além da questão da renda, as condições de habitação (casas podendo ter apenas um cômodo, por exemplo), de saneamento, acesso à água, coleta de lixo e de transporte compõem o cenário preocupante que pode se agravar durante a pandemia do Covid-19. No Brasil, são 35 milhões de pessoas vivendo sem acesso à água tratada e 100 milhões sem esgoto (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 2018). Anualmente, são 300 mil internações por doenças causadas por falta de saneamento, como a hepatite A e a leptospirose (BBC, 2020).

 

Para atender à população mais vulnerável, o governo chegou a propor, inicialmente, um cupom que teria valor equivalente ao Bolsa Família (R$ 89 a R$ 205 por mês). O impacto dessa ajuda seria de algo em torno de R$ 15 bilhões, 11 vezes menor que o socorro prestado aos bancos, na forma da compra de títulos soberanos, no valor de US$ 31 bilhões (equivalente a R$ 161 bilhões). Por conta da mobilização da sociedade e de parlamentares, o recurso proposto passou a ser de R$ 600, já tendo sido aprovado na Câmara e no Senado, aguardando agora a sanção presidencial. Além disso, também tramitam projetos para suspensão de pagamentos de tarifas como luz, água e aluguel – que podem representar grande percentual dos gastos mensais da população mais pobre.

 

Entretanto, na contramão do papel garantidor de direitos que o Estado deveria assumir, não só durante a pandemia, o Governo Federal cortou 158 mil bolsas do Bolsa Família, 61% só no Nordeste, ação que afeta moradores de favelas, quilombolas e indígenas. Alguns dos pronunciamentos de empresários e do presidente sugerem que a perda de algumas vidas é aceitável para não parar a economia. Quando se fala nessas mortes aceitáveis, quem mais provavelmente serão as vítimas, dadas as condições objetivas de prevenção e de acesso à saúde e assistência? O descaso parece explicitar um ideal, segundo o qual, para não prejudicar a saúde financeira, algumas vidas são mais descartáveis que outras.

 

Para as periferias não é novidade a sensação de abandono por parte das administrações públicas e o desenvolvimento de estratégias para passar por momentos de dificuldade é prática comum. Nesse sentido, ações de solidariedade têm se reforçadas (vaquinhas e doações de alimentos e itens de higiene), redes de ajuda, e combate às fake news por parte de comunicadores populares, como o material sobre coronavírus produzido pela e para favelas, disponível em: https://wikifavelas.com.br/index.php?title=Material_sobre_coronavírus_produzido_pela_e_para_favelas. Outra medida importante foi a do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro (https://www.facebook.com/Observatoriodefavelas) que, pensando na saúde mental nas favelas, elaborou material com dicas para a atenção ao bem-estar psicológico. As sugestões envolvem a escolha de horários específicos para se informar sobre o vírus, o envolvimento com estratégias e redes de enfrentamento e a importância de pedir ajuda.

 

Por mais importantes que sejam essas ações, é necessário exigir papel enérgico e ativo do Estado na prevenção e enfrentamento à pandemia. Em primeiro lugar, é preciso não tratar as favelas como uma entidade só. Os planos de contingenciamento devem ser específicos para cada comunidade e devem envolver a mobilização de recursos públicos e privados para oferecer atendimento às populações nesses locais. É fundamental reforçar a importância da coisa pública em momentos como esse, fortalecendo a defesa do SUS e exigindo a revogação da EC 95, que congelou gastos, por exemplo, em saúde e educação por 20 anos.

 

Algumas medidas que teriam impacto direto na eficiência no combate ao Covid-19 nas favelas envolvem a internet livre com campanhas de comunicação voltadas para as redes sociais, a redução do preço do gás, além da proibição de cortes de gás, água e luz por inadimplência, bem como a garantia do fornecimento de água para todos e de alimentação para alunos da rede pública, que viram sua frequência de refeições reduzir por conta do fechamento das escolas.

