Samuel Castro

CRP-PR e SindyPsi lançam pesquisa sobre atuação em planos e convênios

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CPR-PR) e o Sindicato dos Psicólogos do Paraná (SindyPsi) iniciaram um debate acerca das condições de trabalho dos(as) Psicólogos(as) em planos e convênios de saúde, devido ao grande número de denúncias das dificuldades encontradas pelas(os) profissionais da área. A intenção é ouvir os problemas enfrentados pela categoria. Entre os temas abordados estão a falta de autonomia da(o) profissional, a baixa remuneração, o curto tempo para realizar um atendimento psicológico e a ausência de contrato de trabalho adequado com as clínicas credenciadas a convênios.

A falta de conversa dos planos de saúde com o Conselho e com o Sindicato está sendo considerada a principal adversidade na garantia de condições de trabalho decentes para as(os) Psicólogas(os). Uma das questões trazidas pelas(os) profissionais é de que os planos, atualmente, não são justos com as(os) profissionais da Psicologia, por serem voltados mais aos interesses da Medicina.

Por isto foi elaborada esta pesquisa. Ela servirá para que levantemos os principais pontos a serem discutidos com as operadoras de planos de saúde e convênios, com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e até mesmo com clínicas, pleiteando melhorias nas relações com as(os) profissionais e também condições mais justas de trabalho. Na sequência, pretende-se realizar um debate sobre o assunto, emitir uma nota técnica do CRP-PR e um guia do SindyPsi para elaboração de contratos de trabalho.
Nós precisamos de suas informações para fortalecer nossa profissão.

 

Importante: as questões referentes à identificação pessoal ou de pessoa jurídica não são obrigatórias.

Participe!

 

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CRP-PR abre editais de licitação para serviços de taxi, confecção de bolsas para evento e fornecimento de computadores

 

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) abrirá concorrência pública para a prestação de serviços de taxi e para a confecção de bolsas para o XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira.

As licitações acontecerão por pregão presencial na seleção de empresa de transporte, com data marcada para 05 de abril, às 10h, e por carta convitepara o fornecimento de bolsas, no dia 10 de abril, às 13h, ambas na Sede do CRP-PR (Av. São José, 699, Cristo Rei, Curitiba-PR).

 

*Atualização

Empresas de informática podem enviar, até o dia 12 de abril de 2018, a lista de documentação e preço para a licitação que visa ao fornecimento de computadores, notebooks e licenças para o CRP-PR.

 

Acesse os editais no clicando em Portal da Transparência.

Dia Mundial da Água propicia reflexão sobre seu impacto no dia a dia

Durante o 8º Fórum Mundial da Água, que está acontecendo entre os dias 18 e 23 de março em Brasília, líderes mundiais e sociedade civil estão discutindo soluções para a crise hídrica do planeta. Uma das datas do evento, 22 de março, marca do Dia Mundial da Água, escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ser um momento de reflexão e conscientização aos temas relacionados à preservação deste bem natural. E você, já parou para pensar no impacto que a água tem no seu dia a dia?

Esse elemento é essencial para a criação e para a manutenção da vida. Porém, a presença da água ocorre de diversas maneiras. Segundo Eduardo Chierrito (CRP-08/22624), coordenador da Comissão de Psicologia Ambiental de Maringá, “a água possui atributos e valores simbólicos construídos ao longo da evolução humana e seus contextos socioambientais”. Ela pode ser objeto de análise para temas subjetivos do nosso inconsciente.

O Psicólogo explica que, de maneira simbólica, a água pode representar pureza e transparência, mas também expressão da força bruta, como nas manifestações de Poseidon, deus do mar da Grécia Antiga. Compreender esses valores simbólicos é importante para entender melhor o cotidiano, no qual certas situações podem passar despercebidas: “inconscientemente é possível ter experiências de transformação e calmaria proporcionada pelas ondas do mar, ou pela simples ingestão de água em tempos de sede, assim como o temor proporcionado em tempestades ou em grandes secas”, analisa Eduardo.

