2019

Sede Foz do Iguaçu é reformada e terá atendimento da Comissão de Orientação e Fiscalização

A sede do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) em Foz do Iguaçu inicia o ano com novidades. Após uma reforma no espaço físico realizada no final de 2019, que o tornou mais apropriado para o atendimento ao público e a realização de eventos, profissionais da região passam a contar também com atendimento da Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) a partir de janeiro.

 

Segundo o presidente da COF, conselheiro Caetano Fischer Ranzi (CRP-08/14605), a ampliação do atendimento é fundamental devido ao aumento no número de Psicólogas(os) na região extremo-oeste, o que levou Foz do Iguaçu a ser consolidada um polo da Psicologia no Paraná. “Profissionais de Foz do Iguaçu há mais de 20 anos pleiteiam este poder político, uma vez que estão em uma fronteira. Então, pela sua complexidade, entendemos que a região merece uma atenção específica”, afirma.

 

Além disso, Caetano destaca que a ampliação do atendimento para outras cidades cumpre um objetivo desta gestão do CRP-PR: “Queremos descentralizar as ações da capital, Curitiba, e privilegiar os diversos lugares que contam com atuação de Psicólogas e Psicólogos. Agora Foz do Iguaçu conta com atendimento administrativo e um espaço de orientação técnica da COF para receber as e os profissionais”.

Atendimento da COF se concentrará em Curitiba e Cascavel nas primeiras semanas de janeiro

A Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) está atendendo normalmente nas sedes de Curitiba e Cascavel. Contudo, em função do remanejamento do quadro de orientadoras fiscais, encontra-se temporariamente sem atendimento nas sedes de Londrina e Maringá. Os atendimentos da Comissão em Londrina serão retomados dia 22 de janeiro, contemplando também a região de Maringá.

 

As(Os) profissionais podem, neste período, acessar o Guia de Orientações, que traz respostas para as principais dúvidas recebidas pela COF, além de um formulário para contato direto com a Comissão. Os atendimentos telefônicos neste momento serão direcionados às sedes de Curitiba e Cascavel, pelos contatos disponíveis em www.crppr.org.br/contato. Já os procedimentos envolvendo documentação, como pedidos de registro profissional (inscrição), cancelamento, entre outros, podem ser enviados ao setor administrativo de qualquer uma das sedes (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel ou Foz do Iguaçu), que permanecem com atendimento administrativo sem alterações.

CRP-PR: integridade e transparência no uso dos recursos

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) preza pelo uso dos recursos investidos por todas as Psicólogas e Psicólogos para promover serviços de qualidade de Psicologia para a sociedade e que ampliem o reconhecimento social da profissão. O resultado é visível não só nas ações, mas na integridade e adequação da aplicação desses recursos. Esta conclusão é do relatório de auditoria independente pelo qual o CPR-PR passou neste final de ano.


O relatório foi conduzido pela empresa Audimec, contratada por licitação pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Os auditores tiveram acesso aos demonstrativos de despesas, contratações e aplicações financeiras realizadas pelo CRP-PR e analisaram não só a documentação, mas registros bancários e mecanismos de controle interno utilizados pela instituição.


A conclusão da auditoria é que as Prestações de Contas Anuais foram apresentadas adequadamente em todos os aspectos relevantes, conforme determina o Manual de Procedimentos Administrativos, Financeiros e Contábeis do CFP, assim como, “o resultado de suas variações patrimoniais e de seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data (31 de dezembro de 2018), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”.


De acordo com o gerente administrativo-financeiro do CRP-PR, Maurício Cardoso da Silva, o resultado diz sobre o trabalho de toda a equipe. “Esse resultado mostra o trabalho sério e comprometido das equipes administrativa e técnica, de conselheiros e colaboradores para atuar em prol da categoria e da sociedade. Todas as nossas ações levam em conta as boas práticas da administração e o zelo com o recurso, para que seja transformado em benefício da Psicologia.”