 

A assistência a trabalhadores informais ou cujos empregadores não os dispensaram também impacta diretamente a prevenção nas favelas. Dados da pesquisa “Perfil sociodemográfico dos moradores de favelas com UPP na cidade do Rio de Janeiro”, de 2016, mostram que as 12 ocupações mais frequentes da população dessas favelas envolvem serviços diversos (garçom, ascensorista, gari, limpeza, porteiro, entregador, etc.), trabalho doméstico em terceiros, comerciantes, atendentes, motoristas entre outros. Para muitos desses profissionais, parar não é uma opção e o sofrimento advindo da autovigilância constante em tempos de pandemia, somada a condições precárias de trabalho, como insegurança e falta de descanso, torna-se potencial fonte de transtornos, como a depressão, ansiedade, etc., além de outros problemas de saúde, como cardiopatias e diabetes, cada vez mais frequentes na população brasileira e de grande perigo na interação com o Covid-19. As mulheres, que nas favelas chefiam 49% dos lares (Data Favela, 2019), compõem 70% dos profissionais que atuam na linha de frente de combate ao vírus (OMS, 2019) estando expostas a condições muito estressantes para a saúde, bem como à infecção. Nesse sentido, é imprescindível a adoção de medidas como a dispensa remunerada para trabalhadores de serviços não essenciais, a garantia da ampliação das equipes de saúde, do fornecimento de EPIs para os que estão na linha de frente, assim como a renda mínima básica, como a que depende da aprovação do presidente, para os que precisarem interromper as atividades profissionais nesse período.

Fontes

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/17/somos-excluidos-prevencao-ao-corona-esquece-favelas-sem-saneamento.htm?fbclid=IwAR35ykFR0uR4yGhmFHALlZDDhQSpr1LxrzZbamy9VcJ9C4SyGjhPb-PiGP4

 

https://www.bbc.com/portuguese/geral-52067247?at_custom2=facebook_page&at_campaign=64&at_custom3=BBC+Brasil&at_custom4=3D0C1AAA-7045-11EA-99EE-4E6296E8478F&at_medium=custom7&at_custom1=%5Bpost+type%5D&fbclid=IwAR1q4feIP6tM65zU9LUwII_36h-uI8P3t6Uro3FnE_IoNiBoPpyrR9djoUw

 

https://monitormercantil.com.br/bancos-recebem-11-vezes-mais-que-populacao-mais-pobre?fbclid=IwAR224jzP_EnmAFIgeXLNnusaXOZ8PUoNC1WiUUlKRatXcwKrWgNaS39APzI

 

https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2020/03/21/Como-a-pandemia-prova-a-importância-da-coisa-pública?utm_medium=Social&utm_campaign=Echobox&utm_source=Twitter&fbclid=IwAR0p-5xx-j0OKyMTGsGdF1wcToCzS-ZWD9KJyRp5UbUNhP-kZCQ-dQakHh0#Echobox=1584819271

 

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/03/20/governo-corta-158-mil-do-bolsa-familia-em-meio-ao-covid-19-61-sao-do-ne.htm?fbclid=IwAR2J6zkqenuW4RNmasLtgSub1-ZaXNX0EpSkF5k3qTXGuuz9cyaFzdJhl_E

 

https://www.ucamcesec.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Perfil-sociodemográfico-dos-moradores-de-favelas-com-UPP.pdf

 

https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/311314/WHO-HIS-HWF-Gender-WP1-2019.1-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y

 

https://brasil.elpais.com/sociedade/2019-12-31/favelas-brasileiras-sonham-com-casa-e-negocio-proprios-para-2020-mas-nao-esperam-mais-seguranca.html

 

https://noticias.uol.com.br/colunas/rubens-valente/2020/03/28/governo-bolsonaro-alcantara-quilombolas.htm?utm_source=facebook&utm_medium=social-media&utm_campaign=noticias&utm_content=geral&fbclid=IwAR2Nv5uiDZu1SNRA8nFbbeO26ifq2rZ37DGtZJr9OHawPLUbxv6jagAFDSU

 

Periferias e Pandemia: Plano de Emergência, já!