A simbologia também pode estar ligada à mãe, já que toda a vida vem da água, segundo a Psicóloga Rute Milani (CRP-08/05806): “a primeira forma da vida humana se dá no útero, imersa no líquido amniótico. Por isso, representa o nascimento e renascimento, no batismo”.

Rute explica que a água é um símbolo do sentimento, representando as emoções, e que “assim como o ser humano, nunca é a mesma, pois se constitui em um elemento transitório como a correnteza de um rio”.

O ser humano buscou não só consumir a água, mas apropriar-se dela, de acordo com Eduardo. O que era um bem comum passou a ser um bem privado. A consequência desse processo afetou diretamente o ambiente, prejudicando a disponibilidade dos recursos naturais. Eduardo explica que um modelo de vida ecológico (ou seja, no qual o humano não é proprietário da natureza, mas está em inter-relacionado com ela) deve ir além da necessidade física que temos com a natureza: “muitas vezes as pessoas associam tais temas exclusivamente à questão física e negligenciam que aspectos psicológicos também dependem desse elemento. A falta da água, por exemplo, pode estar associada à dificuldade atenção, o que prejudica o processo de memorização”. Rute coloca que a falta de água pode gerar inúmeros problemas fisiológicos que alteram o funcionamento do organismo, interferindo nas funções psicológicas. Segundo a Psicóloga, a água promove sensações de tranquilidade e bem-estar. Com a falta da água, “o corpo desacelera o metabolismo, gerando sintomas depressivos como cansaço, fadiga, irritabilidade”.

Nesse Dia Mundial da Água, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná convida a pensá-la sob a perspectiva de “pessoas-ambiente”, da Psicologia Ambiental, uma vez que transformamos e somos transformados pelo ambiente em que vivemos. É preciso considerar as questões sociais e culturais juntamente com os temas ambientais; afinal, nossa realidade é permeada de interações biopsicossociais.

Projeto de lei “Escola Sem Partido” volta à pauta e CRP-PR acompanha o processo

Na próxima segunda-feira (26/03), o projeto de lei “Escola Sem Partido” (606/2016) será pauta de votação na Comissão de Constituição e Justiça na Assembleia Legislativa do Paraná. O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) acompanha a tramitação do projeto com preocupação, defendendo a pluralidade e a diversidade na educação.  O  Assessor Técnico de Políticas Públicas do CRP-PR, César Fernandes (CRP-08/16715), fará uma articulação protocolando ofícios nos gabinetes dos deputados e deputadas. O Ministério Público do Paraná, a Secretaria de Justiça, Trabalho e Cidadania e a Defensoria Pública do Estado já foram notificados com o ofício no ano passado.

 

Confira abaixo o posicionamento contrário ao projeto de lei “Escola sem Partido” do CRP-PR:

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR), autarquia com a função de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional de Psicólogas e Psicólogos paranaenses, está atento à tramitação de projetos de lei nomeados como “Escola sem Partido” em diversos municípios, no Estado do Paraná e no Brasil.

Esses projetos defendem uma suposta neutralidade ideológica e política na educação escolar, em nome da contenção do que se alega ser um processo de doutrinação de estudantes por parte de professores(as) e a usurpação dos direitos dos pais na educação moral e religiosa de seus filhos e filhas.

Para especialistas em Psicologia Escolar e da Educação, estas iniciativas da “Escola sem Partido” podem, se aprovadas, prejudicar o pleno desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que diversos debates acerca de questões relacionadas à diversidade e pluralidade das expressões humanas podem ser excluídos do espaço formal de educação. A tentativa de impedir que educadores(as) abordem temas supostamente relacionados a conteúdos políticos, religiosos ou morais representa grave erro dos defensores desses projetos.

Compreendemos a escola como espaço de sistematização e expressão de um acúmulo histórico da sociedade, fundamental na promoção de acesso ao conhecimento e construção de pensamento crítico e emancipado de crianças, jovens e adultos. A ideologia do “Escola sem Partido” nega o papel do professor/educador como um mediador e infelizmente expõe os estudantes à reprodução de questões do cotidiano como as violências e preconceitos sem qualquer possibilidade de reflexão crítica ou problematização.