Controle social

A auditoria é um passo importante de controle dos recursos investidos pelo Conselho. Contudo, Psicólogas(os) e toda a sociedade também têm acesso a todas as ações promovidas pela instituição por meio do Portal da Transparência. Lá, é possível conhecer mais sobre a gestão do CRP-PR, o trabalho das comissões especiais/temáticas existentes no Conselho, as atas das reuniões plenárias e reuniões de Comissões e a agenda da instituição. Também é possível ter acesso a toda a legislação referente à Psicologia, ao Planejamento da instituição e aos dados da Gestão de Pessoas. Ainda, no Portal da Transparência estão disponíveis todos os demonstrativos de despesas e receitas, o balanço patrimonial e fluxo de caixa, além das informações referentes às licitações e às chamadas publicadas realizadas pela instituição.


O Portal da Transparência está disponível a toda a categoria e busca transmitir todas as informações essenciais sobre o CRP-PR. Além do portal, Psicólogas(os) também podem participar da gestão do Conselho estando presentes nas reuniões plenárias e nas assembleias, como a Assembleia Orçamentária, além de diversos outros eventos promovidos pela instituição. Essa participação torna a instituição cada vez mais eficiente e democrática.

Carta aberta da Conferência Nacional Democrática da Assistência Social reafirma defesa do SUAS e da Seguridade Social

Representantes do CRP-PR de diversos municípios do Paraná: Telêmaco Borba, Nova Olímpia, Apucarana, Assis Chateubriant, Londrina, Munhoz de Mello, Curitiba e Maringá

A “Carta aberta” aprovada ao fim da Conferência Nacional Democrática de Assistência Social, realizada nos dias 25 e 26 de novembro, reforça que o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) está sendo inviabilizado diante do congelamento de recursos, por meio da Emenda Constitucional nº 95/16 e de medidas governamentais que comprometem a garantia de serviços e benefícios socioassistenciais.

 

As(Os) participantes da Conferência Nacional explicitaram a preocupação com o aumento da pobreza, da fome, do trabalho infantil, da situação de rua, das violências; o aprofundamento da desigualdade, especialmente de gênero, étnico-racial e social; além da ampliação do conservadorismo e do autoritarismo. Além disso, a Conferência debateu a precarização das condições de vida da população, agravada pelo desmonte de sistemas públicos estatais que viabilizam o acesso a direitos sociais à população.

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) esteve presente na Conferência, que recebeu mais de mil participantes e foi convocado pela sociedade civil e por trabalhadoras(es) do SUAS diante da negativa por parte do Governo Federal de convocar a Conferência Nacional desta importante política pública.

Para o Psicólogo César Rosario Fernandes (CRP-08/16715), Assessor Técnico de Políticas Públicas do CRP-PR, o espaço revelou a força da resistência em defesa dos direitos e da participação social. “O CFP e o nosso CRP participaram de um momento histórico diante do desmonte das políticas públicas no Brasil”, disse.

Para o assessor, a Psicologia tem papel fundamental no SUAS, tanto na gestão quanto na intervenção nos diferentes equipamentos do Sistema: “Com o SUAS, incidimos sobre processos de desigualdade sociais muito profundos, contribuindo para alterar as lógicas de vulnerabilização e vitimização das pessoas”.

Relatório de Inspeções mostra situações graves de ofensa aos direitos humanos em hospitais psiquiátricos

Com informações do Conselho Federal de Psicologia (CFP)

Mais de trinta anos depois da Carta de Bauru, marco da Reforma Psiquiátrica, inspeções realizadas em 2018 pelos Conselhos de Psicologia e outras instituições em hospitais psiquiátricos brasileiros mostraram que as situações de grave ofensa aos direitos humanos característicos dos manicômios não ficaram no passado. Cenários com pacientes com medicação excessiva, trancados, amarrados, sujos e desnutridos ainda são atuais em várias instituições.

 

 

As informações são do “Relatório de Inspeção Nacional em Hospitais Psiquiátricos no Brasil”, lançado no início de dezembro de 2019, que apontou situações como tratamento cruel, desumano e degradante, assim como indícios de tortura a pacientes com transtornos mentais nessas instituições. Em muitas delas há ainda a falta de plano terapêutico singular e a ausência de informação ao paciente sobre os processos médicos aos quais está sendo submetido, seus objetivos e prognósticos. O documento foi resultado de uma iniciativa conjunta do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT).  