COVID-19: CRP-PR segue em atendimento remoto para contenção da pandemia

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) seguirá atendendo de forma remota por tempo indeterminado, enquanto perdurarem as recomendações das autoridades sanitárias para contenção da pandemia do COVID-19, conforme Portaria Administrativa CRP-PR nº 04 de 1º de abril de 2020.

 

A medida visa a contribuir com a saúde pública, favorecendo as ações de isolamento para evitar a contaminação em larga escala, reduzindo ao máximo a exposição de pessoas ao risco.

 

Neste período, todas as equipes do CRP-PR estão atuando em regime de teletrabalho prestando um grande volume de atendimentos à categoria. Várias medidas administrativas e financeiras já foram adotadas para minimizar os impactos às Psicólogas e aos Psicólogos, tais como: prorrogação dos prazos de pagamento de anuidades para profissionais que precisarem, aceite de documentos digitalizados pelo setor administrativo do CRP-PR; a suspensão dos prazos pelo CFP; a amplamente divulgada facilitação dos cadastros para atendimento remoto na plataforma E-Psi.

 

Mais informações e contatos na página especial do CRP-PR sobre o COVID, na qual também estão reunidas várias orientações à categoria: www.crppr.org.br/especialcovid19

Contato de email: crp08@crppr.org.br

 

Leia também:  Alterações nos prazos e procedimentos administrativos e financeiros do CRP-PR

Novas recomendações do Sistema Conselhos para a atuação de Psicólogas(os)

É do conhecimento de todas(os) que a pandemia do COVID-19, causada pelo novo coronavírus, vem afetando as rotinas de diversas(os) profissionais. As recomendações para que as pessoas permaneçam em suas casas para evitar a transmissão acentuada do vírus gerou também muitas dúvidas entre Psicólogas(os), já que a atuação tem especificidades em cada área e situação.

 

Trata-se de uma situação nova e complexa. Desde o agravamento da crise, todo o Sistema Conselhos de Psicologia e diversos parceiros vêm concentrando esforços para produzir, com grande agilidade, diversos conteúdos de orientação. Assim, várias ações têm sido realizadas para orientar e dar suporte à atuação de Psicólogas e Psicólogos frente às singularidades deste período (Confira o que já foi produzido em: www.crppr.org.br/especialcovid19).

Suspensão das atividades não emergenciais

Considerando a natureza autárquica e as prerrogativas legais dos Conselhos Regionais e Federal de Psicologia, o Conselho Federal de Psicologia orientou, por meio do Ofício-Circular nº 40 de 23 de março de 2020, a suspensão das atividades profissionais presenciais em situações não emergenciais. A medida obedece às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), em alerta à proporção que a pandemia já tomou no Brasil e como forma de responsabilidade coletiva pela saúde pública. No mesmo ofício, solicita a gestoras(es) e empregadoras(es) que disponibilizem todas as condições de prevenção e proteção para as situações em que o atendimento presencial for inevitável, tanto no que se refere aos equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados pelas autoridades sanitárias, à disponibilização de estrutura de tecnologia para atuação remota e às estratégias de trabalho para melhor gestão das equipes.

 

O CFP recomenda ainda, no limite de suas atribuições legais, a manutenção de contratos e salários de Psicólogas(os), levando em conta a importância da categoria – especialmente nesse momento e também depois que a curva de transmissão passar a cair, mas que os efeitos da crise ainda se fizerem presentes – e a concentração dos serviços psicológicos na promoção de saúde mental frente à calamidade pública.

Ofícios a órgãos governamentais

Vale ressaltar que, antes mesmo deste ofício, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) já havia estabelecido contato com diversas Prefeituras, Secretarias Estaduais e Municipais, Colegiadas e Conselhos de Políticas Públicas, Associações e outras instituições. Após a disponibilização do documento do CFP, as solicitações foram reiteradas e todas as Prefeituras do Estado foram oficiadas, além de outros órgãos públicos. O CRP-PR recebeu ainda solicitações da categoria de encaminhamentos a instituições de natureza privada e tem se empenhado em realizá-las com a maior brevidade possível.

 

Aproveitamos para informar que os Conselhos Regionais e Federal de Psicologia seguem em contato com a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde e demais agências reguladoras para reivindicar o reconhecimento do atendimento online na cobertura dos planos e convênios de saúde. Leia o ofício aqui.

