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A precarização do trabalho na pandemia afeta mais as mulheres

Mais uma vez, o Dia do(a) Trabalhador(a) chega em meio à pandemia, agora ainda mais agravada. Em uma realidade de pouco ou nenhum auxílio que permita o necessário distanciamento social, trabalhadoras e trabalhadores se expõem ao vírus para garantir alguma renda e, não raras vezes, são as principais vítimas da pandemia que já dizimou 400 mil vidas no Brasil.

Para as mulheres, os impactos podem ser ainda maiores. A sobrecarga de tarefas domésticas se intensificou, os postos de trabalho mais afetados pelos cortes são, em geral, ocupados por elas, e as violências de gênero continuam a se fazer presentes em todos os âmbitos.

Mulheres em todas as funções foram afetadas. Aquelas que se dedicam aos lares alheios, como trabalhadoras domésticas, enfrentam uma precarização ainda maior neste momento, expondo suas vidas no contato com outras famílias. Mesmo as que desfrutam do privilégio do trabalho remoto lutam para manter suas posições enquanto se dividem com o cuidado quase unilateral de filhas(os) e outras pessoas que demandam atenção, além do próprio lar. 

E, às vésperas do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa (03/05), um dado impactante: 75% das jornalistas em 125 países declararam ter sofrido assédio online no desempenho de suas funções, segundo a Unesco. 

Tudo isso acontece enquanto, no Brasil, o Projeto de Lei 130/2011, que visa a estabelecer multa a empresas que pagam salários diferentes a homens e mulheres, patina na tramitação (já em posição de ser sancionado ou vetado, foi devolvido à Câmara dos Deputados). 

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