 

 

No Paraná, o trabalho foi conduzido pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), Ministério Público Estadual, Defensoria Pública do Estado do Paraná e Ministério Público do Trabalho do Paraná. Foram visitados o Hospital San Julian, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), e o Hospital Psiquiátrico de Maringá.

 

 

De acordo com a conselheira Angela Aline Haiduk Rosa (CRP-08/21752), os resultados das inspeções evidenciam a necessidade de debate público, sobretudo em um momento no qual há pressões e alterações para descaracterizar as conquistas da Reforma Psiquiátrica. “O resultado dessa ação interinstitucional aponta para o que temos presenciado em nosso cotidiano: o desmonte das políticas públicas de saúde mental e uma redução constante de investimento e de acesso a tratamento público e de qualidade. Não é possível pensar em um tratamento adequado em situação de violações dos direitos básicos, isso é inconstitucional. Temos em nosso Estado um dos maiores hospitais psiquiátricos da América Latina e que está em um momento de ampliação de leitos para internamento. Precisamos urgentemente qualificar o debate acerca desse tema e investir na construção de políticas públicas de saúde mental que promovam um cuidado em liberdade e autonomia do usuário.”

Ação coordenada

Ação coordenada

A orientadora fiscal do CRP-PR Michele Gabardo Machado (CRP-08/19469), que participou das inspeções, comenta que a ação demandou preparo, revisão de toda a legislação ligada ao atendimento psiquiátrico hospitalar e planejamento antecipado, considerando-se a complexidade da visita a ser realizada e os vários olhares necessários para abranger não só os profissionais, como também as usuárias e os usuários e a instituição como um todo.

 

A orientadora fiscal conta que muitas situações graves foram observadas durante as inspeções e que exigiram essa ação articulada. “São quadros de violação de direitos destas pessoas que já estão em sofrimento e que têm esse sofrimento agravado por questões institucionais e uma cultura manicomial”, explica Michele.

 

Entre as observações estava o número elevado de usuários sem condições de tratamento individualizado revelado pela ausência de plano terapêutico singular, portas trancadas, longa permanência de pacientes e falta de comunicação acerca dos procedimentos e condutas aos quais os usuários são submetidos, como previsto na legislação. Outro ponto observado pela Psicóloga é a excessiva medicalização como característica encontrada nos locais visitados. “É comum encontrarmos usuários com dificuldades de conversação, falas desconexas e letargia de movimentos causadas pela medicação. Também se observou que muitas vezes a medicação é utilizada como resposta a conflitos, em vez de outras condutas que poderiam ser adotadas”, comentou.

 

Michele ressalta ainda que o resultado do trabalho demonstrou a importância da cooperação entre os órgãos na defesa da sociedade. “Ficou muito evidente nesta ação como os órgãos podem se complementar em suas práticas e olhares. Essa iniciativa integrou tanto as Comissões Especiais (Temáticas) internas do CRP-PR como o próprio Conselho com órgãos externos, como o Mecanismo de Combate à Tortura, qualificando e complementando o trabalho”, avaliou.

Sofrimento agravado

O relatório aponta que pelo menos 1.185 pessoas estão internadas em condição de longa permanência nos hospitais psiquiátricos brasileiros. 82,5% dos hospitais inspecionados mantêm pessoas moradoras, havendo uma criança de 10 anos e uma idosa de 106 anos nessa condição, ambas mulheres, num mesmo hospital de São Paulo.

 

O documento mostra que 52% das instituições inspecionadas em dezembro de 2018 foram inauguradas durante a ditadura militar no Brasil. 83% destas unidades são privadas, a maioria delas sem fins lucrativos.