Definição das situações emergenciais

Cabe destacar que há um esforço em várias instâncias do Sistema Conselhos de Psicologia para avançar nas definições das situações emergenciais que, portanto, necessitam do atendimento presencial. Várias(os) Psicólogas(os) têm solicitado orientações e determinações específicas para seus locais de atuação. Em virtude da complexidade da natureza do trabalho de Psicólogas(os) e à rapidez com que as mudanças aconteceram, é desafiador estabelecer quais serviços podem ou não ser suspensos, ou mesmo feitos de forma remota.

 

O Sistema Conselhos vem constituindo grupos de trabalho com profissionais e pesquisadoras(es) de cada área para responder da maneira mais célere possível o grande número e especificidades das demandas, com a devida qualidade e responsabilidade, levando em consideração as dúvidas enviadas pelas(os) profissionais de diversos equipamentos públicos e privados.

 

Um primeiro produto destas discussões conjuntas foi a Nota Técnica nº 01/2020, em que o CRP-PR compreende que se tratam de quadros agudos ou graves aquelas cuja interrupção significa um risco à integridade da pessoa, ou contextos de violência e violações de direitos, sempre de acordo com a avaliação da(o) profissional.  A mesma nota orienta para a identificação de redes de apoio e para se considerar a viabilidade de realizar encaminhamentos, destacando a importância da autonomia e responsabilidade profissional na análise e definição de estratégias de atendimento a cada caso.

 

Salientamos a importância de que as(os) profissionais possam conhecer e interpretar as recomendações e produções já divulgadas de acordo com cada realidade. Por isso, pedimos a colaboração da categoria no compartilhamento das informações. O CRP-PR segue trabalhando intensamente para acolher e orientar as demandas da categoria pelos seguintes canais: www.crppr.org.br/especialcovid19

Atenção: alterações nos prazos e procedimentos administrativos e financeiros do CRP-PR

O Sistema Conselhos de Psicologia vem adotando uma série de medidas para minimizar os impactos para a categoria em decorrência dos efeitos da pandemia do COVID-19. Entre as principais ações está a prorrogação dos prazos de pagamento de anuidades para profissionais que precisarem. Compreendemos que o momento é de dificuldades financeiras para muitas(os) profissionais. Assim, buscamos uma estratégia que permita atender às solicitações, ao mesmo tempo mantendo os compromissos e a estrutura do Conselho para não afetar os serviços prestados à sociedade.

 

Além disso, também comunicamos medidas como: aceite de documentos digitalizados pelo setor administrativo do CRP-PR; a suspensão dos prazos pelo CFP; a amplamente divulgada facilitação dos cadastros para atendimento remoto na plataforma E-Psi. Confira:

Anuidades

Considerando o cenário que várias(os) profissionais vêm enfrentando e as responsabilidades legais e financeiras da autarquia, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), conforme Resolução nº 002 de 25 de março de 2020, oferece a possibilidade de prorrogação do pagamento de anuidades referentes ao ano de 2020 para quem ainda não as quitou. Seguem as informações:

 

– Pessoas Físicas e Jurídicas que optarem pelo pagamento em cota única, a vencer em 31/03/2020, poderão fazê-lo sem juros até 31/05/2020 mediante envio de solicitação via formulário no site (clique aqui). 

 

– Pessoas Físicas e Jurídicas que optarem pelo pagamento parcelado poderão pagar as parcelas 3, 4 e 5, a vencer em 31/03, 30/04 e 31/05/2020, respectivamente, até a data de 31/08/2020 sem juros, também mediante envio de solicitação via formulário no site. As três parcelas poderão ser pagas em qualquer data até 31/08/2020.

 

– Psicólogas(os) que já dispõem dos boletos de cota única e parcelamentos emitidos e a vencer: não será necessária a emissão de novo(s) boleto(s) para alteração do vencimento. O procedimento de envio de solicitação via formulário se faz necessário para o planejamento financeiro e administrativo do CRP-PR.

