CAPS

Você é Psicóloga(o) atuante na RAPS? Participe da pesquisa!

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) está promovendo, desde outubro de 2018, uma pesquisa sobre o atual estágio de implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Estado do Paraná, os desafios para a implantação da Reforma Psiquiátrica e as experiências bem-sucedidas nos diferentes municípios. Segundo Carolina de Souza Walger (CRP-08/11381), conselheira-secretária do CRP-PR, “a ideia é saber como os serviços propostos pela legislação estão sendo ofertados para a população e entender qual tem sido o papel da(o) profissional da Psicologia neste espaço”.

 

O pesquisador responsável, Psicólogo Altieres Edemar Frei (CRP-08/20211), explica que a metodologia adotada é a cartografia, que permite flexibilidade à investigação: “Nós não temos um roteiro definido previamente. Assim, vamos identificando pistas que nos indicam o melhor caminho a seguir. Estas pistas podem surgir de conversas com profissionais ou usuários, por exemplo”. Os resultados parciais da pesquisa deverão ser apresentados ao longo do primeiro semestre do ano em programas de podcast e, ao final, será produzido um relatório.

 

Até agora, o Psicólogo já percorreu sete dos cerca de 40 municípios paranaenses que pretende visitar para imersões em campo até abril desde ano. Porém, a escolha dos territórios será, em parte, embasada em uma pesquisa com Psicólogas(os) que atuam em um equipamento da RAPS, a partir do questionário que está disponível abaixo.

 

As(os) profissionais poderão indicar elementos para que o pesquisador considere as especificidades de cada território. A identificação é opcional, sendo que apenas o município deve ser obrigatoriamente citado.

CRP-PR encaminha ofício à Prefeitura sobre os CAPS de Curitiba

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) enviou na última quarta-feira, 03 de outubro, ofício à Prefeitura de Curitiba solicitando informações sobre a execução das modificações que estão sendo propostas pelo município na Rede de Atenção Psicossocial, especialmente modificando o atendimento prestado pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na cidade.

O envio do documento atende a um compromisso firmado em janeiro deste ano pelo CRP-PR junto à Prefeitura Municipal de Curitiba diante do Ministério Público, que determinou que a autarquia acompanhe as alterações, integrando grupo de trabalho em parceria com conselhos regionais de outras profissões, “destinado a estruturar, promover e qualificar o processo de trabalho, os núcleos profissionais e as ações e serviços vinculados à atenção em saúde mental de forma específica junto aos CAPS”.

Na reunião com o Ministério Público também ficou acordado a participação do CRP-PR, junto a outras instituições, em um grupo de trabalho para atuar de forma próxima à Comissão de Saúde Mental do Conselho Municipal de Saúde a fim de “acompanhar, fiscalizar e verificar a execução do projeto de redimensionamento do CAPS, a partir do projeto deliberado pelo referido Conselho”.

O início das mudanças foi anunciado na última reunião da Comissão de Saúde Mental do CMS. Diante da ausência de qualquer notificação oficial ao CRP-PR e da falta do detalhamento sobre as modificações que expliquem como se dará a garantia de prestação de serviços à população curitibana com qualidade e preservação da autonomia profissional das(os) Psicólogas(os), o CRP-PR optou por encaminhar os questionamentos à Prefeitura.

 

Entenda o caso

No final do ano passado, a Prefeitura anunciou que realizaria modificações no sistema de atendimento em saúde mental para a população. Atualmente, os CAPS que são responsáveis pelo cuidado da população adulta estão divididos entre as modalidades “CAPS ad”, indicados para atendimento a pessoas com intenso sofrimento psíquico decorrente do uso e abuso de álcool e outras drogas, e “CAPS TM”, para pessoas com sofrimento decorrente de transtornos mentais.

Segundo o novo modelo, todos os CAPS em Curitiba reunirão em si todas as demandas em saúde mental dos diferentes públicos. As principais preocupações do CRP-PR são com a qualidade dos serviços prestados à população nestas condições, levando em consideração a especificidade de cada clínica e terapêutica em um mesmo ambiente, com a mesma equipe, em um mesmo equipamento. Além da própria atuação técnica, há também dúvidas quando à adesão aos serviços pelos usuários, uma vez que as questões se expressam de formas diferentes.

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