 

No que diz respeito ao direito a um padrão de vida adequado, 45% das unidades estão com falta ou compartilhamento de insumos básicos de higiene, banheiros sem porta e banho frio. O relatório traz um hospital paranaense como exemplo da falta de privacidade. “Ressalta-se que a área de banho desta ala permanece trancada com cadeado, de modo a restringir a liberdade das(os) usuárias(os). Os banheiros são coletivos, sendo que não há portas nos gabinetes sanitários e nem lixeiras com tampas. […] Existe controle por câmeras de vídeos no banheiro (Hospital Psiquiátrico San Julian, Piraquara – PR)”, aponta o documento.

 

Em 40% dos casos essas pessoas sofrem restrição de acesso aos ambientes de convivência e lazer, além de ficarem também muitas vezes isoladas de seus familiares. 87% dessas pessoas sofrem violações de livre acesso ao contato com familiares durante a internação. Muitas vezes, a comunicação passa por uma “autorização médica”, como também relata o documento. “Durante a visita de inspeção [ao Hospital Psiquiátrico de Maringá], observaram-se usuários da unidade de álcool e outras drogas (UDQ) escrevendo cartas. De acordo com as pessoas entrevistadas, o envio e recebimento de cartas também dependem de autorização médica.”

 

O excesso de internações também está presente, como descrito no Relatório em relação ao Hospital Psiquiátrico de Maringá: “Houve relatos dos homens internados na unidade de saúde mental que o espaço destinado aos dormitórios cotidianamente é insuficiente para acomodar a todos, de modo a usuários dormirem no chão”.

 

O direito de exercer a capacidade civil, liberdade e segurança pessoal também está entre os direitos violados encontrados pelos peritos, com situações como de internação compulsória realizada de maneira arbitrária ou ilegal, além de indícios de sequestro, cárcere privado e apropriação indevida de recursos financeiros das pessoas internadas nessas instituições.

 

Segundo o relatório, pessoas internadas em hospitais psiquiátricos são submetidas à medicação excessiva, à contenção mecânica diária e ao isolamento em quartos sem nenhum suporte. Foram encontradas situações de violências como estupro, LGBTfobia, revista vexatória e intolerância religiosa. O documento retrata ainda a exploração da mão de obra de pessoas internadas, assim como a internação de crianças e adolescentes nessas instituições.

Comissão Étnico-Racial, Grupos de Trabalho e Moção de repúdio à EaD: conheça os principais encaminhamentos da APAF

*Com informações do CFP

A Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças (APAF), realizada entre os dias 13 e 16 de dezembro em Brasília-DF com a presença de delegações de todo o Brasil, deliberou acerca de diversos temas que afetam a Psicologia desde a formação até a prática em diferentes áreas.

Delegação do Paraná na Apaf era composta pelas(os) conselheiras(os) Célia Mazza de Souza (CRP-08/02052), Ana Ligia Bragueto (CRP-08/08334), Renata Campos Mendonça (CRP-08/09371), Paulo Cesar Oliveira (CRP-08/17066) e João Batista Martins (CRP-08/07111)

Comissão Étnico-Racial

Cumprindo o compromisso pela construção de uma Psicologia antirracista, a APAF indicou ao CFP a criação de uma Comissão Étnico-Racial, considerando a importância e transversalidade da temática e a relevância de consolidar a Resolução CFP nº 18/2002, que estabelece normas de atuação para Psicólogas(os) em relação ao preconceito e à discriminação racial.

Grupos de Trabalho

Os Grupos de Trabalho (GT) foram reorganizados para trazer mais assertividade às ações e buscar objetivos específicos em cada área. O GT de Política de Orientação e Fiscalização ficou com a tarefa de produzir uma nota técnica sobre o atendimento domiciliar, sobre a publicidade em redes sociais e sobre os serviços-escola. Além disso, o grupo deverá promover atualizações nas normativas relativas a Pessoas Jurídicas e Atendimento Online, além de propor mudanças na Resolução sobre conflitos e mediação na Comissão de Ética.