Os defensores desses projetos afirmam que a educação deve ser neutra, ou seja, livre de qualquer pensamento que não seja o pensamento dominante da sociedade brasileira. Pensamos que essa afirmação não se sustenta, à medida que não existe neutralidade em qualquer dimensão da existência humana. O “Escola sem Partido”, ao defender essa suposta neutralidade, cria um status de submissão dos processos educativos a interesses dominantes, conservadores, machistas, preconceituosos e alienantes. Por certo, a escola não é um espaço de verdades absolutas.

Os estudantes têm direito de colocarem-se críticos ao que lhes é ensinado, o que deve, inclusive, ser incentivado. No entanto, a criticidade forja-se a partir do encontro com as diferenças, com o outro, processo que estes projetos de lei visam a dirimir.

A própria defesa de um ensino não-ideológico é um equívoco. Se avaliarmos o estado da arte sobre ideologia veremos que ela funciona para dar à mentira um estatuto de verdade; dessa maneira, as pessoas passam a seguir certas normativas sociais distorcidas como se fossem a única maneira de se viver em sociedade. Isso corrobora discursos e práticas autoritárias que cerceiam a liberdade de expressão e ação das pessoas, sem que elas percebam claramente que a promessa de se viver em uma “sociedade mais moralizada” é um engodo. Portanto, a ideologia em operação impede as pessoas de viverem livremente os seus valores, crenças, relações sociais. Por isso, quando os defensores da “Escola Sem Partido” tentam impedir os(as) educadores(as) de se manifestar, ao contrário do que dizem, eles colocam em funcionamento a ideologia com sua força autoritária e coercitiva.

Os projetos “Escola sem Partido” também relegam à família a responsabilidade absoluta pela educação. Apesar de reconhecer a importância da participação da família no processo educacional, compreendemos que é preciso problematizar em qual concepção de família os defensores deste projeto calcam suas defesas. Infelizmente, a família não necessariamente garante um espaço protetivo e de absoluto amparo e cuidado. É preciso ser crítico a uma ideia de moralidade única e absoluta atribuído às famílias, muitas vezes, expressão e vetor das mais graves violências.

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná reitera seu posicionamento baseado nas garantias dispostas na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Declaração Universal dos Direitos da Criança, que promulgam o direito à plena educação, cidadania e ao livre pensamento e expressão de ideais para todas e todos. Além disso, a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) são legislações que garantem o direito à pluralidade de ideias e ao respeito às diferenças.

A Psicologia brasileira é regida por uma ética promotora dos Direitos Humanos. Reafirmamos o compromisso da profissão com a promoção do bem comum e com as tecnologias críticas de atenção ao sofrimento humano. A(O) Psicóloga(o) deve superar a aplicação e difusão de visões e práticas discriminatórias e excludentes, agindo no sentido da consolidação de direitos e de uma possibilidade de existência mais humana e emancipada.

Deste modo, o CRP-PR discorda dos Projetos “Escola sem Partido” e fortalece seu compromisso com a construção do conhecimento pautado num contexto de diversidades individuais e culturais e livre de ideologias autoritárias.

CRP-PR acompanha a tramitação do PLS 394/2017 que cria Estatuto da Adoção

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) acompanha a tramitação do PLS 394/2017, proposto pelo Sen. Randolfe Rodrigues (REDE-AP). O projeto, se aprovado, criará o “Estatuto da Adoção”, uma legislação à parte do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A justificativa do projeto é de que os procedimentos legais e o “descomprometimento” dos agentes públicos tornam o processo de adoção moroso e excessivamente burocrático. Articulado junto ao Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), a proposição alega que há uma interpretação equivocada na lei, no sentido de se buscar a qualquer custo que a criança acolhida seja reinserida na família natural ou entregue à guarda da família extensa.

No entanto, movimentos sociais da área da infância e adolescência têm se posicionado contrário ao Projeto. Entidades do Sistema CFESS-CRESS, Instituto Brasileiro do Direito da Criança e do Adolescente (IBDCria), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), núcleos acadêmicos da área da infância e adolescência e outros signatários da “Nota do Movimento pela Proteção Integral de Crianças e Adolescentes” alegam que o PLS 394/2017 promove uma descaracterização do processo de adoção no Brasil, deixando de priorizar a convivência familiar e comunitária como direito fundamental e constitucional. Segundo o documento a ‘permanência da criança e do adolescente junto a sua família natural tem precedência sobre a ruptura de vínculos (temporária, no caso dos serviços de acolhimento, e definitiva, no caso da colocação em família substituta por adoção).

