XVI EPP e II CIPTF | Psicologia Escolar e da Educação e o afeto na relação professor-aluno são temas dos encontros

A Psicologia na Educação pode envolver diversos aspectos e demandar da(o) profissional diferentes conhecimentos. Temas como o psicodiagnóstico e a orientação profissional serão debatidos em mesas-redondas, que incluirão relatos de experiência, no XVI Encontro Paranaense de Psicologia e II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (XVI EPP e II CIPTF), que acontecerão entre os dias 22 e 25 de agosto em Foz do Iguaçu.

O Psicólogo Nelson Fernandes Junior (CRP-08/07298) explica que o minicurso “A prática do psicodiagnóstico e os referenciais psicodinâmicos”, ministrado em parceria com Irene Carmen Picone Prestes, será uma oportunidade para estudantes e Psicólogas(os) aprenderem ou tirarem dúvidas sobre as etapas do psicodiagnóstico, desde a formulação de hipóteses até a escolha de instrumentos e formulação de documentos. 

Já no dia 24 de agosto, o mestre e educador Marcos Meier fará uma palestra sobre a importância do afeto nas relações entre aluno e professor, assim como entre terapeuta e paciente. Marcos usará como fundamentação a Teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, do professor e Psicólogo israelense Reuven Feuerstein (1921-2014). A história dessas pesquisas começou após o término na Segunda Guerra Mundial, quando crianças judias voltavam para a escola, mas não conseguiam aprender direito devido aos traumas.

“Naquela época, não existiam materiais sobre como ajudar essas crianças. Feuerstein foi chamado e começou a se aproximar das crianças para entender o que estava acontecendo. Ele descobriu que, entre as crianças traumatizadas, algumas delas conseguiam aprender. Diferente das outras crianças, elas tinham pais, tios, irmãos mais velhos que gastavam tempo com elas, ensinando e interagindo. As outras crianças, que não conseguiam aprender, em sua maioria, haviam perdido os pais na guerra”, conta o educador.

Marcos Meier defenderá na palestra que, quanto mais afeto e maior qualidade de interação com o educando, mais se desenvolve a inteligência. Segundo ele, o professor que tem uma relação afetiva com o estudante, que sabe explicar, acolher, ouvir dúvidas, propicia um aprendizado melhor e uma vontade de continuar aprendendo. Ele defende a necessidade de resgate da autoridade do professor. Por causa da falta de apoio da escola e possíveis processos por parte da família do aluno, o professor tem receio de exercer sua autoridade. Marcos explica que essa situação faz com que vários minutos da aula sejam perdidos até que os alunos consigam se concentrar. O educador também explica que dar broncas, dizer não e orientar são também atitudes afetivas e que geram segurança nos alunos. 

Serviço

XVI Encontro Paranaense de Psicologia (EPP) e o II Congresso Internacional de Psicologia da Tríplice Fronteira (CIPTF)

Quando: 22 a 25 de agosto

Local: Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olímpio Rafagnin, 2357, Parque Imperatriz, Foz do Iguaçu)

Para mais informações sobre a programação dos eventos, acesse o site www.epp.crppr.org.br