A APAF encaminhou ainda sobre continuidade do GT sobre Estágio, com o CRP de Santa Catarina representando a região Sul, e pelo encerramento do GT de Psicologia do Esporte, sendo que suas produções deverão servir como recomendações institucionais sobre a importância da área e ampliação do campo. Outro GT encerrado foi o que tratava do Sistema Prisional, com recomendação de realização de um Seminário nacional a ser realizado no Rio de Janeiro em 2020.

Referências Técnicas

As(Os) delegadas(os) da APAF definiram também as pesquisas que serão realizadas em 2020 pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), o qual o CRP-PR voltou a compor em novembro de 2019. O CREPOP produzirá documentos e materiais de referência para Psicólogas(os) sobre “Unidades de Acolhimento” e “Prevenção do suicídio e da automutilação”.

Formação

Outro destaque foi a aprovação de uma moção de repúdio à Portaria nº 2.117 de 6 de dezembro de 2019, que dispõe sobre a oferta de 40% da carga horária na modalidade de Ensino a Distância (EaD) para cursos de graduação presenciais ofertados por Instituições de Educação Superior.

A nota, assinada juntamente pela Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP), pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB) e diversos Conselhos Profissionais da área da Saúde, destaca que a Psicologia precisa ser feita com presença, especialmente no “contexto da mercantilização da educação, da precarização das relações de trabalho e docência”.

As entidades se manifestam contrários ao aumento de 20 para 40% na carga horária permitida em EaD porque “essa é uma modalidade restritiva, que prejudica a construção da identidade profissional frente à complexidade do saber psicológico e da diversidade de suas práticas”.

Leia o manifesto completo clicando aqui.

XVIII Plenário do Conselho Federal de Psicologia toma posse para gestão 2019-2022

Tomou posse no último sábado (14) o XVIII Plenário do Conselho Federal de Psicologia. Escolhido por consulta pública em agosto de 2019, o novo Plenário é composto por 22 conselheiras(os) e estará na gestão do CFP até 2022.

 

O grupo “Frente em defesa da Psicologia Brasileira” é um conjunto ampliado de Psicólogas(os) de diversos Estados e áreas de atuação. Nos próximos três anos, a Frente vai atuar para ampliar o diálogo entre Conselhos, a categoria e a sociedade, descentralizando as gestões em prol de uma Psicologia mais democrática. Além disso, todas as pautas estão embasadas na defesa dos Direitos Humanos, na valorização da profissão em diferentes áreas e na luta por uma formação de qualidade.

 

Nesta gestão, o Paraná conta com duas representantes: as Psicólogas Marina de Pol Poniwas (CRP-08/13821), de Curitiba, e Katya Luciane de Oliveira (CRP-IS-196), de Londrina. Deste modo, a sistematização das práticas e pesquisas realizadas no Estado contribuirão significativamente para as pautas nacionais da profissão.

 

Segundo a conselheira Marina de Pol Poniwas (CRP-08/13821), “a gestão que assume hoje o CFP representa uma unidade para defesa da Psicologia em seu compromisso com a liberdade, com a democracia e com os direitos humanos. Assumimos nosso papel não somente com a Psicologia, mas com a sociedade”.

CRP-PR participa da Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças; acompanhe ao vivo

A Assembleia de Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia (Apaf) acontece nesta sexta (13), sábado (14) e domingo (15), em Brasília-DF, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Os três dias da reunião são transmitidos em tempo real, a partir das 10h, pelo site e redes sociais do CFP. A pauta de debates inclui temas como a Psicoterapia, políticas para mulheres, a atuação da Psicologia no Sistema Prisional e a relação com a Justiça, entre outras.

Realizada pelo menos duas vezes ao ano, a Apaf é composta por conselheiras(os) federais e regionais de Psicologia. O CRP-PR está sendo representado pelas(os) conselheiras(os) Célia Mazza de Souza (CRP-08/02052), Ana Ligia Bragueto (CRP-08/08334), Renata Campos Mendonça (CRP-08/09371), Paulo Cesar Oliveira (CRP-08/17066) e João Batista Martins (CRP-08/07111).