O CRP-PR demonstra preocupação com a tramitação do PLS 394/2017 por compreender que, mesmo que necessite de melhorias, o processo de habilitação para adoção não deve desconsiderar a necessidade de que as famílias, a sociedade em geral e especialmente o Poder Público promovam ações que previnam rupturas, restabeleçam vínculos e, excepcionalmente, conduzam à adoção. Sobretudo sob o novo regime fiscal do país, que congela investimentos em políticas sociais por 20 anos, aliado ao desmonte sistemático do SUAS e das políticas de proteção social básica e especializada, o CRP-PR compreende que a aprovação do PLS 394/2017 não contribuirá para a garantia de direitos sociais para crianças e adolescentes brasileiras.

Neste sentido, convidamos as Psicólogas e Psicólogos interessadas(os) para que discutam conosco esta temática nas nossas Comissões e junto ao Plenário do CRP-PR.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail politicaspublicas08@crppr.prg.br

Psicólogas (os) pedem justiça para Marielle Franco

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) soma-se às iniciativas de solidariedade com os familiares, amigos e companheiros de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro morta a tiros na noite de ontem (14). Marielle, socióloga e moradora do Complexo da Maré, foi uma incansável defensora dos direitos humanos, das lutas antirracistas e pelos direitos das mulheres.

 

Inspirou a todos nós, que dedicamos esforços para a construção de uma Psicologia comprometida com a dignidade humana e a justiça social. Somos solidários aos entes de Anderson Gomes, motorista de Marielle, também assassinado.

 

Compreendemos que a crise política, social e econômica que o país atravessa não pode nos afastar dos valores éticos, solidários e fraternos. Recusamos a naturalizar a barbárie e a violência. A Psicologia brasileira, um instrumento de fortalecimento dos Direitos Humanos e da democracia, deve contribuir para a construção de novos paradigmas de segurança pública e com políticas públicas que reparem as desigualdades sociais com cidadania.

 

Neste sentido, o CRP-PR busca promover ações alinhadas com o compromisso ético do exercício profissional, pautado nos princípios fundamentais no Código de Ética, em que a (o) psicóloga (o) baseará seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

Compreendemos que o Estado, através dos diversos órgãos competentes, deve garantir investigação imediata e rigorosa do assassinato de Marielle Franco. Não podem restar dúvidas a respeito das motivações e autoria deste crime.

 

#JustiçaparaMarielle

Dia Internacional da Síndrome de Down reforça necessidade de combate ao preconceito

No dia 21 de março é lembrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data é celebrada desde 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de dar visibilidade ao tema, reduzindo a desinformação que pode resultar em preconceito.

A Síndrome de Down é uma combinação cromossômica que ocorre naturalmente nos seres humanos e afeta, em média, 1 entre cada 750 nascimentos. A condição genética ocorre em todas as regiões do mundo e etnias. A trissomia do cromossomo 21 (que habitualmente tem apenas um par de cromossomos) tem efeitos variados sobre os estilos de aprendizagem, características físicas e a saúde, mas não é uma doença e não deve significar um rótulo.

É preciso ainda que se discuta e ressalte a importância do acesso adequado à atenção de saúde, programas de estimulação precoce e ensino inclusivo para o crescimento e desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down.

Nesse contexto, a atenção psicológica também é essencial para as pessoas com Síndrome de Down e seus familiares. Leia aqui a entrevista que realizamos sobre o tema com as Psicólogas Maria de Fatima Minetto (CRP-PR 08/03853) e Maiara Calomeno Martini (CRP-08/19291).