Envio de documentos por e-mail

A partir do dia 25 de março de 2020, o departamento administrativo do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) passará a receber todas as solicitações por e-mail, medida válida enquanto a autarquia estiver em regime de trabalho remoto

 

Para realizar solicitações referentes a Pessoas Físicas e Jurídicas, a(o) Psicóloga(o) deve acessar o site do CRP-PR (links www.crppr.org.br/pessoa-fisica ou www.crppr.org.br/pessoa-juridica) e seguir os procedimentos para cada tipo de solicitação, inclusive com o preenchimento de formulários. As relações de documentos necessários também estão disponíveis nos links.

 

Documentos escaneados:
Para garantir a qualidade dos documentos, pedimos para seguir algumas dicas:

– Não enviar fotos de documentos;

– Digitalizar o documento que deseja no formato PDF, pois isso oferece maior compatibilidade com a maioria dos dispositivos móveis e computadores.

 

Observação: o CRP-PR, ao receber formulários e documentos, pode solicitar reenvio caso não estejam legíveis ou outras inconformidades.

 

Para novas inscrições:
O CRP-PR, após análise e validação de formulários e documentos recebidos, emitirá o boleto bancário para pagamento da taxa de inscrição e, após confirmação do pagamento, terá o prazo de 10 (dez) dias úteis para emitir a certidão de aptidão para exercício profissional, inclusive com a informação do número do registro profissional ou de Pessoa Jurídica.

 

Carteira de Identidade Profissional:
A emissão da Carteira de Identidade Profissional (CIP) se dará a partir do momento em que o CRP-PR retomar seu atendimento presencial. Todas as pessoas que fizeram remotamente o pedido de inscrição serão comunicadas.

 

Cancelamento de registro:
Caso a(o) Psicóloga(o) não esteja exercendo a atividade profissional e deseje requerer o cancelamento do registro, deve enviar o formulário de pedido de cancelamento e o termo de compromisso, juntamente com a cópia escaneada da Carteira de Identidade Profissional ou BO (em caso de perda ou roubo do documento original). Após o retorno das atividades presenciais do CRP-PR, o CRP-PR irá requerer a entrega física da CIP ou BO, uma vez que esse procedimento é necessário no caso de cancelamento de registro.

 

Certificado de Pessoa Jurídica:
O certificado de inscrição de Pessoa Jurídica será encaminhado por e-mail. O documento original será enviado quando o CRP-PR retomar seu atendimento presencial.

 

Após seguir todos os procedimentos descritos acima, pedimos que encaminhem o e-mail com os documentos digitalizados para crp08@crppr.org.br e aguardem o contato da equipe do CRP-PR.

Suspensão de prazos

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) suspendeu os prazos processuais e prescricionais dos Processos Administrativos e Disciplinares no período compreendido entre os dias 18 de março e 17 de abril de 2020. A medida, publicada na Instrução Normativa n.º 01 de 17 de março de 2020, vale para processos de âmbito regional e federal e seus prazos poderão sofrer alterações de acordo com medidas das autoridades sanitárias.

Atendimento Online

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) autorizou o atendimento psicológico online, por meio de tecnologias de comunicação a distância, sem a necessidade de aguardar a aprovação do cadastro no E-Psi. A medida é válida, em princípio, para os meses de março e abril. Confira os procedimentos de cadastro e demais orientações em: www.crppr.org.br/covid19-e-psi

Saiba mais sobre estes e outros tópicos referentes ao COVID-19 na página especial do CRP-PR: www.crppr.org.br/especialcovid19

COVID-19: orientações sobre atendimentos psicológicos em diferentes contextos

Estamos vivendo um momento ímpar em sociedade devido à pandemia do COVID-19 – o novo coronavírus. Diante desse cenário, percebemos a responsabilidade compartilhada em evitar a proliferação do vírus e minimizar o contágio para que o Sistema Único de Saúde (SUS) suporte os atendimentos necessários. Mais do que uma precaução individual, as medidas de isolamento e restrição de contato são de suma importância no âmbito da saúde pública.