“A Apaf de dezembro de 2019 marca uma nova fase de relacionamento político entre CRP-PR e CFP. No sábado a gestão “Em defesa da Psicologia brasileira” toma posse [no CFP]. Temos muitos desafios e ter afinidade política e afetiva facilita a execução dos trabalhos, que serão intensos!”, avalia a presidenta do CRP-PR, Célia Mazza.

O que é Apaf?

A Apaf foi criada durante o II Congresso Nacional da Psicologia (CNP), em 1996, como instância deliberativa do Sistema Conselhos de Psicologia. Entre suas atribuições, a Apaf toma decisões que influenciam as ações na gestão do CFP e dos CRPs, e também delibera acerca de ações estratégicas para a Psicologia e para a sociedade.

Por uma Psicologia antirracista, CRP-PR lança edição especial da Contato e promove teatro

O mês de novembro é um tempo para refletir sobre as questões étnico-raciais em nossa sociedade, tendo em vista o Dia da Consciência Negra (20). O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), atento à urgência de combatermos o racismo, mais que isso, promovermos uma Psicologia antirracista, elaborou uma edição especial da Revista Contato, com reportagens e artigos que olham para a questão sob diversos prismas e propõem reflexões e ações para a categoria de Psicólogas(os).

 

 

Enquanto a reportagem de capa busca contextualizar o racismo na sociedade e, principalmente, na Psicologia, os artigos fazem uma incursão em subtemas como o lugar da mulher negra na sociedade e o olhar que vê toxicidade nos homens negros. Além disso, a resenha da edição é sobre uma premiada série fundamental para falar de racismo: “Olhos de Condenam”, a qual conta a história de cinco jovens negros acusados injustamente de um crime.

Negro, Não Nego

Além disso, no último dia 06 de dezembro, a companhia Cena Hum apresentou em Curitiba uma sessão especial da peça “Negro, Não Nego”, que foi seguida de uma roda de conversa com Psicólogas(os) e demais pessoas interessadas.

 

A conselheira Natália Cesar de Brito (CRP-08/17325) participou destes momentos e avalia que “a roda de conversa realizada após a peça foi tão visceral quanto a apresentação. Todas as pessoas, negras e não negras, trouxeram suas experiências e vivências de maneira muito aberta e sincera”. Além disso, a Psicóloga considera que estes espaços de diálogo e troca de experiências sobre o racismo são fundamentais para que este problema seja combatido.

 

A conselheira presidenta Célia Mazza de Souza (CRP-08/02052) também destacou a profundidade das reflexões provocadas na peça e na roda de conversa. “Negro, não nego! Espetáculo comovente e provocante… Dizer isto é muito pouco! É desafiante e pode ser assustadoramente dolorosa a percepção e tomada de consciência do nosso racismo! Precisamos assumir e desconstruir o racismo nosso de cada dia! Por uma sociedade mais justa e igualitária, cada um precisa olhar mais profundamente no espelho e ousar mudar para melhor!”

Roda de Conversa após apresentação da peça para reflexões e trocas de experiências
Público que assistiu à peça era de Psicólogas(os) e outras(os) profissionais
A peça Negro, Não Nego promove reflexões sobre o racismo

Você sabe o que os Conselhos fazem pelos Direitos Humanos?

Direitos humanos. Duas palavras que recentemente ganharam força nos debates em sociedade, ao mesmo tempo em que se denunciam graves violações a todo o momento em diversas partes do mundo.

 

Os Conselhos Federal e Regionais de Psicologia possuem papel relevante na luta pela garantia de direitos fundamentais – à vida, à liberdade, à dignidade, por exemplo – a todas as pessoas. Afinal, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948, está nos princípios fundamentais do Código de Ética Profissional da(o) Psicóloga(o). Aliás, nunca é demais lembrar que a(o) Psicóloga(o) “baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

 

Mas, na prática, você sabe o que os Conselhos fazem em prol dos Direitos Humanos? Buscamos conquistar vagas no Controle Social – o Conselho Regional de Psicologia do Paraná, inclusive, está presente em Conselhos Estaduais e Municipais de diversas temáticas –, participamos de audiências e debates públicos em áreas como a saúde mental e a educação, articulamos a aprovação ou rejeição de projetos de lei, além de promover fiscalizações e produção de conteúdos relevantes para a categoria.