Para fomentar o debate, separamos também cinco sugestões de filmes que possibilitam reflexões sobre o tema:

– O Filho Eterno (2016), livro de Cristovão Tezza, com filme homônimo dirigido por Paulo Machline (assista ao trailer)

– Anita (2009), filme argetino dirigido por Marcos Carnevale (trailer)

– Colegas (2013),  filme dirigido por Marcelo Galvão (trailer)

– Onde nasce a esperança (2016), filme dirigido por Chris Dowling (trailer)

– Do luto à luta (2005), documentário de Evaldo Mocarzel (trailer)

CRP-PR lança novo edital para apoio a eventos externos

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) disponibilizará R$ 35 mil que serão destinados ao apoio de eventos técnicos e/ou científicos realizados entre 1º de julho e 31 de dezembro deste ano. As condições para a destinação da verba estão descritos no Edital de Chamada Pública CRP-PR nº 002/2018, que prevê que o repasse financeiro será concedido em forma de passagem aérea/terrestre, hospedagem para palestrantes ou impressão de material gráfico.

Poderão se candidatar a receber os recursos eventos que tenham a finalidade de desenvolver, consolidar e valorizar a Psicologia, bem como a classe profissional das(os) Psicólogas(os), evidenciando junto à sociedade a relevância dessa ciência e das atividades técnico-profissionais da respectiva categoria. As propostas devem ser entregues diretamente da Sede ou enviadas por correio entre 15 de março e 15 de abril. O resultado será divulgado no dia 10 de maio.

Acesse o Edital na íntegra aqui. Dúvidas sobre o processo podem ser enviadas para admin@crppr.org.br.

Somos mulheres e somos psicólogas. O 8 de março também é nosso!

Somos muitas e somos muito diferentes entre nós. Somos psicólogas lésbicas, heterossexuais, negras, brancas e de diversas etnias, cis, transexuais, e estamos em todos os cantos do estado do Paraná. Trabalhamos nas cidades, no campo, na clínica e nas políticas públicas. Somos psicólogas do Trânsito, das organizações e do trabalho, atuamos nas escolas, no esporte, nos Sistemas de Justiça, atuamos em desastres e emergências. Algumas de nós têm religião, outras não, mas buscamos todas colocar nossa profissão a serviço das pessoas, para diminuir o sofrimento, tão agravado pelas condições difíceis que atravessa não só o Brasil, mas a humanidade. Somos mulheres psicólogas! O 8 de Março também é nosso!

Ainda temos muito a avançar, veja porque:

 

Igualdade salarial entre homens e mulheres! É um direito nosso!

Assédio moral contra psicólogas: uma situação que merece atenção

Assédio sexual, uma realidade também para as psicólogas

Deslegitimação do trabalho: porque os homens acham que sempre tem a última palavra para tudo?

Psicóloga, mãe, esposa, dona de casa…

Igualdade salarial entre homens e mulheres! É um direito nosso!

“As mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos”, é o que aponta uma pesquisa da Catho (2017) que avaliou 8 funções, de estagiário a gerente. O estudo aponta que homens podem ganhar até 62% mais do que mulheres, exercendo as mesmas funções. Neste sentido, o IBGE revela que a renda média nacional do homem brasileiro é de R$ 2251,00, enquanto a de mulheres é R$ 1762,00, uma diferença de quase 500 reais.

Entre as(os) profissionais de Psicologia, a média salarial das mulheres é de R$ 3.497,00, 30% superior à dos homens, que é de R$ 2676,00, segundo estudo elaborado pelo CFP em parceria com o Dieese em 2016. No entanto, o que parece um “ponto positivo”, logo cai por terra. A hora média de trabalho das mulheres equivale a R$ 27,76 enquanto a dos homens vale R$ 37,68, logo, 36% a mais. Ou seja, mulheres psicólogas têm rendimentos maiores do que os homens psicólogos porque trabalham mais horas ao mês.

A herança cultural machista e a entrada tardia das mulheres no mercado formal de trabalho ajudam a entender este quadro de desigualdade. Além disso, empregadores costumam entender que mulheres teriam menos disponibilidade por conta da atenção à casa e à família, o que acaba ampliando a diferença salarial entre mulheres e homens. Apesar disso, as(os) Psicólogas(os) tem contribuído para a eliminação dessas diferenças pautando o assunto e muitas empresas vêm se preocupando com essa diferença salarial, com políticas de diversidade implementadas para reduzir essa desigualdade. Essa é uma mudança essencial porque se compreende que não é possível uma igualdade de direitos enquanto não há igualdade salarial.