 

Este cenário provoca uma série de implicações emocionais e sociais. Os riscos envolvidos, a necessidade de mobilização para o enfrentamento da pandemia, a emergência de medidas de prevenção e a perspectiva de dias difíceis pela frente fazem do momento um período delicado, que exige responsabilidade, cautela e colaboração. A situação atinge de forma ainda mais incisiva os grupos vulnerabilizados, que demandam maior atenção e medidas concretas de proteção.

 

Neste contexto, o Sistema Conselhos de Psicologia tem dedicado intensa atenção à situação de crise que vivemos, procurando atender às inúmeras demandas da categoria e reunir as melhores referências para orientação a uma profissão tão multifacetada, presente em contextos tão diversos.

 

Atendimentos eletivos

O que se orienta até o momento – tendo em vista que é característica da situação a constante mudança de cenários – é que as Psicólogas e Psicólogos priorizem ao máximo os atendimentos na modalidade online, resguardando as condições de sigilo, privacidade e segurança das informações. Desta forma, busca-se suspender os atendimentos presenciais em casos eletivos, uma vez que a mobilidade de profissionais e pacientes/clientes pode ser um vetor de propagação do vírus. Para atender na modalidade online basta fazer o cadastro na plataforma E-Psi. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) autorizou, em caráter temporário, nos meses de março e abril, que profissionais cadastradas(os) atendam online mesmo que os cadastros ainda não tenham sido analisados e aprovados pelos Conselhos Regionais.

 

Urgência e emergência

Casos em que a modalidade online não for indicada, seja pelos limites da Resolução CFP nº 11/2018 ou pela avaliação técnica da(o) profissional, recomenda-se o adiamento dos atendimentos sempre que for possível.

 

Nessas situações, recomenda-se manter canais de comunicação, como telefone ou endereço de e-mail, a fim de oferecer uma referência para que pacientes e clientes entrem em contato em caso de dúvidas.

 

Na impossibilidade do atendimento presencial ou adiamento, a Nota Técnica CRP-PR nº 001/2020 indica que “a(o) Psicóloga(o) deve compartilhar esta responsabilidade e encaminhar, assim que possível, para profissional ou equipes presenciais, comunicando o contato de referência da pessoa atendida. Recomenda-se que, no caso de necessidade de atendimento online a situações de urgência e emergência, a(o) Psicóloga(o) busque articular junto com a(o) usuária(o) do serviço uma rede de apoio que poderá ser contactada pela(o) Psicóloga(o) quando necessário”. 

 

Atendimentos presenciais

Entende-se que existem situações em que não seja possível o atendimento online ou a interrupção dos atendimentos presenciais – tais como casos emergenciais, quadros agudos ou graves cuja interrupção significa um risco à integridade da pessoa, ou contextos de violência e violações de direitos, sempre de acordo com a avaliação da(o) profissional.

 

Nestes casos, quando não for possível o atendimento na modalidade online, orienta-se que se cumpram as recomendações das autoridades sanitárias sobre os cuidados: realizar higiene frequente e garantir condições de ventilação, evitar o contato físico e manter uma distância segura de 1 metro, suspender atendimentos coletivos para evitar o contato entre pacientes/clientes,  dar recomendações específicas para grupos de risco, solicitar às(aos) gestoras(es) e empregadores(as) (do setor público ou iniciativa privada) que providenciem as adequações necessárias para cumprimento destas medidas. 

 

É importante que a(o) profissional considere também suas condições pessoais. Caso se encontre entre os grupos de risco, considere a possibilidade de encaminhar os atendimentos presenciais para outras(os) profissionais.

 

Ainda, no que concerne aos atendimentos na área da Saúde, em que os esforços de atendimento podem ser extenuantes às(aos) profissionais neste período de crise, recomenda-se que se estabeleçam planos de suporte às equipes, com medidas como a rotatividade de quadros.

 

Também vale lembrar a modalidade de atendimento domiciliar, que pode se configurar como estratégia a ser utilizada dependendo da análise específica de cada caso e avaliação das(os) profissionais e demais sujeitos envolvidos. Importante enfatizar que a(o) profissional deve se pautar em sua autonomia e responsabilidade para optar por esta modalidade de atendimento e observar todas as orientações e medidas decretadas pelas autoridades governamentais e sanitárias. O CRP-PR também dispõe de orientações sobre atendimento domiciliar no Guia de Orientação.