 

Um exemplo é o recém-publicado Relatório de Inspeção Nacional em Hospitais Psiquiátricos no Brasil, produzido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em conjunto com outras instituições a partir de visitas a 40 unidades psiquiátricas em 17 Estados, entre 03 e 07 de dezembro de 2018. Segundo o CFP, “o documento evidencia graves situações de violação de direitos, tratamento cruel, desumano e degradante, assim como indícios de tortura a pacientes com transtornos mentais nessas instituições”. O CFP destaca ainda que o relatório tem o papel de dar voz “para muitos sujeitos que terão, pela primeira vez, suas vozes ouvidas pelas instituições”. Leia mais sobre o relatório e acesse a versão completa clicando aqui.

 

Outra produção recente do CFP que expõe a realidade de uma população vítima de várias formas de violência é o livro “Tentativas de Aniquilamento de Subjetividades LGBTIs”, que traz histórias de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTIs) e retrata “os intensos sofrimentos ético-políticos e os processos de resistência decorrentes de diversas formas de violências, preconceitos, injustiças e exclusão”, segundo o CFP.

 

O Sistema Conselhos também está atento e presente nas questões étnico-raciais. Campanhas nacionais e estaduais buscam instigar na categoria e na sociedade a reflexão acerca de uma Psicologia antirracista. É o caso da edição especial da Revista Contato com reportagens e artigos com a temática da Consciência Negra e a exibição da peça de teatro Negro, Não Nego, no último dia 06 de dezembro em Curitiba – com posterior roda de conversa.

 

Com essas e outras ações, o Sistema Conselhos busca identificar necessidades específicas de diversos segmentos da sociedade para trabalhar em prol de direitos, para que nenhum humano seja esquecido.

Sedes do CRP-PR terão alteração no horário de atendimento

Na próxima sexta-feira, dia 06 de dezembro, as sedes do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) terão alteração no horário de atendimento em virtude de atividades de treinamento interno.

 

Assim, a sede de Curitiba estará fechada no período da manhã, iniciando o atendimento às 13h. Já as sedes de Cascavel, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu estão fechadas o dia todo devido ao deslocamento das(os) funcionárias(os).

Boletos da anuidade 2020 serão enviados em janeiro

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) vai iniciar o envio dos boletos com a anuidade 2020 pelos Correios a partir do dia 1º de janeiro de 2020 e por e-mail (para as(os) profissionais que fizeram esta opção) a partir de 06 de janeiro.

Os valores da anuidade foram definidos na Assembleia Geral Orçamentária, realizada em 03 de agosto de 2019 em Curitiba e transmitida pelo YouTube
Após apresentação das propostas, as(os) profissionais presentes na Assembleia aprovaram os seguintes valores:
• Anuidade de Pessoa Física – valor de R$ 513,79 com vencimento para o dia 31/03/2020.
• Para o pagamento até o dia 31/01/2020 haverá um desconto de R$ 76,05 (valor líquido de R$ 437,74).
• Caso opte pelo pagamento parcelado em cinco vezes, emitiremos os boletos no valor de R$ 108,19 (primeira parcela) e R$ 101,40 (demais parcelas) com os seguintes vencimentos: 31/01/2020, 29/02/2020, 31/03/2020, 30/04/2020 e 31/05/2020.

O que fazer se não receber?

Caso não receba o boleto, você pode entrar em contato com o departamento financeiro solicitando uma segunda via pelos telefones do CRP-PR ou pelos e-mails rafaela.silva@crppr.org.br e guilherme.souza@crppr.org.br

Mantenha seu cadastro atualizado

Para que o CRP-PR possa entrar em contato com você, é sempre importante manter seu cadastro atualizado, com telefone e endereços físicos e eletrônicos em dia. 

Se você precisa atualizar alguma informação, acesse www.crppr.org.br/pessoa-fisica e clique em “Atualização Cadastral”.

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