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Assédio moral contra psicólogas: uma situação que merece atenção

O assédio moral no trabalho é uma violência que consiste na exposição prolongada e repetitiva dos trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, praticadas por uma ou mais pessoas. As práticas de assédio podem acontecer tanto dos chefes para seus subordinados, dos subordinados para seus chefes ou entre os colegas de trabalho. São práticas frequentes e prolongadas que podem culpabilizar, ofender, ridicularizar, inferiorizar, amedrontar, isolar ou desestabilizar emocionalmente as(os) profissionais, colocando em risco sua saúde física e psicológica, além de afetar seu desempenho e o próprio ambiente de trabalho.

A vítima de assédio moral, no entanto, não necessariamente é uma pessoa frágil. Muitas vezes elas têm características entendidas pelo agressor como ameaçadoras ao seu poder, porque reagem ou não se submetem ao autoritarismo.

Um dos agravantes do assédio moral se dá com mulheres. É comum que recursos machistas como “levantar a voz” ou insinuações de que mulheres são menos capazes intelectualmente, sejam utilizados para diminuir as profissionais. E, infelizmente, esta é a realidade vivida por muitas psicólogas em seus ambientes de trabalho, especialmente naqueles compartilhados com grandes equipes, como na saúde mental, assistência social ou no RH. Além disso, psicólogas podem ser pressionadas a incorrer em faltas éticas, em seu ambiente de trabalho, por conta das investidas de seus empregadores.

A melhor resposta para o assédio moral é a denúncia para o sindicato, nos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), no Ministério Público do Trabalho ou no próprio Ministério do Trabalho e Emprego. No entanto, nem sempre é fácil denunciar. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a autoestima deve passar, sobretudo, pela solidariedade e a organização coletiva entre as(os) profissionais.

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Assédio sexual, uma realidade também para as psicólogas

O assédio sexual pode ser definido como investidas de caráter sexual, não aceitáveis ou não requisitadas, com contato verbal ou físico que criam uma atmosfera ofensiva ou hostil. É um tratamento discriminatório que também pode ocorrer com homens, mas que muito mais frequentemente recai sobre mulheres.

No ambiente de trabalho estas situações podem coagir Psicólogas e prejudicar muito o exercício profissional. Mas quais situações podem configurar um assédio sexual? Inúmeras, mas podemos citar desde piadas com caráter obsceno e sexual, mostrar ou partilhar imagens ou desenhos explicitamente sexuais, notas, mensagens ou ligações de natureza sexual, assobios ou sons inapropriados, questões inapropriadas sobre a vida sexual de cada um, toques, abraços, beijos ou encostar no corpo do outro sem permissão, até os ataques e violências físicas.

No entanto, não apenas empregadores ou colegas de trabalho podem praticar assédio sexual, mas também pacientes ou clientes. Esta é uma situação muito sensível, sobretudo para as Psicólogas mulheres, à medida que a relação de certa intimidade e a própria definição de fronteiras e limites ao paciente faz parte do processo terapêutico. Também as condições de trabalho das Psicólogas podem interferir nestas situações: você já sentiu medo de sofrer alguma violência sexual ao atender sozinha, até tarde da noite, em seu consultório? Já sentiu ameaçada ao fazer alguma visita domiciliar à um homem sozinho em casa? Infelizmente esta é a realidade de diversas profissionais e precisamos juntas enfrentar estes casos.

Se você sofrer alguma situação de assédio sexual, você pode procurar o RH de sua empresa, seu sindicato, o MPT ou mesmo o Ministério do Trabalho e Emprego. O importante é buscar formas para se fortalecer e não calar.

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Deslegitimação do trabalho: porque os homens acham que sempre tem a última palavra para tudo?