 

Outras informações

Além disso, há de se observar as determinações regionais e municipais. O Sistema Conselhos de Psicologia, por sua natureza autárquica e limitações legais, não tem prerrogativa de determinar o funcionamento de instituições públicas e privadas. Desta forma, o que se está buscando é a sensibilização de gestores(as) de políticas públicas, empregadoras(es) e planos de saúde para que desenvolvam estratégias condizentes com o momento de crise que enfrentamos, zelando pela integridade das(os) profissionais e das pessoas que necessitam de atendimento.

 

Por fim, considerando o acúmulo científico e o compromisso social da Psicologia, é de grande relevância a contribuição de Psicólogas e Psicólogos na produção de conteúdo, orientações que auxiliem a população em geral a passar por esse momento difícil e de sofrimento. Nesse sentido, todas(os) as(os) profissionais Psicólogas(os) podem se sentir à vontade para enviar suas contribuições para crp08@crppr.org.br. Sempre que oportuno divulgaremos tais colaborações  em nossas redes sociais: Facebook (/crppr), Instagram (@crp_pr) e Twitter (@crp_pr).

 

Leia também: COVID-19: CRP-PR suspende atendimento presencial nas Sedes e eventos

Orientações para a população quanto ao cuidado em saúde mental durante a quarentena

O surgimento de uma pandemia de um novo tipo de coronavírus tem obrigado empresas, escolas, bares, restaurantes e órgãos públicos a interromperem seu atendimento ao público. As autoridades de saúde recomendam como principais medidas para evitar o contágio: lavar as mãos com frequência e permanecer em casa.

 

Estar em um espaço restrito pode ter consequências para a saúde mental das pessoas, ainda mais quando isto ocorre em um contexto cercado pelo medo da disseminação de um vírus que causou uma pandemia mundial e informações – verdadeiras e falsas – se misturam nas redes sociais e chegam até as pessoas em avalanche.

 

Sabemos também que a necessidade de isolamento social atingirá as pessoas de formas diferentes, sobretudo para as populações mais vulneráveis. Estamos refletindo sobre as especificidades da nossa região e preparando uma série de reportagens com orientações específicas para cada população, de acordo com a realidade local. Desta forma, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) preparou algumas orientações sobre saúde mental, utilizando como base material divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • O vírus, por si só, já tem trazido medo e sofrimento. Não é correto atribuí-lo a qualquer etnia ou nacionalidade. Nossa experiência com outras epidemias mostra que a estigmatização e preconceito não contribuem com medidas de prevenção. Seja empático com aquelas(es) que foram afetadas(os), dentro e fora de qualquer país, a responsabilidade pelos cuidados de saúde é de todas(os) nós, sem exceção, considerando as condições e limites de cada um(a);
  • Tome cuidado com notícias falsas ou exageradas. Nem tudo o que nos chega pelas redes sociais, como o WhatsApp, por exemplo, é verdade. Evite noticiários sensacionalistas. Informações distorcidas podem desviar o foco de medidas práticas para proteger seu lar e seus familiares, além de causar angústia e espalhar pânico.
  • É muito importante buscar informações em fontes confiáveis, mas informação em excesso pode causar medo e ansiedade, levando à ausência de ação ao invés de uma posição proativa. Em geral, assistir ao noticiário apenas uma ou duas vezes ao dia será suficiente para lhe atualizar sobre as principais informações. O governo do Paraná elaborou a campanha “Troque a preocupação pela Prevenção” e dispõe de um site com várias informações atualizadas e que pode ser uma boa fonte de informação: www.coronavirus.pr.gov.br. O Ministério da Saúde também tem um portal com diversas orientações: www.coronavirus.saude.gov.br
  • Proteja-se e dê apoio às outras pessoas, compreendendo que cada uma tem necessidades específicas e que grupos como idosas(os), crianças, pessoas com deficiências ou problemas de saúde podem estar em um momento de maior fragilidade.  Ajudar as(os) outras(os) pode beneficiar tanto a pessoa que recebe apoio como quem ajuda.
  • Aproveite para reconhecer o trabalho de profissionais de saúde e outras(os) profissionais para apoiar as pessoas afetadas com o COVID-19 em sua comunidade. É um momento também para refletirmos sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e colaborarmos, por exemplo, deixando a realização de exames eletivos para mais tarde.
  • Não interrompa seu tratamento de saúde. Se você precisa de atenção médica ou tem uma condição crônica (diabetes ou hipertensão, por exemplo), busque informações junto à sua Unidade de Saúde de referência sobre como proceder, continue cuidando da sua saúde.
  • Se você está em casa e tem acesso à internet mantenha-se conectada(o) e nas redes sociais. Faça chamadas de vídeo, converse com amigos e familiares, aproveite para buscar informações, vídeos ou outros produtos audiovisuais de temas que te interessem.
  • Como estamos em maior número de pessoas em casa – idosas(os), crianças, adolescentes e, muitas vezes, precisamos continuar conectados ao trabalho, a melhor solução é o diálogo. Tente estabelecer espaços no lar nos quais cada um possa falar sobre suas necessidades e encontrar formas de respeitar o espaço necessário a cada pessoa. Conversar é a melhor forma de resolver conflitos.
  • Busque se manter produtiva(o), na medida do possível. Aproveite para assistir, ler e até mesmo estudar aqueles conteúdos que você sempre teve vontade, mas não tinha acesso e/ou tempo para fazer, de forma a ampliar seus conhecimentos em áreas de interesse. Várias plataformas com conteúdo online (cursos, livros, séries, filmes, etc) estão disponibilizando gratuitamente o acesso nesse período.
  • Se você está realizando trabalho remoto, lembre-se que o trabalho deverá acontecer dentro de uma carga horária determinada. Não se esqueça de fazer as pausas necessárias para seu bem-estar e tente não ultrapassar seus limites só porque está trabalhando em casa.
  • Se você não pode fazer home office ou não foi dispensado do trabalho, não se desespere. Tome todas as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Estabeleça redes de solidariedade e procure se informar, com colegas e entidades de defesa dos direitos trabalhistas, quais medidas estão sendo propostas e encaminhadas para garantir a segurança de trabalhadoras(es) presenciais. Pode ser um bom momento para enviar e-mails para parlamentares e órgãos que representam as(os) profissionais.
  • Busque estabelecer uma rotina de exercícios físicos leves, alongamentos, alimentação saudável, hábitos de higiene, trabalho/estudo e sono. A rotina pode contribuir para a saúde mental.
  • Preste atenção ao que está sentindo e acolha esses sentimentos, eles não são menores e você não está sozinha(o) nesta situação. Caso esses sentimentos estejam lhe deixando muito desconfortável, triste ou angustiada(o), busque ajuda.  
  • Se você tem profissional Psicóloga(o) e/ou Médica(o) Psiquiatra com quem faz acompanhamento, experimente entrar em contato com ela(e), pois existe a possibilidade de manter seus atendimentos online, que seguem o mesmo rigor e princípios éticos dos atendimentos presenciais. Fortaleça os cuidados com sua saúde mental. Há também serviços como o CVV, que está disponível pelo telefone 188 em todo o Brasil.
  • Saiba que o isolamento social é uma medida temporária e que irá passar. Há várias consequências difíceis desta crise como, por exemplo, dificuldades financeiras. Essa é a realidade de muitas(os) brasileiras(os) e precisaremos pensar juntas(os) novas formas de nos relacionar e de contar com o poder público. É momento de cuidar da saúde e de pensar coletivamente. Você não está sozinha(o).
  • Cultive a esperança e evite ter pensamentos pessimistas como padrão, mas permita-se falar sobre sentimentos e angústias. Lembre-se que, neste momento, vacinas e medicamentos já estão sendo testados e investigados em uma velocidade grande e temos vários países do mundo empenhados em combater o Covid-19.
  • Vamos enfrentar esta situação juntas(os)!
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