Psicóloga, você já participou de uma reunião, tentou falar e era constantemente interrompida por algum homem, que se impunha sobre você levantando a voz? Ou em alguma situação em que estava defendendo sua opinião ou ideia e ninguém lhe parecer dar ouvidos, mas logo em seguida um homem repete exatamente o que você disse e ele é aprovado por todos? Infelizmente estas situações são mais comuns do que você imagina.

Psicólogas e Psicólogos muitas vezes trabalham em equipes, especialmente nas políticas públicas. A composição multiprofissional desses coletivos é muito importante, mas pode representar desafios especialmente no que diz respeito à relação com profissionais cujas atribuições sociais são de “chefes” ou “gestores”, como os médicos. Muitas vezes, Psicólogas são inferiorizadas não só porque são Psicólogas, mas porque são mulheres.

Além disso, são comuns as situações de machismo em reuniões e palestras mistas, quando as Psicólogas não conseguem concluir sua frase por ser constantemente interrompida pelos homens ao redor. Ou então em carteis, grupos de estudo ou supervisões coletivas, em que colegas homens dedicam seu tempo para explicar algo óbvio a uma mulher, de forma quase infantil, como se ela não fosse capaz de entender. Mesmo que não intencionalmente, essas ações visam tirar a confiança, o respeito e a autoridade das mulheres sobre o que estão falando. Nestes casos, sempre que possível, é importante pontuar que a situação ocorreu e pautar a questão nas discussões acerca do desenvolvimento do ambiente de trabalho.

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Psicóloga, mãe, esposa, dona de casa…

As mulheres brasileiras, entre elas as Psicólogas, trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens, por semana. Isto por conta da dupla jornada de trabalho, especialmente referente às tarefas domésticas e de cuidados com a casa e família, não remuneradas e geralmente delegadas às mulheres. Os dados são de 2017, da pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Por conta das relações de desigualdade entre mulheres e homens, a responsabilidade sobre o trabalho de cuidado continua dificultando a participação da mulher no mundo do trabalho em condições iguais às dos homens. A sobrecarga de trabalho e o próprio cansaço podem acabar prejudicando o exercício profissional das Psicólogas em relação aos dos Psicólogos. Não são poucas as profissionais que trabalham o dia todo (muitas vezes em jornadas longas, de 10 a 12 horas diárias) e que quando chegam em casa ainda precisam dar conta de diversas tarefas domésticas que poderiam ser compartilhadas ou revezadas com os homens.

As mulheres são especialmente afetadas com a situação econômica do país e as propostas de alteração nas leis previdenciárias. As dificuldades para alcançar a aposentadoria são especialmente nítidas entre as psicólogas, visto que temos uma maioria de profissionais autônomas(os) entre os que trabalham com a Psicologia. Dados do DIEESE apontam que 42% das(os) psicólogas(os) brasileiras(os) trabalham “por conta própria”, em comparação a 22,6% que trabalham com registro na carteira.

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Mobilização do CRP-PR é decisiva para derrubada do veto à campanha Janeiro Branco

A mobilização dos profissionais de Psicologia e do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) foi decisiva para a derrubada do veto governamental ao Projeto de Lei 116/2017, de autoria do deputado Requião Filho. A proposta tem como objetivo instituir o mês Janeiro como marco temporal no Paraná da campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do cuidado em saúde mental.

O projeto havia sido aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa no final do ano passado, mas foi vetado pelo Executivo no dia 6 de fevereiro de 2018. A justificativa foi de que a Secretaria de Estado da Saúde se posicionou contrária à proposta, pois já existem leis que dispõem sobre a proteção e direitos das pessoas com transtornos mentais. Além disso, o veto destacou que há outros marcos temporais destinados para a difusão da saúde mental, como a campanha de prevenção ao suicídio “Setembro Amarelo” e o Dia Estadual de Saúde Mental, lembrado em 9 de outubro. Assinalou também o posicionamento do Núcleo Jurídico da Casa Civil, que alega “contrariedade ao interesse público” no projeto.

O CRP-PR considerou as justificativas para o veto equivocadas. As datas comentadas possuem relevância em seus objetivos e também recebem total apoio do CRP-PR, mas a instituição compreende a campanha Janeiro Branco como importante momento para conversar com diferentes públicos, ressaltando a importância da Psicologia em diferentes contextos, e não apenas o clínico. Visto a necessidade e a relevância social de promover o debate com foco na saúde mental, o CRP-PR realizou diversas mobilizações, inclusive o encaminhamento aos deputados de um Ofício com o posicionamento contrário ao veto.

A decisão de derrubada do veto fortalece a campanha anual de toda a categoria profissional das(os) Psicólogas(os). A campanha direcionada a prevenção e ao cuidado com a saúde mental é também um espaço para falar sobre direitos humanos, sobre relações trabalhistas, sobre conexões sustentáveis, sobre o ambiente de desenvolvimento escolar, sobre a importância do esporte, do desenvolvimento de relações saudáveis, de um meio ambiente que proporcione qualidade de vida, do autoconhecimento e da resiliência.

Convidamos todos os profissionais para participarem, junto ao CRP-PR e aos profissionais que articulam a campanha nas diferentes regiões do estado, da elaboração de ações do próximo Janeiro Branco. Quem cuida da mente, cuida da vida!

 

CRP-PR toma posse no Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Maringá

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) tomou posse no dia 02 de março de uma vaga no Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas de Maringá (Comad). A entidade foi conselheira do último biênio e reeleita para mais dois anos de participação. O fórum reúne representantes da sociedade civil e do poder público e desenvolve diretrizes e políticas públicas sobre álcool e outras drogas. Tomaram posse as psicólogas Soraia Ribari Saito Vinholi (CRP-08/12475), como representante titular, e Camila Cortellete Pereira da Silva (CRP-08/19943), como suplente.

Atualmente, o CRP-PR participa de oito conselhos similares em diversas cidades do estado, além do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (CONESD). Para o assessor técnico de Políticas Públicas do CRP-PR, Cesar Fernandes (CRP 08/16715), a participação da instituição nos fóruns de controle social colabora para qualificar as políticas públicas a partir das contribuições da Psicologia. “É estratégico compor o Comad. No atual cenário de retrocessos da Política Nacional de Saúde Mental e das equivocadas decisões do Conselho Nacional de Política de Drogas, o CRP-PR participa do Controle Social em defesa dos princípios da Reforma Psiquiátrica e da política de redução de danos.”

Núcleo de Questões Étnico-Raciais é lançado em evento no CRP-PR

Mais de vinte psicólogos, estudantes e representantes de movimentos sociais negros participaram no dia 02 de março do evento evento “Racismo e Negritude – Silêncios e silenciamentos na/da Psicologia”. Organizado pelo Núcleo de Questões Étnico-Raciais, um dos braços da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) em Curitiba, o evento marcou a criação de um espaço de discussão acerca da negritude no Conselho. A mesa, composta pelas psicólogas Daniela Francesca Malta dos Santos (CRP-08/IS-359) e Fernanda Almeida Pedroza (CRP-08/21359) e pelo estudante de Psicologia Ramom Andrade Ferreira, foi mediada por Caroline Casé, estudante de Psicologia e participante do Núcleo.

Discussões sobre os impactos da violência racista e de Estado na produção de subjetividade e as tecnologias críticas de cuidado em saúde mental da população negra tiveram destaque durante o evento. Nas falas, os palestrantes ressaltaram a importância da discussão acerca das questões raciais desde a formação profissional, perpassando por todas as áreas de atuação da Psicologia e não restritas apenas às questões de políticas públicas de promoção da igualdade racial. “É muito importante que a Psicologia Organizacional e do Trabalho atente-se para as questões raciais”, exemplificou Fernanda Pedroza.

O Núcleo de Questões Étnico-Raciais, agora formalmente constituído, convida a todas(os) as(os) interessadas(os) para participarem de sua primeira reunião, no dia 06 de março de 2018, às 19 horas na Sede do CRP-PR (Av. São José, 699, Cristo Rei, Curitiba). O encontro contará com a apresentação da pesquisadora Margoth Mandes da Cruz (UFPR), de uma historiografia da Psicologia e as questões raciais, no Brasil.

A participação no encontro é gratuita e não é necessário inscrever-se antecipadamente.

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